• Shock Wave News

Campanha da Fraternidade 2021: Quando a tradição não importa!

Por Zaraba Oliveira




O texto-base da Campanha Ecumênica da Fraternidade 2021 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), pelo que se pode depreender de sua leitura, é, na verdade, um panfleto revolucionário. E assim sendo tem como escopo a tentativa de destruição dos valores que edificam a Fé Católica, usando recursos argumentativos típicos do ativismo esquerdista, alusões a termos e locuções abstrativas sem o devido referente. É uma fraude do começo ao fim. Coloca sob sombras o sentido histórico e teologal da quaresma, os quarenta dias que Jesus passou no deserto orando, fazendo penitências, jejuando e combatendo as tentações do Satanás antes de iniciar seu ministério mais que perfeito. Oração, jejum e caridade -ausentes no texto - é a tríade dos católicos como preparação de seu espirito para a Semana Santa e a Ressurreição de nosso Salvador.


Desta vez, a CNBB se superou ao endossar agendas revolucionárias de grupos sabidamente ligados ao “Lula Livre”, ao feminismo, ao aborto e à ideologia de gênero. Desde que iniciou tais campanhas, os bispos brasileiros, em sua maioria professos da famigerada e condenada Teologia da Libertação, sempre quiseram pautar as meditações quaresmais em temas revolucionários: os pobres, justiça social, direitos humanos, igualdade entre sexos etc., transformando as paróquias e igrejas em recintos exclusivos de militantes de ideologias notoriamente adversárias dos católicos há pelo menos dois séculos. Não por acaso, foi essa mesma facção da Igreja Católica que elevou Lula à presidência da República, como o próprio admitiu.


No ano passado, a campanha foi pautada no ativismo ambiental internacional catapultada pelo Sínodo da Amazônia. A água, as plantas, os animais, enfim, a Mãe Natureza - por conseguinte a Pachamama, deusa pagã dos Andes, a mesma sob a qual se rendeu o papa Francisco e que passeou nos jardins do Vaticano - foram temas estudados e planejados para embotar o imaginários dos católicos incautos e prepara-los a aceitarem passivamente tais narrativas fora de nossa realidade. Uma ofensa sem tamanho substituir nossa verdadeira Mãe Maria, que concebeu na virgindade o Deus Vivo, pelo espectro do paganismo dos povos indígenas. Na nova catedral de Aparecida estão lá estampados nas paredes tais motivos: araras, árvores, animais etc. em substituição aos belos afrescos de naves antigas como as que pululam na Itália, por exemplo, com imagens de anjos, homens, mulheres e crianças que induzem à meditação sobre o transcendente, objetivo da verdadeira arte sacra.


Agora, temos a nova campanha ecumênica, que ocorre a cada cinco anos (bem lembrado pelo artigo do mestre Pontes sua correlação com os planos quinquenais de Mao Tsé-Tung), com um texto preparado pelo tal Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (CONIC) formada por pastores evangélicos da raia miúda, um padre ortodoxo e um padre católico da Teologia da Libertação, abertamente defensor dos gays. A secretária é Romi Márcia Bencke, que se auto apresenta como pastora luterana, além de ser feminista e ativista pró-aborto e LGBTq+, figura principal da elaboração do texto-base final

endossado pela CNBB. Conforme aponta o Centro Dom Bosco, em um de seus vídeos sobre o caso, Nossa Senhora não aparece nenhuma vez no texto, assim como São José, ao qual este ano é dedicado. Entretanto, Marielle Franco é destacada como ícone dos direitos das mulheres negras e indígenas, “vítimas de violência estrutural”, justamente uma mulher que viveu defendendo o aborto, bandidos, drogas e a libertinagem dos LGBTs. Não há nenhuma citação bíblica, seja do Velho ou do Novo Testamento. Mesmo porque os autores do panfleto têm apenas o interesse de focar a atenção dos leigos numa “doutrinação” de pautas revolucionárias, não esquecendo também de exaltar Lutero - o autor do cisma na Igreja e negacionista da Eucaristia - como um agente inspirado pelo Espírito Santo, outra grande heresia. As igrejas evangélicas com assentos no CONIC são uma minoria no mundo pentecostal, sendo que as maiores tem um comportamento sabidamente conservador e, por isso, elas não foram chamadas para tal ecumenismo.


