• Paulo Pavesi

A história sendo reescrita na base da censura

Atualizado: Jan 6


Neste período de fim de ano, destinei algum tempo para assistir uma série no Netflix. BRIDGERTON é o nome da série.


Porém, algumas coisas me pareceram estranhas. Ao lado, você pode ver um retrato da Rainha Charlotte, esposa de George III, No entanto, o seriado apostou na "diversidade" e escalou para o papel uma atriz negra. Aliás, em toda a corte existem diversos atores negros, Os responsáveis pela série alegam que é a hora do negro ter espaço na corte. Eu concordo! Mas o passado não pode ser alterado e a história, muito menos, reescrita. Torço para que novas rainhas e reis sejam negros, daqui por diante. Mas ainda acho que devemos respeitar a vida de quem já se foi, retratando fielmente a realidade dos fatos.


Não se trata aqui de racismo. Se trata de não distorcer a realidade. A Rainha Charlotte era branca.


No Twitter eu citei a série quando o Jornal Folha de S.Paulo publicou, estarrecido, a nova animação da Pixar - "Soul". Segundo o jornal é inadmissível que um branco seja um dublador de um personagem negro. Vale lembrar que tal personagem é apenas uma animação e nunca existiu no mundo real. Mas o simples fato de ser dublado por um branco, criou uma revolta incentivada pelo Jornal.


Foi quando perguntei: Uma Rainha que existiu e era branca, pode ser representada por uma negra, mas brancos não podem dublar um personagem negro imaginário?


Este foi meu crime. Levei uma suspensão de 7 dias, por questionar uma realidade. Não é preciso um movimento BLM exigindo que brancos se ajoelhem aos seus pés, intimidados ou na base da violência. Basta tentar argumentar no Twitter para se ver obrigado a dobrar as pernas.


Mas o que eu achei mais interessante, foi a justificativa de um leitor da folha:

- "James Cameron fez o filme avatar com personagens azuis. Poderia ter usado o amarelo, o verde, o vermelho. Mas escolheu o azul. Isso chama-se arte!"


Avatares nunca existiram. A Rainha sim.

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