• Evandro Pontes

A Heterossexualidade Feminina



O mundo vive hoje talvez o seu momento mais delicado desde o fim socialismo soviético.


Mark Lilla vaticinou qual o destino do Progressista do Amanhã: abdicar das pautas identitárias.


Nunca me despertei para essa estratégia de esquerda e de fato ela vem se consolidando: as questões raciais saíram do universo jurídico e foram a campo, mas agora reforçadas por uma verdadeira proibição de reação.


Reagir, nesse caso, será classificado como racismo. Logo - os seus fautores não carecem mais dessa ferramenta no nível em que ela se encontra. Estando consolidada como uma verdade cientifico-social, essa luta volta ao padrão definido por Marx, a saber, a luta no sentido físico.


Outras pautas identitárias dizem respeito ao gênero e abarcam tanto o feminismo quanto o gayzismo.


Mapas sobre o voto feminino mostram o quanto as mulheres podem ter sido decisivas na eleição americana de 2020, assim como o foram para a condução do improvável Haddad para o 2o Turno das eleições no Brasil em 2018, desbancando Ciro Gomes.


A maior participação da mulher nas redes sociais e seu ingresso em debates políticos dá profundos indícios de como opera o raciocínio NEOCON. A "tia do zap", mulher política dos novos tempos por excelência, já pode ser identificada por linhas de pensamento.


Não há um padrão único e aplicável a todas sob o guarda-chuva fácil da "Tia do Zap".


A quase totalidade das mulheres que se investe a debater política no campo conservador tem profundos traços de neoconservadorismo. E esta afirmação não a faço por misoginia - é uma constatação facilmente apurável.


São pouquíssimas as "Tias do Zap" que compreendem o valor do debate identitário como o último bastião de resistência ao socialismo. Intuitivamente, algumas poucas compreendem e ajudam nessa resistência; mas a grande maioria cede emotivamente ao "discurso das minorias".


Falemos antes sobre o gayzismo.


Há uma falsa sensação de socializar exemplos pessoais: o primo gay, o vizinho bonzinho "casado" com moço recatado - tendem, as moças, a achar que todo gay é como esse "gay nextdoor" (geralmente fofinho, recatado e "do lar").


Mas a realidade do universo gay como um todo não é representada por esse "priminho que gosta de beijar meninos". O universo trans que envolve drogas, prostituição e uma série de outras anormalidades sociais não emerge desse "gay exemplar", praticamente um "gay ideal", geralmente retratado na novela da Globo.


A desvirtuação à sua própria família fica oculta e o debate sobre isso não lhe é permitido fazer: falta-lhe o lugar de fala.


No lugar de fala há requisito essencial para críticas; já, o apoio, precisa necessariamente vir por parte de quem justamente não tem lugar de fala e se emociona com casos ideias do "sofrimento gay". A persuasão do gayzismo é fatal entre mulheres, que facilmente aceitam apoiar sem ter que passar pelas restrições do "lugar de fala" em caso de críticas.


Essa necessidade de aprovação por quem não tem lugar de fala é numérica: sem essa aprovação, o 1% dos gays que andam por ai não ganham a repercussão que têm recebido por meio desse 50% de mulheres, onde 49,5% é heterossexual.


A mulher apoia o gay por compaixão, jamais por razão baseada em dados concretos e objetivos e muito menos com base na sua própria experiência heterossexual. Ela empresta sua porcentagem para uma minoria que não chega a 1% da população. A mulher hetero tem vergonha de sua heterossexualidade quando se aventura a defender a causa gay, exceto se for militante paga (caso, por exemplo, da Manuela D'Ávila, Márcia Tiburi, Marta Suplicy, Maria do Rosário e por ai vai). Capturada pela corrupção da inteligência, esconde ou restringe (sob muito recalque) a sua heterossexualidade.


Pense-se agora no feminazismo, qual seja, os discursos de empoderamento feminino: ela concorda que tem de haver mais mulheres na política, mas ela mesma jamais votaria nas mulheres citadas no parágrafo anterior e nem mesmo na Dona Joice e, pelo seu lado, tem zero interesse em, ela mesma, se candidatar. Ela quer e concorda com mais mulheres na política, desde que não seja ela mesma nem tampouco nenhuma daquelas que ela odeia. Nem sabe ao certo porque defende isso - talvez porque parece ser mais justo ou porque lhe garante aceitação no grupo de zap da qual faz parte (e onde circula vez ou outra fotos do Thor com alguma timidez).


