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Banheiro Unissex não é inclusivo

Grand Plaza Shopping inaugura banheiro unissex em Santo André


Por Talita Ruiz


A matéria do jornal “Diário do Grande ABC” destaca o seguinte título: “ Shopping abre banheiro inclusivo”.


Com a afirmação no título da matéria já podemos analisar erros conceituais, propositais ou não, a iniciar pelo “abre” que seria esteticamente mais adequado “inaugura” e seguido pelo termo “inclusão” que, com uma rápida busca no Google, é possível verificar ser muito utilizado para se referir a acessibilidade de pessoas com deficiência a ambientes ou lugares.


O interessante aqui é que, nesse caso, o banheiro de 450m2 conta com apenas 2 cabines de acesso a cadeirantes, não tão inclusivo assim, sendo as outras 43 individuais e mais 6 cabines tipo família, utilizadas por pais juntamente com seus filhos com acentos adequados ao tamanho infantil e é aí que vamos refletir sobre o quão adequado ou não é esse tipo de iniciativa por parte desse empreendimento em nossa cidade de Santo André.


Desde de 2013, o shopping conta com o chamado “Espaço Bem Estar” composto por 350m2, ali estão localizados, além de atendimento ao cliente, os espaços infantis de lactário, fraldário, copinha e sanitário família, sim o mesmo modelo de sanitário implantado no novo “banheiro inclusivo”, o que levanta as seguintes questões: por que o controle de acesso no Espaço Bem Estar é tão rígido e no Banheiro na praça de alimentação é de livre circulação e unissex? Por que o senso comum de instalação de sanitários em shoppings que inclui acesso infantil e adulto sempre foram muito bem controlados por funcionários e com entrada de 1 família (o adulto e a criança) por vez e este não? E, finalmente, se é a intensão de evitar discriminação, por que um banheiro “inclusivo”, que pela própria finalidade acaba por se tornar “exclusivo”, faria sentido?


Portanto, analisando os direitos de todo cidadão, previsto na Constituição Federal o “bem-estar de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”, é possível entender que fere-se este princípio quando não se respeita o bem estar das famílias ao frequentarem tal praça de alimentação, onde o banheiro mais próximo para levarem seus filhos, causa constrangimento e incerteza do mínimo de privacidade que outrora foi tão respeitado pelo “Espaço Bem Estar”.


É imprescindível que coloquemos a frente de nossas cidades alguém comprometido com a proteção de nossas crianças que busque coibir iniciativas contra a família, a favor da ideóloga de gênero nas escolas e em seu projeto de governo.