slider-1.png
  • Donald Duck

Caos generalizado: uma ameaça cada vez mais próxima

Atualizado: Abr 15


Se os cerceamentos à liberdade dos brasileiros permanecerem vigentes por mais dois meses, preparem-se para a eclosão de revoltas país afora. Já vêm sendo observadas, pontualmente, algumas situações de irresignação por parte de alguns cidadãos indignados. Ocorre que, permanecendo assim, o brasileiro não terá mais condições de manter sua subsistência e de sua família com as restrições presentes em nossa sociedade, justificadas pela COVID-19.


A história ensina que a receita para a barbárie é deixar o cidadão sem meios de prover seu sustento e dos seus. Por mais que já venhamos enfrentando esta situação há mais de um ano, as restrições que estão sendo aplicadas neste primeiro trimestre de 2021, somadas à já calamitosa situação do país – desconsideradas as atrocidades praticadas pelas autoridades policiais que estão “apenas cumprindo ordens” – superam o limite do razoável, e estão de fato impedindo a livre circulação de pessoas e o sustento dos ditos trabalhadores informais.


Não são apenas os trabalhadores informais que estão sofrendo com esta crescente de autoritarismo, mas também aqueles trabalhadores formais que não têm seu serviço taxado como essencial pelos excelentíssimos ditadores municipais e estaduais.


Para completar a confusão generalizada, o único agente político que parece se importar com tal situação, o Presidente Jair Bolsonaro, faz o papel de cão, que ladra, mas não morde, limitando-se a dar intempestivas declarações, que enchem seu eleitor de esperança, no entanto, ainda aguardando o arrebentar de uma corda que não cessa de esticar. Sobre os que estão sendo presos por se recusarem a ficar em casa, sem meios de sobrevivência? Nem uma palavra.


Para não parecer injustiça, foi ajuizada ADI, claramente inepta e atrasada, pela Presidência da República junto ao STF, reclamando para si a responsabilidade pelo enfrentamento à pandemia. O resultado, ainda que não tenha sido dado de maneira oficial, já podemos prever.


À mais tímida cobrança de seus eleitores, pedindo providências reais aos problemas que temos enfrentado, surge uma horda quase que organizada de “apoiadores“, justificando, das maneiras mais fantasiosas, a inércia do chefe do Executivo, que, tal como um recém-nascido, necessitado de todo o cuidado e proteção, é imediatamente afastado de todas as suas responsabilidades, por uma massa que o mima e o estimula a permanecer irresoluto.


Sempre que vimos com alguma crítica mais severa ao Presidente, não hesitam em bradar: “mas qual a solução que o senhor, ó, ser de luz, tem a apresentar”?


Respondo: não estamos aqui para apresentar soluções, até porque se as tivéssemos, estaríamos encabeçando algum tipo de reação, diferente daqueles por nós eleitos em 2018, que permanecem “deitados eternamente em berço esplêndido”. É óbvio: se os que têm meios de ação não o fazem, seja por inércia, seja por incompetência, não somos nós, reles eleitores, que temos de tomar as rédeas da situação.


Ademais, se tivéssemos, de fato, uma solução global, o Executivo a acataria? Seríamos ouvidos? Ou entraríamos na fila daqueles que, tendo apresentado uma solução, foram surpreendidos com uma dura repreensão e o mandamento divino “confia”?