Concorda também que metade dos administradores de empresas tem que ser mulheres, mas ela mesma não estaria disposta a aguentar a jornada de um diretor executivo de um banco (por exemplo), que entra no batente as 8 da manhã e raramente sai antes da meia-noite, sendo-lhe facultado ver os filhos ocasionalmente, talvez a cada 4 ou 5 dias durante um lanche ou algum jantar ocasional. No mais, ela também não conhece ninguém que teria estômago para largar a vida de mãe para viver uma jornada semelhante a do Abilio Diniz.


Ela quer ver mulheres em todos os postos profissionais, mas fica com frio na barriga quando o avião que ela pegou vai iniciar decolagem pilotado por uma mulher (que ela, como mulher, logo que entrou no avião já notou: "essa está de TPM, certeza!").


É torcedora inveterada do Corinthians, mas nunca viu uma partida de futebol feminino na vida porque, na boca pequena, acha futebol feminino um porre.


Mas, ao fim e ao cabo, ela acha que o discurso feminazista está correto e não com pouca frequência, passa a afirmar que "homem não serve pra nada" e vez ou outra "nem pra aquilo". É da boca pra fora, lógico - ela tem nojo, sexualmente falando, de imaginar "aquilo" com outra mulher.


Sua heterossexualidade fica, digamos, guardada em um vidro de formol para ser usada no domingo de manhã, quando casada.


Noto aqui que o compromisso heterossexual da mulher tem de ir muito além da libido dominandi ou da simples busca pelo orgasmo: a heterossexualidade verdadeira passa pela necessidade de compreender que apenas um homem será o complemento correto para que ela possa constituir uma família.


A heterossexualidade é antes de tudo uma assunção moral (bem antes de o ser no sentido sexual estrito).


Na heterossexualidade a que me refiro, a mulher compreende que a única forma aceitável de criar o filho que ela gestou com a participação de outro homem, é por meio da presença de um homem (de preferência, o mesmo que gestou) ao lado dela e ao lado da criança, ensinando a esse rebento os valores da virilidade (seja o filho menino ou menina - logo, meninas também precisam compreender o valor da virilidade desde cedo e isso não é uma questão sexual, mas sim de valores morais).


Aliás, a própria palavra virtude, congnata de viril e de virilidade vem do latim vir, uir, uires, que quer dizer MACHO.


Ao abdicar de seu orgulho hetero, a mulher cede para a agenda de esquerda e não se torna apenas ela, mas sim seus filhos, presa fácil do discurso progressista e do politicamente correto. Permite a criação de filhos frágeis, porosos aos problemas alheios, paranóicos e sojados. Suas histerias ocasionais serão apenas mero reflexo desse incerto moral de disposição heterossexual que a mulher enfrenta ao se olhar todos os dias no espelho.


O dilema verdadeiro feminino no Século XXI diante do espelho deixou de ser a auto análise se "estou gorda" para ser "que mulher sou eu?".


A sobrevivência da cultura ocidental depende integralmente da afirmação e da (auto) defesa da heterossexualidade feminina: as mulheres precisam se convencer de que a forma correta de construir uma família é por meio da união do homem e da mulher. Ponto final.


"Pagar pedágio" para a ideia estapafúrdia de que a união entre homem e homem ou a união entre mulher e mulher (ou, pior, a união entre homem-mulher-homem) terão o mesmo valor moral, para a solidificação de uma família saudável, baseada no mandamento bíblico e constitucional da união entre homem e mulher, é ceder a vitória para quem a mulher acha que, pelo voto, sairá vitoriosa.


Se a mulher não compreende que a defesa de sua condição heterossexual é condição para a vitória política na cruzada pelo conservadorismo, logo o neoconservadorismo deu estrada para o seu pior aspecto, tal qual a mais fatal das doenças políticas: a concessão ao inimigo por vergonha de ostentar as suas virtudes.




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