• Paulo Pavesi

A Moeda Covid

Atualizado: 4 de Dez de 2020


Qualquer país sério existente no planeta, sabe que tudo o que estado faz deve ter como Objetivo oferecer a sua população, uma melhor qualidade de vida. Em especial, nos países do 1º mundo. Em países de 3º mundo, a coisa é um pouco diferente. No 3º mundo, nada importa mais do que a distribuição de dinheiro entre os predestinados donos dos nossos votos.


Um Deputado Federal, por exemplo, pode aglomerar até 24 assessores, que certamente estão em casa neste momento, recebendo seus salários, mas protegidos do Covid.


Ah... mas eles estão trabalhando por nós!!


Não. Não estão. Na verdade eles apenas nos cativam com discursos pífios para não perderem nossos votos. Mas na prática, estão sempre de mãos atadas.


Nessa minha estréia aqui no ShockWave, cujo convite me deixou muito feliz, resolvi escrever sobre o que vivi agora há pouco. Ilustra bem como o Estado nos vê e como somos tratados por ele. Eu já tinha um texto pronto e resolvi deixá-lo para a próxima postagem. Este texto é mais digno de uma estréia. Nesta manhã, como muitos brasileiros fazem, fui até uma agência da Caixa Econômica sacar um resíduo de FGTS que ficou com o Estado durante os meus 11 anos de Asilo na Itália. Sim! O meu dinheiro ficou em poder do Estado e o Estado me diz quando eu posso sacá-lo. Ao chegar lá, um sujeito com uma mochila, demonstrou nos primeiros minutos, que não seria fácil a minha aventura. Com diversos objetos proibidos, ele insistia em querer entrar com a mochila e não deixá-la no armário disponível para clientes. Ele tirou pasta de dentes, chaveiro, uma marmita, talheres, duas chaves de fenda e o detector de metais continuava apitando. Eu sugeri a ele que o problema era o zíper da maledeta mochila, mas ele era persistente. Demorou 20 minutos até que o rapaz se rendesse e se entregasse ao armário. 20 minutos para que os seguranças do banco percebessem que ele não poderia entrar com a mochila. Só por portar duas chaves de fenda, já seria motivo para barrar o sujeito. Mas nem os seguranças desistiram.


Vale lembrar que devido ao Covid, os horários de atendimento foram reduzidos drasticamente. O número de funcionários também.


Passei pela triagem e recebi uma senha. Fui enviado então para o 1º andar da agência onde, finalmente, após superar o homem das chaves de fenda, eu seria atendido. No entanto, para a minha surpresa, encontrei uma sala gigante lotada de pessoas idosas, uma mulher grávida e diversos trabalhadores sujos de terra e tinta, ávidos em sacar uma graninha.


Um único funcionário atendia calmamente as pessoas. Calmamente porque ele se empenhava em escolher qual a cor do clipes, dentro de uma caixa cheia deles, seria ideal para o documento. Visivelmente, o atendente estava apenas aguardando o horário de almoço, quando outro funcionário viria para salvá-lo.


Este é o retrato dos maiores estrategistas do país. Diminuir o horário de atendimento, diminuir o número de funcionário e aumentar a demanda com o auxílio emergencial. Nem Hitler seria capaz de bolar algo do tipo para concentrar pessoas numa câmara de gás e executá-las de uma só vez. Mas nossos estrategistas acreditam que este protocolo será eficiente, ao menos, para que todos se contaminem com o vírus.


Como bom conservador, preciso deixar claro que não acredito no potencial do vírus. 99% das pessoas que são contaminadas, possuem apenas leves sintomas. Somente 1% vai precisar de atenção especializada, e na grande maioria das vezes, por doenças pré existentes. (Fonte: Worldmeter)


A sensação que tive é de que tudo aquilo foi milimetricamente planejado para que os índices de contaminação explodissem, justificando um novo lockdown. O lockdown é sinônimo de dinheiro fácil. Estados e Municípios gastaram fortunas para combater um vírus que eles mesmos afirmam não ter cura.


Os contaminados serão transformados em propaganda para nos fazer acreditar que o mundo lá fora está destruído e que devemos nos trancar em casa. Enquanto isso, roubam o seu dinheiro através de negócios feitos sem licitação e muitas vezes, pagos sem a entrega do serviço ou produto.


Se dependermos de nossos estrategistas, morreremos de fome ou de Covid enquanto eles enriquecem para o “seu bem”. É o resultado de um Estado irresponsável, sem representantes e sem justiça. Para finalizar, alertei os deputados paulistanos e os deputados federais por São Paulo, sobre o que acontece aqui. Mas eles não estão preocupados. Estamos sozinhos. É hora de dar um basta da política e assumir as rédeas deste país desgovernado.


Paulo Airton Pavesi é Especialista Sênior em Informações. Ficou asilado por 11 anos na Europa, vítima de perseguição após denunciar um esquema de Tráfico de Órgãos. Atualmente é empresário e presidente do Instituto Paulinho Pavesi. Escritor e autor de vários livros sobre o tema.