slider-1.png
  • Shock Wave News

A Sétima Arte

Por Ana Lú Wilder



Cinema... um mundo de possibilidades em que podemos vislumbrar nossos sonhos e as mais inimagináveis ideias delirantes. Quem poderia imaginar que um invento meramente científico e curioso, poderia despertar tanta fascinação, à ponto de transformar-se em arte?


Esta pessoa foi Georges Méliès (1861 - 1938), um ilusionista e cineasta francês, que foi homenageado por Martin Scorsese (1942), no filme A Invenção de Hugo Cabret (Paramount Pictures). Neste filme, Scorsese captou a essência na dose certa ao nos revelar como Méliès transformou a ciência em arte, ao criar os primeiros efeitos visuais dos filmes, com enredos simples, assim como a produção artística. Foi um grande precursor na direção, atuação, roteiro e efeitos visuais. Há quem ache que é de hoje que existe ator que também é diretor.


Com Méliès, o cinema foi transformando-se e cada vez foi crescendo, de tal maneira que de arte, passou também à ser uma indústria, principalmente no início do século XX, em especial nos anos 20. Com está análise, perceba porque muitos dizem que essa década foi muito, digamos louca. Foi o intervalo entre as duas Grandes Guerras. Neste hiato inúmeras transformações como comportamento e pensamentos ocorreram, e o cinema foi um grande influenciador.


Mais à frente, teremos diretores excepcionais como Billy Wilder (1906 - 2002), cujos filmes em minha humilde opinião, exalam aquele humor negro que ficou praticamente irreconhecível; Federico Fellini (1920 - 1993), que afirmou: "O cinema é um modo divino de contar a vida"; John Ford (1894 - 1973) e seus incríveis faroestes ou westerns para os íntimos; o mestre do suspense, e que ficou mais famoso que seus filmes, Alfred Hitchcock (1899 - 1980) e por fim, seu grande fã, e cinéfilo assumido, talvez até mais que Scorsese, Fraçois Truffaut (1932 - 1984), diretor francês um dos fundadores do movimento Nouvelle Vague (veremos mais tarde), que em seus filmes, além de demonstrar sua obsessão e paixão pela arte de filmar e conduzir um enredo, inova na maneira de cortes de cena, que proporciona uma pouco mais de movimento para a narrativa, que nos anos 60 não agradaram, mas que hoje estão por aí, de modo exagerado e destruído.


A razão por mencionar primeiro diretores (alguns destaques), é pela influência de seus trabalhos, e de como suas idealizações favoreciam ou não o pensamento de um grupo específico da sociedade, seja a elite, intelectuais, ou mesmo a indústria cinematográfica. Há grandes atores e atrizes que temos de reconhecer que são memoráveis, mas os diretores são responsáveis por transmitir sua visão sob o aspecto mais banal possível sobre um determinado assunto.


Cinema é um assunto extenso, e sempre tratei com carinho, pois me possibilitou a desenvolver a criatividade. Mas sabe quando mais se estuda, mais se percebe que tem algo estranho, ou mesmo errado, assim como acontece na Pintura e na Música?


Convido vossa pessoa a me ajudar a explorar este caminho cinematográfico.


1 comentário