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A Guerra é espiritual

Atualizado: Ago 9

Por Victor Domingues e Thiago Pacheco

Levantado o véu jacobino que encobriu o debate político ocidental até recentemente, dividindo claramente os polos de debate ideológico entre esquerda (o bem) e direita (o mal), chegou a hora de reconhecer uma verdade incontestável: a guerra a ser travada é contra os demônios e seus principados.


A cobertura jornalística (e a repercussão na internet, redes sociais etc.) da Olimpíada do Japão serviu para desnudar as potestades do inferno que povoam as redações, estúdios de televisão, canais do Youtube e recônditos sombrios do Twitter.


Não, leitor: sem a pretensão de expor qualquer defesa argumentativa de que a fé pode ser comprovada pela razão, é preciso admitir um fato: Deus incomoda, e muito!


A simples alusão à fé ou a crença no Cristo por parte de atletas entrevistados após as competições fez os emissários de satanás empoleirados nas redes sociais apuparem.

O surfista medalhista de ouro, que fez vigília às 03:00 da manhã, virou “fascista”. A skatista que, mesmo contundida, deu graças à Nossa Senhora Aparecida, virou “fanática”. A ginasta que, mesmo com joelho operado por 3 vezes, conquistou a medalha de prata, certamente será julgada pelos “comentaristas neutros” porque postou uma frase cristã ao subir no pódio. A única religião permitida, afinal, é a civil, a sociedade sem Deus (ou o islamismo, o confucionismo, o budismo: tudo menos a cristandade).


Atletas de alto rendimento entendem – mais do que ninguém – o que é dar graças ao imponderável.


Num milésimo de segundo, a fé e a devoção são as únicas explicações plausíveis para justificar a glória do esporte. Não à toa, a primeira palavra que vem à boca dos campeões devotos é “obrigado, Deus”.


Num ambiente em que todos os adversários se dedicaram tão ou mais intensamente, nada se explica senão pela fé.


Nos canais esportivos a fé é motivo de espanto. Sob a máscara da “neutralidade”, ou da “diversidade”, a mídia esportiva brasileira, quando não afronta diretamente a fé cristã dos seus atletas, faz o famoso “beicinho” - ou reduz a conquista à pequenez do espectro político do brejo que se tornou a mídia tradicional.


Por outro lado, atletas racistas, sectaristas, preconceituosos e, não raras vezes, absolutamente insignificantes em suas modalidades, ganham destaque por opção sexual ou preferência ideológica – aspectos que em nada, absolutamente nada, se relacionam ao desempenho esportivo. Deveria ser óbvio, mas parece cada vez menos.


A avalanche de figuras públicas brasileiras que fizeram questão de declarar torcida pela Argentina durante a Copa América – pois uma vitória brasileira poderia ser “capitalizada” politicamente por Bolsonaro – já era um prenúncio de que as competições esportivas, antes um reduto saudável de irmanação entre brasileiros, onde todos se igualavam na torcida pelos atletas seus concidadãos, também haviam sucumbido à odiosa instrumentalização ideológica. Nada mais de torcer por atletas brasileiros: é preciso saber em quem votaram, em quem votarão, se usam linguagem neutra, qual sua devoção religiosa – e não pode, em hipótese alguma, ser cristã, menos ainda dar graças a Deus.

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