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Browsers

Por Vinícius


O controle da informação pelas gigantes da tecnologia toma corpo cada vez mais, esse fenômeno é escrachado em nossas fuças cada vez que passamos por alguma edição da Festa da Democracia, a.k.a eleições.


Há poucos anos o canal no YouTube do Infowars, do gritador Alex Jones, foi excluído, bem como sua presença em todas outras mídias sociais. Esse ano, o filósofo e escritor Stefan Molyeneux também foi obliterado1. Vale lembrar que Molyeneux produziu uma massiva quantidade de conteúdo desmentindo a imprensa em diversas oportunidades durante a campanha eleitoral de Donald Trump em 2015.


Levando em conta o que vimos acontecer no Twitter e Facebook desde que começaram a aparecer indícios de fraude nas eleições, as empresas seguirão censurando os que, de alguma forma, incomodam os interesses da esquerda.


O principal fator que permite esse domínio quase totalitário da Tech-lândia, ao meu ver, é o monopólio. A grande maioria da troca de idéias, arranca-rabos e atropelo feitos nos ex-jornais da mídia combalida concentram-se no Twitter, YouTube e Facebook.

Enquanto as pessoas não aderirem ao Parler (ou Gab) e não aparecer outra plataforma de transmissão upload de vídeos que alcance tanta gente quanto o iutubiu, a direita vai de Twitter e YouTube, pois é lá onde as pessoas estão. Porém, ainda que o cali a boqui2 esteja se tornando corriqueiro nessas plataformas, há algo que possamos fazer enquanto o Gueto de Varsóvia Cibernético não é formado.


O Google Chrome, navegador utilizado por cerca de 69% dos internautas3, é uma máquina de coleta dados dos seus usuários. Segundo um artigo do Washinton Post, o Chrome chega acumular 11.000 rastreadores em uma semana de uso4. E como dizem por aí, dados são o novo petróleo. Portanto, caro leitor, você está alimentando o Monstrinho-Big-Brother cada vez que você utiliza o Chrome. E desculpa cortar o seu barato, mas por baixo dos panos, a aba anônima não tem nada de anônima.


Se a frase “por mim tudo bem, não tenho nada a esconder mesmo” passou pela sua cabeça, recomendo parar a leitura, fechar este site e ligar a TV na Globo News.


Em 2019 o blog do Protonmail fez uma publicação5 elencando 4 navegadores que se importam com a sua privacidade online. Como de lá pra cá pouca coisa mudou, a lista segue atualizada. Ei-los:


1º Colocado

Brave


O Brave foi feito para tornar a navegação privada em algo simples para todos usuários, não só para seu primo mais novo que está no sexto período de Ciências da Computação. Como é baseado no código-fonte do Chromium (uma versão open-source do Chrome, mas NÃO é o Google Chrome), o usuário que decidir migrar do Google Chrome não notará grandes diferenças.


Brave não coleta dados do usuário e já vem equipado com bloqueadores de rastreio. Além disso, segundo a publicação, “empresa também tem uma missão social: incentivar sites a não depender de publicidade baseada no rastreamento dos usuários na internet. O Brave introduziu um sistema que permite recompensar criadores e sites que você visita diretamente”.


Brave está disponível para desktop (PC e Notebook), Android e iOS.


2º Colocado

Firefox


Atrás do Chrome e Safari, o navegador da Mozilla Foundation é o terceiro mais usado na web, mas com apenas 7% dos usuários (contra 69% do Chrome, lembra?). No ano passado o Firefox introduziu um bloqueador de “digitais” que você deixa ao navegar e melhorou a sua proteção contra rastreadores online.


Ao contrário do Brave, o Firefox não possui um bloqueador automático de propagandas, porém permite que você instale extensões que façam essa tarefa. Caso você opte por usar no celular ou tablet,existe o Firefox Focus que já vem com bloqueador de propagandas automático.


Firefox está disponível para desktop, Android e iOS.


3º Colocado

Tor Browser


Se privacidade for a sua maior preocupação, Tor é a melhor opção. Ao utilizar este navegador, sua navegação é encriptada três vezes antes de acessar o site que você deseja. O desenvolvimento deste navegador foi feito para que seja impossível obter quaisquer dados do usuário, pois cada vez que você encerra uma sessão o navegador apaga os dados como cookies e histórico.


Porém toda essa limpeza prejudica a experiência da navegação nossa de cada dia, pois ele bloqueia diversos plugins utilizados por websites, além de não salvar seu histórico e senhas. Não obstante, ele tem uma navegação mais lenta por conta das encriptações extras.


Tor está disponível para desktop, Android e possui uma versão open-source aprovada por eles para iOS.


4º Colocado (menção honrosa)

DuckDuckGo


Ao contrário dos demais listados na publicação original, o DuckDuckGo não possui uma versão para desktop, apenas para celular ou tablet. Neste navegador, os dados do seu histórico permanecem apenas no seu dispositivo e você pode apagá-lo com apenas um clique. O app possui bloqueadores automáticos de anúncios e de rastreio. Ele também possui uma funcionalidade chamada Privacy Grade, cuja função é mostrar ao usuário o quanto de dado cada website coleta do usuário com e sem as proteções do DuckDuckGo.


Assim como arrancar a Dilma da presidência não eliminou a esquerda do Brasil, usar um destes navegadores citados não cessará a caça às bruxas conservadoras na rede mundial de computadores, porém é uma das ferramentas que temos nas mãos. Então, meus caros, mãos à obra! Ou então aguarde sentado o Ted Cruz converter judicialmente a mentalidade dos chefões das Big Techs.


1 https://www.bitchute.com/video/le3mSyz2dibS/

2 https://www.youtube.com/watch?v=wVYpStfT5fo

3 https://www.netmarketshare.com/

4 https://www.washingtonpost.com/technology/2019/06/21/google-chrome-has-become-surveillance

software-its-time-switch/

5 https://protonmail.com/blog/best-browser-for-privacy