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A politicagem está matando o futebol, e o Internacional é um exemplo disso.



Por: Diogo Cirino


É muito fácil e difícil ao mesmo tempo para que eu escreva sobre o clube que torço desde guri. É um misto de satisfação e dor.


A satisfação está por ser o clube da minha falecida avó, a qual eu dividi grandes momentos em tardes de domingo e noites de quarta escutando os jogos do colorado.


De dor, obviamente, pelo momento catastrófico que vivemos, tanto no espectro esportivo quanto político.


A política colorada tal qual toda a política nacional, é comandada por um establishment controlador (conselho deliberativo), preso num estatuto atrasado onde o sócio de forma idêntica ao brasileiro médio, no período de Outubro a Novembro de cada ano par tem de escolher entre o menos pior para comandar o clube pelo período de 2 anos.


Período esse que aumentou para 3 por decisão do mesmo conselho, que tal qual o nosso amado TSE, não pergunta a ninguém a cor da qual você quer pintar sua casa, mas apenas lhe apresenta as alternativas.


Assim, hoje temos na presidência Alexandre Barcellos, filiado ao PT de Porto Alegre e que fez parte da igualmente fracassada gestão do ex-presidente Marcelo Medeiros, que por supostas divergências, deixou o cargo no departamento de finanças do clube em meados de 2020.


No final do mesmo ano, decidiu se candidatar a presidência do clube se colocando como oposição a gestão Medeiros, e prometendo um Inter novamente campeão e com as dividas já alçadas a casa dos BILHÕES quitadas.


Numa eleição com votação via internet (usando a desculpa da pandemia como na eleição americana), Barcellos foi eleito com 56 % dos votos contra o candidato José Aquino, conseguindo o maior número de cadeiras no conselho deliberativo.


Iniciou a gestão no início de 2021 na reta final do Campeonato Brasileiro, cujo colorado do técnico Abel Braga encontrava-se na liderança à 3 pontos do Flamengo.


Abel que é simplesmente o maior e mais vencedor técnico da história do Inter, sendo responsável pela conquista do maior título da história do clube: a Copa do Mundo de Clubes de 2006, diante do poderoso Barcelona de Ronaldinho Gaúcho.


Entrou nessa como tapa buraco após a saída repentina do ex técnico, o argentino Eduardo Coudet, que foi contratado pelo espanhol Celta de Vigo e tirou o limitado elenco de uma incômoda oitava posição.


No fim após um inexplicável vacilo nas últimas rodadas, o limitado Inter de Abel ficou com o vice campeonato, porém mesmo o contrato expirando no fim da temporada, Abel Braga procurou a nova direção para acertar um renovação.


A direção negou a possibilidade, pois já havia assinado um pré contrato com aquele que até hoje considero o PIOR TÉCNICO DA HISTÓRIA COLORADA o espanhol Miguel Angel Ramirez.


Ramirez, alguém cuja experiência se resume a ter sido assistente de olheiro do Alavés da Espanha e treinado times menores do Equador até acertar com o poderoso Independiente Dell Valle, foi campeão da Copa Sul-americana de 2019 .


Com esse currículo de jogador de PES, desembarcou em Porto Alegre sem grande experiência para assumir o maior desafio de sua curta carreira de treinador, implantando um esquema estilo tik taka que na prática mais parece um dinizismo mal feito, onde a equipe vive de tocar a bola para trás sem qualquer objetividade.


No fim, a desgraça era anunciada: desempenho ruim, base mal aproveitada, contratações caras e péssimas, como do meia atacante chileno Palácios, e as dívidas aumentando.


O ápice da desgraça chegou essa semana com a humilhante derrota de 5 a 1 para o modesto Fortaleza, pelo Campeonato Brasileiro e os anúncios da venda da jóia da base João Peglow a preço de Coca Cola ao Porto de Portugal.


Além de João, o meia Praxedes também fora negociado para quitar as dívidas do clube, mostrando toda incompetência e falta de respeito à instituição Sport Club Internacional.


No mais, escrevo esse texto logo após outro vexame: uma eliminação precoce frente ao fraquíssimo Vitória da Bahia, em pleno estádio Beira Rio por 3 a 1 na Copa do Brasil.


Fato ocorre pela terceira vez diante do mesmo Vitória na competição. Nem Compadre Washington imaginaria tamanho vexame.


Enquanto isso, até o momento em que escrevo não se fala na demissão de Ramirez ou qualquer mudança na comissão técnica ou no departamento de futebol (até a publicação podem ocorrer mudanças).


Assim, segue o calvário colorado na espera do seu retorno aos dias de glória e aos feitos relevantes. Dificilmente virão dentro desse contexto de politicagem e enquanto o sistema carvalhista não tiver um fim, dando espaço a novos grupos políticos que visam uma mudança de ares e também um resgate de sua história foi perdida.


Parafraseando o seriado South Park, seguiremos escolhendo entre um sanduíche de merda e um babaca inútil.


PS: Perdoem meus erros ortográficos, estou a anos-luz de ser um Nelson Rodrigues e essa é primeira vez que escrevo para qualquer publicação, pois nem colunista sou; sou apenas um cara comum com foto de anime que é zoado por boomers na internet. De qualquer forma espero que o texto não tenha ficado tão ruim ao nível Juca Kfouri.