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Bastidores da rendição que não irão contar para você...


Fernando Henrique Cardoso e Lula se encontram na casa do ex-ministro Nelson Jobim, em SP.

A história da rendição começa em um almoço na casa do ex-Ministro Jobim ocorrido em 12 de maio de 2021, entre Lula e FHC.


Lula e FHC nunca deixaram de se falar e nem mesmo deixaram de usar respectivos interlocutores para trocarem mensagens quando necessário.


Entraram nas discussões, meses depois, José Sarney e Michel Temer.


Ao longo do mês de junho, Lula retira-se do círculo para cumprir a sua missão diante de sua militância.


No decisivo e fatal mês de Agosto, as conversas entre FHC, Temer e Sarney se intensificam.


A Jobim juntou-se Moreira Franco, sogro de Rodrigo Maia e os partidos foram sendo trazidos à mesa aos poucos: PSDB, DEM, MDB e, tempos depois, Cidadania.


Esses partidos estão discutindo há meses a apresentação de um candidato único. O PSL passou a entrar em alguns aspectos da discussão em virtude do expressivo número de deputados.


PP não faz parte desse jogo, o que explica o sumiço de Arthur Lira e Ciro Nogueira, que tentaram “pegar o bonde andando” depois que descobriram os arranjos – nem a Casa Civil e nem a Presidência da Câmara deram-lhes a janelinha no novo bonde do Centrão.


Aparições esparsas dos principais articuladores desse movimento passaram a ocorrer no mercado financeiro. Exemplo foi a presença de Temer no BTG há pouco.


Entretanto, o evento mais importante do grupo e que vem sendo planejado há meses, acontecerá amanhã, dia 15 de setembro.


O evento se chama “Um Novo Rumo para o Brasil” e deve ocorrer integralmente online.


É integralmente custeado e custodiado pelas respectivas fundações e institutos recipiendários do Fundão destinado ao MDB, DEM, PSDB e Cidadania.


Os responsáveis pela organização desse evento são os Ministros do governo Temer, Moreira Franco e Mendonça Filho.


Um documento foi elaborado para servir de “Programa”, onde as pautas que regem esse “novo governo antecipado” estão claras e sacramentadas.


Os temas desse novo governo são: “crise fiscal, desigualdade social, segurança pública, meio ambiente, mercado de trabalho, pandemia e identidade de gênero”. Em termos de conteúdo, TODOS, sem exceção, TODOS os partidos aderiram a esse conteúdo, incluindo o PT.


Qual seja: não importa o seu candidato em 2022, a temática será obrigatoriamente essa. Não há alternativa e isso já foi decidido.


A questão agora é como fazer essa agenda andar, seja o presidente Bolsonaro, Temer, Lula ou qualquer outro que possa superar qualquer um desses em 2022.


No evento organizado para amanhã, a abertura ficará a cargo de Jobim tendo Temer, FHC e Sarney debatendo sobre Crise Institucional e Democracia.


A chamada para a abertura deste evento diz: “Nem sempre uma crise institucional termina com uma grande ruptura, é possível resolvê-la dentro do próprio sistema, desde que haja a convergência de visões, políticas e poderes”.


Os vários temas serão debatidos nos dias seguintes.


O evento “Um Novo Rumo para o Brasil”, que abre essa nova fase desse novo governo no Brasil se encerrará com palestra especial coordenada pela ex-petista Marta Suplicy e tendo como estrela principal um velho conhecido deste jornal – o “ativista” Luiz Roberto Mott, fundador e presidente de honra do “Grupo Gays da Bahia”.


Será no dia 24 de setembro e os debatedores exporão sobre o tema “Identidade de gênero, diversidade e Democracia”.


Desse grupo resultará um bloco composto por 103 deputados, sem contar com os partidos que devem se coligar ao bloco na sequência, como o PSL (que há de trazer 28 ou 29 dos 53 atuais deputados), o Podemos (10), o PSD (34 ou 33), PSB (31) e o Solidariedade (14), resultando em um blocão que oscila entre 217 a 221 deputados federais.


O outro bloco do “Centrão”, composto por PP, Republicanos, Patriotas, PTB/Pros/PSC, Avante hoje com 118 deputados, se reuniria como “segunda força”, deixando para trás o blocão da esquerda com PT, PDT, Psol, PCdoB, PV e Rede (106 deputados).


E o Novo?


Esse é um partido que não veremos em 2022 – parte vai para algum nicho bolsonarista, outra parte vai colar no blocão da velha política liderado por Sarney/FHC/Temer, sem surpresa alguma se um ou outro filiado tropeçar para dentro Psol.


Nenhum desses blocos, entretanto, poderá apresentar qualquer proposta política que fuja do acordado no “Novo Rumo para o Brasil”, a saber: “crise fiscal, desigualdade social, segurança pública, meio ambiente, mercado de trabalho, pandemia e identidade de gênero” – e que fique bem claro, tudo dentro de uma matriz discursiva politicamente correta.