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Barroso não perdeu tempo


via Yahoo

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sinalizou mudanças no sistema de votação ao comentar o projeto "Eleições do Futuro". Barroso disse que há a possibilidade do país adotar "eleições digitais" já em 2022.


"Temos, desde 1996, urnas eletrônicas que funcionam muito bem do ponto de vista de confiabilidade do resultado. A aplicabilidade ou não de um novo modelo [eleitoral] em 2022 vai depender da segurança que possamos ter com as alternativas oferecidas. Nós temos um teste triplo: segurança, sigilo e eficiência. Se algum dos modelos se mostrar confiável, imagino que sim, já possamos implantar em 2022", disse.


"Sobre mudar para um sistema digital, é preciso ter em conta que hoje se fazem transações bancárias de milhões de reais ou dólares por aplicativo. Portanto, é só uma questão de se estabelecer os mecanismos adequados de segurança", completou.


Ele afirmou que o futuro é digital e o país não pode “ter medo da modernidade”.


A fala confronta o discurso do presidente Jair Bolsonaro, que defendeu a volta do sistema adotado no país no passado. Segundo Barroso, as urnas eletrônicas funcionam bem desde 1996 do ponto de vista da confiabilidade e resultado.


“Nós não podemos retroagir à cédula impressa e ao voto impresso. O STF, dispensou em 2018 essa possibilidade e ela causou 1 problema grande. O normal da vida, porque é da natureza humana, todo candidato que perder vai pedir conferência do voto eletrônico com o voto impresso. Vai procurar inconsistências, vai judicializar o resultado das eleições e o processo eleitoral vai deixar de ser simples e seguro e vai passar a ser uma convulsão judicial”, declarou Barroso.


Barroso afirmou que as urnas eletrônicas têm confiabilidade e que não há documentação contrária à tecnologia. Mas ressaltou que, com o passar dos anos, tornam-se obsoletas. “Nós temos cerca de 500 mil urnas e a cada 2 anos, a cada eleições, temos que substituir 20% delas: 100 mil. O custo é muito alto. Com a alta do dólar, esse custo deve estar em R$ 1 bilhão”, disse.


Outro problema é a licitação para operacionalizar as eleições com as urnas. “A cada 2 anos nós precisamos realizar uma licitação, que pelo sistema legislativo brasileiro muitas vezes oferece dificuldades, tem recursos administrativos, tem judicialização, que não se consegue concluir a licitação a tempo, como efetivamente aconteceu para essas eleições de 2020″, afirmou.


O presidente do TSE disse que as inovações apresentadas poderão ser testadas nas eleições de 2022 para parte dos eleitores.


Barroso visitou locais de votação no estado de Maryland e em Washington D.C. Conversou com mesários e eleitores e se encontrou com o governador de Maryland, Larry Hogan. Também participou de um seminário on-line organizado pelo Wilson Center sobre as eleições no Brasil, entre outras atividades.

Ele foi convidado a acompanhar o processo eleitoral nos EUA e se reuniu com representantes da OEA que observarão o pleito brasileiro.


Nem o TSE nem a OEA divulgaram os custos da viagem até agora.

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