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  • Davi Eler

A Mais Nova Arma Satânica.





O mundo virtual desgraçou as virtudes. Este é o cenário em que vivemos. Acreditamos que não precisamos ter contato físico para amar, para mantermos famílias ou mesmo para ser cristão. O novo normal é fazermos tudo à distância, pelo mundo virtual, para assim podermos salvar vidas.


O problema é que: tudo isso não passa de uma grande ilusão. Seres humanos são entes físicos, e suas relações também o são necessariamente. Estamos abandonando as leis naturais em prol de uma xiência, a mesma que nega a existência de Deus.


Aqueles que rejeitam por completo que Deus exista, nos chamam de negacionistas. E o pior de tudo, nós cristãos estamos aceitando tudo isso na maior tranquilidade, nosso medo de um vírus se tornou maior que nossa caridade.


Isso pelo motivo de ser impossível ser caridoso pelo zoom, não da para sermos a mão de misericórdia de Deus na terra, pelo Skype. Isso deveria ser algo óbvio, mas hoje em dia temos que provar que a grama é verde.


Sei que o momento é complicado, muitos perderam entes queridos, alguns estão com os corações totalmente despedaçados, o que torna esse tipo de conversa muito mais sensível e delicada. Porém apesar deste cenário eu não posso ficar calado.


Não existe pastoreio ou discipulado (doutrina fundamental do cristianismo) pelo FaceTime. O andar lado a lado, necessariamente pede pelo LADO A LADO. Não existe comunhão dos santos à distância, é necessário que as pessoas estejam no mesmo local físico, tomando a ceia, louvando ao Senhor e aprendendo sobre as escrituras.


Uma das maiores mentiras que nos foram ensinadas desde pequenos é que: o mundo virtual encurtou as distâncias territoriais do mundo. Muitos cristãos pensam que estão alcançando mais pessoas com, lives no instagram, perfis no twitter e etc. Mas na verdade se este contato não levado ao nível físico, não houve alcance algum.


Você consegue imaginar Jesus discipulando os apóstolos pelo zoom? Se sim, seu problema é muito maior então. Não existe discipulado à distância, ele implica em uma relação física de amizade e união.


As maiores virtudes dos cristãos como: coragem, misericórdia e caridade se perderam totalmente. Os exemplos dos cavaleiros das cruzadas caíram no completo esquecimento.


Se pegarmos a vida dos cavaleiros templários, hospitalares e teutônicos ficaríamos envergonhados pela forma como não defendemos o evangelho. Esses guerreiros entregaram sua vida (em todos os sentidos) afim de defender sua fé, e com isso eles ajudaram milhões de pessoas, de todas as formas, seja com a ponta da espada ou com curativos e remédios.


Porém essas grandes características cristãs já não se encontram mais nos dias de hoje. Nossas igrejas abrem mão da relação física (por achar que ela não é necessária) por medo de uma fala da xientífica, de um governante estatal, ou até mesmo com medo do que os vizinhos vão pensar.


Se nós vivêssemos (estou me incluindo) na época da peste negra, estaríamos em casa fazendo podcasts. Achando que com isso estamos alcançando as pessoas. Esses projetos até podem ter algum impacto imediato, mas se este impacto não for elevado para o nível físico de nada adianta.


O problema é que nós já nos curvamos de tal forma, que não há mais como nos levantarmos. O pé pesado do Estado, da xiência e da pressão social já encontraram refúgio em nossas costas. Agora temos que lutar com porretes de madeira, enquanto eles tem tanques e mísseis.


Como conclusão deste curto texto sobre o tema, gostaria de dizer que: sei que o momento é sensível por estarmos perdendo pessoas queridas, não nego que exista essa dor. Porém é exatamente nesses momentos de dor e angústia que a igreja e os cristãos mostravam suas forças, arriscavam as próprias para “Ajudar, Defender e Curar”como o lema dos teutônicos dizia. Perdemos esse ímpeto corajoso dos cavaleiros das cruzadas, de que devemos ser a mão de caridade, misericórdia e justiça de Deus na terra. Mais uma vez, eu entendo a dor dos que perderam alguém, mas é nesses momentos que devemos mostrar coragem. Lembrem-se Ajudar, Defender e Curar. Se os cristãos da idade média estivessem em nossos lugares, ao faltar leitos ou outras coisas, eles abririam as portas da igreja para prestar assistência, mesmo os que não sabiam como medicar alguém ajudariam de alguma forma, mesmo que com uma oração. As igrejas abertas seriam as maiores armas contra o vírus, e seus companheiros. Os templos cristãos sempre foram a maior arma da humanidade contra qualquer adversidade.


"Pela primeira vez em dois mil anos de História, o Estado se levantou contra a Igreja, proibindo-a de funcionar, e a Igreja acatou todas as ordens do Estado, sem oferecer qualquer resistência." Fernando Melo


Fiquem com Deus e até a próxima.