• Davi Eler

A Fuga



Era uma vez uma jovem garotinha, devia ter por volta dos 10 anos de idade. Tinha bochechas gordinhas e rosadas, cabelos loiros como raios de sol e olhos azuis como o céu do verão. Ela vivia com sua mãe (que era idêntica sua filha) e seu pai, que trabalhava em uma mina na cidade próxima.


Sendo assim, ela e sua mamãe passavam o dia cuidando da casa, da pequena horta e dos animais que criavam nos arredores da humilde casa de madeira. Era uma vida muito simples, porém não faltava nada e a alegria era extremamente presente naquela casa.


Contudo certo dia, a garotinha brigou com sua mãe, e ouviu uma voz em sua cabeça dizendo: “Fuja de casa”. Ela explodindo de raiva de sua mamãe, escutou aquelas palavras.


Ela pegou um pão e um pouco de carne que havia guardado em sua casa, e foi embora, rumo ao desconhecido. Entretanto ela não conhecia ainda as maldades e perigos do mundo, a meninha vivia uma vida inocente e alegre. Ainda não entendia a perversidade e crueldade, que existia do lado de fora de sua porta de madeira.


E aconteceu que havia um ladrão que tinha cavado um grande buraco na estrada, para que os viajantes caíssem e ficassem presos, e assim ele pudesse roubar suas coisas. E a pequena menina inocente caiu facilmente na armadilha, o fora da lei totalmente alterado, pelos cogumelos que acabava de ingerir, veio correndo ver o que tinha pegado e disse: “Oba, peguei um porco, ele parece bem suculento e saboroso, acho que vou comê-lo aqui mesmo”.


A menina desesperada chorava e gritava dizendo: “Mas eu não sou um porco, sou uma criança”. Porém o terrível ladrão estava totalmente drogado, e gritava de volta: “Pare de relinchar porquinho, senão te mato agora mesmo”. O homem sabia que não podia comer aquele “animal” sem antes acender uma fogueira e cozinhar sua carne.


Então ele começou a prepara o fogo, colocou sua panela com água do lado, e acendeu sua fogueira. A menina desesperada sem entender nada, só chorava soluçando sem nenhuma reação.


O homem então pulou dentro do buraco que havia cavado, amarrou as mãos, as pernas e a boca da meninha e disse: “Vou te cozinhar vivo mesmo, quero ver seu desespero porquinho”. E a pequena nada podia fazer que não fosse, chorar, se debater e se arrepender profundamente por ter abandonado sua família, a raiva que sentia de sua mãe fora substituída por saudade e amor.


O ladrão sai da armadilha com a criança em suas costas, a água já estava fervendo, e só da criança encostar nela sua pele já sofreria queimaduras graves. Porém foi nesse momento que o pai da menina chegou, com um soco bem na boca do ladrão, fez com que o mesmo soltasse a pequena. O fora da lei tentou reagir, mas os reflexos do minerador eram melhores, ele acertou mais um bem no estômago, fazendo ele se contrair, e então o pai deu um chute nele que o fez cair no buraco.


E para que o bandido não saíssem dali, ele puxou a corda que ele usava para sair do buraco. Por isso, o vagabundo passaria o resto de sua miserável vida naquele buraco, que ele mesmo cavou para roubar e matar os outros.


O pai e a menina voltaram felizes para casa, com a criança nos braços de seu protetor. Obviamente ele deu uma bela bronca nela, e a corrigiria ao chegar em casa, mas no caminho ambos estavam muito contentes por poderem ver m ao outro.


Moral


Apesar de você ficar com raiva de seus pais quando eles lhe corrigem, entenda que eles fazem isso em amor, e aquele sentimento de aversão à eles é passageiro. E outra lição é: NUNCA CONFIE EM ESTRANHOS. O mundo lá fora é muito mais cruel e perverso do que você pode imaginar.

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