Nem vou me ater a comentar o parágrafo 68, que traz dados de uma ong de gays da Bahia sobre assassinatos de membros dessa comunidade ínfima da sociedade já amplamente refutados como falsos. Obra e arte da pastora luciferin, que usa a oportunidade da campanha para imiscuir dentro da Igreja o impedimento dela “de combater a ideologia de gênero, tornando a questão ‘ecumênica’, como passo anterior de secularizá-la definitivamente como meio de impor à Igreja que reverta sua doutrina para incluir sugestões associadas a essa ideologia e assim como parte do controle do Estado sobre o conteúdo doutrinário da Igreja”, como bem alinhavou Pontes em seu brilhante artigo publicado aqui na SockWaveNews.


Ecumenismo é uma forma de destruir a Santa Igreja Católica, instituída por Cristo, tendo seu apóstolo São Pedro como rocha basilar. E os comunistas, cujo Deus é o Estado, sabem muito bem usar o termo para seus fins abjetos. É deles a origem funesta das campanhas da CNBB desde os anos 60, de bispos que se guiam pela Teologia da Libertação, uma operação stalinista de “destruir por dentro” o esteio ocidental, que é a Igreja Católica . Bella Dodd, nascida Maria Assunta Isabella Visono, em 1904, em Piscerno, Itália, foi uma ativista sindical e do Partido Comunista Americano que denunciou a infiltração de mais de mil jovens homossexuais nos seminários católicos como “instrumentos de depravação da moralidade” da Igreja Católica. Dodd era professora e advogada. Foi expulsa do Partido Comunista em 1949, foi vítima de perseguição e difamação na imprensa. Isolada e com a vida em risco, converteu-se ao catolicismo pelas mãos do santo bispo Fulton Sheen. Num livro de memórias (Escola das Trevas), ela descreve suas atividades como sindicalista e membro do Partido Comunista, com revelações que causaram furor nos EUA na época. A partir de então os grandes escândalos sexuais, inclusos a pedofilia, começaram a surgir na Igreja, tão fartamente explorados pela mídia, como se fossem o coroamento da perfídia dos infiltrados pelo Partido Comunista. Mas “nada do que esteja escondido que não venha a ser revelado” a tempo e a hora.


Não bastassem as universidades, as esferas culturais, os poderes constituídos, a imprensa, os comunistas brasileiros investem agora contra o último bastião da família brasileira, a Igreja Católica, usando para tal a base que construiu dentro dela via Teologia da Libertação. A sanha totalitária destes verdadeiros adeptos do satanismo está de vento em popa com esta campanha encampada pela CNBB que, ao invés de estender as mãos ao pecador e tirá-lo das trevas, une-se a ele num “diálogo de amor”, numa “unidade na diversidade”, estratificando bons e maus num mesmo plano linear...a igualdade! Poucos bispos e párocos, verdadeiros guerreiros da fé, levantaram suas vozes contra o sacrilégio, o que nos induz a pensar que há uma forte espiral do silêncio nos meios eclesiásticos.

“Por acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus (I Cor 6,9-10)”. Como assim ter um “diálogo de amor” com os irmãos em pecado, “aceitar” e “respeitar” suas opções, como sugere o texto, e não trazê-los para a Verdade, que é Cristo, que perdoa, mas abomina o pecado?


A campanha, longe de evangelizar, visa arrecadar fundos financeiros num dos eventos tão caros aos católicos, o Domingo de Ramos, a entrada triunfal do rei dos reis em Jerusalém. Neste ano cairá no dia 28 de março e todo católico tem a obrigação de NÃO doar nada de dinheiro, porque a arrecadação, em sua maior parte, será usada por ongs e institutos voltados para doutrinação de jovens nas paróquias obedecendo às agendas comunistas, principalmente temas como “saúde reprodutiva da mulher”, frase usada para substituir o aborto, e identidade de gênero. Claro, o CONIC da pastora abortista leva seu quinhão também.


