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Art Don't Sell (Arte não vende)

Governo não promove cultura, promove propaganda.


Por Ju Ginger


Com tantos projetos ultrajantes disfarçados como “arte”, no campo dos “selecionados” para receber dinheiro público por meio da Lei Aldir Blanc, chegou a hora de fazer a boa e velha pergunta: coletivismo de direita existe?


A Lei Aldir Blanc (LEI Nº 14.017) foi sancionada no dia 29 de Junho de 2020 e depois regulamentada por um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, o Ministro da Economia Paulo Guedes,

o ex-Ministro do Turismo Marcelo Henrique Teixeira Dias e o ex-advogado-geral da União

José Levi Mello do Amaral Júnior.


O atual secretário especial de Cultura, Mário Frias, explicou que o decreto com a regulamentação da lei traz as regras para estados e municípios acessarem os recursos.


“A regulamentação nada mais é do que uma tábua de regras, um manual de informação para os estados, os municípios, para os artistas, para a população em geral, poderem saber como se cadastrar para poder ter acesso ao auxílio emergencial que a lei propõe”, disse.


A lei ficou conhecida como Lei Aldir Blanc, em homenagem ao compositor e escritor comunista que morreu em maio de 2020. “A Lei Aldir Blanc é um momento histórico que a gente deve celebrar”, afirmou o secretário Mario Frias . “É uma ajuda significativa em um momento de emergência”.


Aldir Blanc não precisa de Mário Frias para descrever quem foi o escritor, ele mesmo o faz: “Sou rigorosamente ateu, cético, cínico e escroto, nessa ordem”.


Além de ateu e comunista, Aldir Blanc foi diagnosticado com depressão. Era amigo e parceiro musical de João Bosco e admirador da Comissão da Verdade.


Uma ameaça foi detectada: Uma lei socialista e seu "muso" comunista. Claro!


Outro ponto conflitante da lei assinada pelo governo de centro-direita é o entendimento de que leis de fomentação a cultura com inciativas coletivistas são boas e devemos usa-las, caso contrário, a esquerda o fará e perderíamos assim a guerra cultural.


Vamos recordar um trecho de The Conservative Mind: from Burke to Eliot de Russell Kirk, 1953, onde os dez princípios conservadores foram compilados a partir de obras de referência sobre o tema, entre eles:


- a crença numa ordem transcendente, duradora que prega virtudes;

- há vínculos entre liberdade e propriedade;

- “suportam a associação voluntária, tanto quanto se opõem ao coletivismo involuntário”;

- pregam a prudência sobre o poder e às paixões humanas;

- compreendem que mudanças e permanências formam uma sociedade forte, quando previamente reconhecidas e harmonizadas.


Não precisamos de um "conservadorômetro" nesse caso, apenas bom senso e uma alfabetização dentro do modelo Nadalin, e não no modelo Paulo Freire, caso que engloba muitos boomers que se julgam alfabetizados.


Os movimentos populistas da direita, à primeira vista, não parecem ser tão perigosos assim. O coletivismo em busca do "bem comum" se encaixou facilmente nessa nova onda direitista. Ali, seus seguidores não enxergam saídas fora do Estado, longe da política do dia a dia e sem a mão de um governante os guiando para uma solução de curto prazo e de “resultados”, colocando a responsabilidade das decisões nos “líderes governamentais”. A liberdade civil, o indivíduo, e a base do pensamento dito conservador, os valores, é são sacrificados pelo "bem comum".


Jeffrey Tucker destacou em sua obra “Coletivismo de Direita: A outra ameaça à liberdade”:


“Demos um passo para fora do socialismo, mas poucos reconheceram que ainda estamos com os pés firmemente plantados nas ideias coletivistas, sem saber o que são, ou quais são as suas consequências. Não basta entender que o socialismo é uma ideologia destrutiva.”

A necessidade de refletirmos sobre a origem das ideias e por que aceitamos tais ideias é urgente. Somente assim poderá haver o debate sem entraves, com mais fluidez e, ai sim, verdadeiros resultados (e não quaisquer resultados). Precisamos entender o que queremos discutir e o que precisamos fazer após a discussão e quais resultados queremos colher. Principalmente se o Estado deve ou não interferir ou participar dessa discussão.


Qual a importância do fomentação da cultura pelo Estado? Zero. A liberdade de criar, apresentar e “vender” sua arte (estou falando de arte, não de “dedo no cu e gritaria”) deve ser proporcional a liberdade de não contribuir, não participar e não comprar.


A direita precisa se mobilizar e atuar (sem 'ajuda' do governo) nas instituições de ensino, nos meios de comunicação (rádio, tv, jornais, podcasts), na cultura e nas associações voluntárias da sociedade civil e até nas igrejas.


A pauta atual gira em torno do imediatismo corrigindo erros e atrocidades do passado com leis e projetos, promessas políticas para futuras eleições e muita, mas muita bravata. Neste contexto, população serve de massa de manobra, : não para mudar o curso e assegurar um futuro melhor, mais livre com respeito a propriedade privada, família, Deus e que nos distancie desse coletivismo socialista, pautas identitárias e populismo barato, e sim para garantir o voto em candidato X para presidente e Y para governador, além do P, Q e R para Senadores. Entre uma hashtag aqui e um abaixo-assinado acolá, estamos deixando de lado os direitos individuais para legitimar ações coletivistas em prol de "segurar" o governo federal até 2022. , “custe o que custar!”.


Se o Estado político negligencia os direitos individuais, acaba por estabelecer o sistema de "Estado das Massas". Manter esse "Estado" é caro. A manutenção constante de benefícios extrapola qualquer ação justa.


A esquerda e o centro cobram seu preço, a centro-direita por sua vez paga para não ser categorizada como autoritária, fascista, nazista, homofóbica, machista. , banalizando a ação política e elevando a ignorância como virtude. Tudo isso para depois mostrar como a esquerda é hipócrita, em busca da satisfação própria, justificando o coletivismo insensato em um ciclo vicioso que alimenta a própria esquerda no poder.


Um dos erros nesse movimento é acreditar que o Estado promoverá uma transformação e renovação da nação por meio de leis e motoceatas, deixando de lado a atuação na cultura e a influência no âmbito acadêmico e educacional (sem a mão do Estado).


A democracia é nada mais do que uma ditadura da maioria, já completamente subvertida em tirania de minorias legitimada (pelo voto) da maioria bovina. Ainda assim, medidas adotadas pelo poder público hoje, mesmo sendo boas, podem ser desfeitas no amanhã. E mesmo a vontade da maioria só valerá se for legitimadora da gritaria dessas minorias.


A cultura vem naturalmente do da tradição de um povo, sem verba, sem lei. Devemos promover os princípios morais elementares para o crescimento de uma nação, criar e trabalhar em associações civis voluntárias que expressem de maneira honesta as tradições de um povo. As políticas públicas não representam o único critério para obter a renovação da mentalidade e cultura de uma sociedade.


Defender mudanças abruptas e "pra ontem" na esfera social são sempre desastrosas.


O atual “coletivismo de direita” não apresenta a busca pelas virtudes e nem a construção com base em valores e tradições de um povo, apenas se contenta com a oposição aos partidos de esquerda, afirmando sua posição com "mitadas", da conivência cega a um político, este, subserviente ao velho sistema e aos partidos do Centrão. Justifica e apoia políticas públicas socialistas em seu recheio, massa e cobertura. – e tudo pelo "bem de todos", especialmente de seu político predileto.