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  • Saul Berenson

Bilionários financiaram o desenvolvimento de "marca" que atesta vacinação em humanos

Cientistas criaram um registro de imunização capaz de ser inserido na pele humana, permitindo a verificação por infravermelho

Em um estudo publicado em 18 de dezembro de 2019, foi divulgada uma tecnologia capaz de identificar quem está ou não vacinado. A marca de identificação é inserida na pele humana no exato momento da vacinação, por meio de "microagulhas solúveis que distribuem padrões de micropartículas emissoras de luz no infravermelho próximo à pele."


A marca fica invisível a olho nu, podendo ser visualizada com um smartphone adaptado, permitindo o registro de vacinação intradérmica. O teste que validou o sucesso da invenção foi realizado 9 meses após a vacinação com uma agulha que introduziu a marca na cobaia humana, que pode ser usada "como um registro no paciente do histórico de vacinação."


Segundo o estudo publicado pelo jornal acadêmico Science Translational Medicine, a nova tecnologia pode "abrir novos caminhos para o armazenamento descentralizado de dados e biossensor."


A marca injetada durante a vacinação é cientificamente denominada de QDs, nanopartículas ou nanocristais de material semicondutor, com 3,7 ± 0,6 nanômetros de diâmetro.


Conforme se extrai do estudo "Os QDs são invisíveis a olho nu, mas detectáveis quando expostos à luz NIR. QDs com um núcleo de seleneto de cobre e índio e concha de sulfeto de zinco dopado com alumínio foram ajustados para emitir no espectro NIR."


O estudo foi financiado por Bill & Melinda Gates Foundation, Koch Institute For Integrative Cancer Research afiliado ao MIT, National Natural Science Foundation of China afiliada ao Conselho de Estado da China e pelo China Scholarship Council do Ministério da Educação da China.