Caridade é só dar dinheiro para a Igreja? Não, não a caridade de Cristo, virtude que é maior que a fé e a esperança, sem a qual tudo se perde. A caridade de Jesus foi de tal monta que deu sua vida, seu sangue e se submeteu a terríveis torturas para nos salvar das trevas. Quer caridade maior que essa? Óbvio, exercer a caridade é ajudar o próximo, nem sempre necessariamente com dinheiro: é a compaixão, o consolo de um ombro amigo, e o esforço de tirá-lo, se for o caso, do abismo do pecado, visitar os doentes, dar de comer aos famintos e de beber aos sedentos.


Etimologicamente, o termo caridade é observado no latim como “caritas”, manifestando o amor que surge de Deus. Assim, ao amar e ser amado por Deus, o ser humano pode ver o próximo como um irmão. Este sentimento profundo deve ser traduzido em ações concretas e por este motivo se fala de ações caritativas. É um bem espiritual essencial da religião católica, desde suas origens. Pode-se dizer que consiste em não buscar o interesse pessoal, mas compartilhar as dores e as alegrias com os outros.


“Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo para um evangelho diferente. De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado! É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo.” (Gálatas 1, 6-10)


Então, estamos em guerra espiritual e os inimigos de dentro e de fora da Igreja devem ser combatidos com vigor em defesa de nossa fé católica. Precisam ser desmascarados, ridicularizados e silenciados, no sentido que sejam repudiados publicamente pelos fiéis. Seguros em suas posições se mostram às claras de forma cínica e despudorada em defesa de ideias heréticas para reflexão na quaresma, um panfleto que se contrapõe aos ensinamentos seculares da cristandade.


Não se pode esquecer a campanha, mas ao contrário colocá-la em debate público e condenar toda a retórica satânica do princípio ao fim do texto. Vamos pra cima dos hereges, como o próprio Dom Walmor de Oliveira Azevedo, da CNBB, citado por Pontes em seu artigo, escreveu em nota: “ Um tema tão delicado e complexo exige ser tratado pelo amplo diálogo e pela reflexão de toda a sociedade. Assim, é possível contribuir para promover a harmonia social em uma sociedade que precisa superar as polarizações. Assegurar cada vez mais a integridade do cidadão, a partir do respeito fraterno que todo ser humano deve cultivar em relação a seu semelhante. Esse compromisso requer irrestrito respeito a princípios morais e religiosos intocáveis”. No entanto, ele assina e assume um documento que contraria suas próprias afirmações...


Como Nossa Senhora alertou em várias de suas aparições, os inimigos da Igreja, que buscam destruí-la, vem de dentro, vão rachá-la ao meio, mas, por fim, o mal não prevalecerá. Ela vai esmagar a cabeça da serpente que inspira tais inimigos. Entretanto, os fiéis católicos não podem se furtar da luta aberta contra todos os inimigos buscando a sua conversão ou sua eliminação do cenário das inúmeras paróquias desse imenso Brasil. Tal luta não é uma opção, mas um dever, assim como rejeitar o ecumenismo e o diálogo inter-religioso proposto pelo Concílio Varicano II em contraposição à encíclica de Pio XI, Mortalium Animos, de 6 de janeiro de 1928, que afirmou “...esta Sé Apostólica nunca permitiu aos seus estarem presentes em reuniões de acatólicos”.


Os ares estão infestados de demônios e na luta contra eles o Rosário, penitências e caridade neste período que antecede a Semana Santa, rogando a Deus que interceda por nós e que os ´ímpios sejam convertidos para o bem da cristandade. Ou que sejam lançados no abismo dos infernos, onde há choro e ranger de dentes.

“Assim como houve entre o povo falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos doutores, que introduzirão disfarçadamente seitas perniciosas. Eles, renegando assim o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si uma ruína repentina. Muitos seguirão nas suas desordens e serão deste modo de o caminho da verdade ser caluniado. Movidos por cobiça, eles vos hão de explorar por palavras cheias de astúcia. Há muito tempo a condenação os ameaça, e a sua ruína não dorme”. (II Pedro 2, 1-3)


Que Jesus nos proteja das hordas satânicas!



Adicionar um título (1).png

© 2020 by  ShockWave Radio.

Faça parte de nossa Newsletter e receba as últimas notícias do Brasil e do Mundo