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Capital e Revolução


Por: RiPAdO


A essa altura, falar da união entre movimento revolucionário e grandes fortunas parece repetitivo.


O professor Olavo de Carvalho já detalhou como as pautas subjetivas adotadas pela esquerda em detrimento da luta de classes marxista tornou-a incapaz de uma revolução política, ao mesmo tempo que sua luta para destruir as normas sociais que resistiam ao capital torna as massas vulneráveis ás grandes riquezas.

A explicação não deixa a desejar. Porém, é uma explicação final, ou seja, baseia-se em uma finalidade (objetivo) comum nos interesses dos dois grupos, como dito anteriormente, a destruição das normas sociais e o aumento do poder econômico.


Sendo uma explicação de finalidade, não exclui a possibilidade de uma explicação formal, que, embora de menor importância, ajuda a entender a facilidade com que grupos, a princípio, antagonistas puderam se harmonizar tão bem.

Em uma sociedade normal, as vontades do indivíduo entram em choque com o comportamento e expectativas de seu entorno. O melhor exemplo para isso é o caso de programas de recuperação de viciados.

Esses fazem com que os ingressantes do programa se afastem dos amigos de bar ou de drogas, por exemplo, pois obviamente uma pessoa com problemas de bebida, em meio a relações emocionais envolvendo esse hábito terá dificuldades para largá-lo.

Porém, imagine que essa pessoa fosse transportada magicamente para uma outra cidade, aonde a bebida é extremamente mal vista. A tendência seria que parasse de beber. A mesma força, a pressão social, que o influenciava a beber, agora o faz deixar a bebida.


Em outras palavras, se pudéssemos fazer com que todos as pessoas a seu redor se tornassem teetotalers militantes, ela muito provavelmente deixaria de beber.


-Muito bom!! Mas isso não acontece em situação normal. Não é possível fazer isso com milhares ou milhões de pessoas ao mesmo tempo.


Teríamos que controlar o pensamento de uma enorme maioria para influenciar uma minoria (Como nos experimentos de Asch descritos no primeiro capítulo de Maquiavel Pedagogo).

Seria necessário um Show de Truman na vida real!

É verdade. Porém podemos dar ás pessoas a impressão de que toda a sociedade em torno delas está mudando seus hábitos, de que aquilo que antes era normal, não é mais, e que vivemos num novo normal.

Com apelos coordenados á Ciência, aos Especialistas, et caterva, nos meios de comunicação todos os nossos amigos têm a impressão de que todos os outros estão deixando de beber.


E todos decidem parar de beber. Criou-se assim um novo normal.


Por outro lado, o combustível da húbris esquerdista é a crença de que sua revolução é inevitável e de que a história está caminhando para o ápice do progresso humano.


Para sermos didáticos, podemos dizer que o revolucionário sempre acreditou, desde muito antes do COVID que a história caminha em direção a um novo normal, a saber, o socialismo do qual ele é o protagonista.

A Nova Ordem Mundial deseja alterar o comportamento das massas convencendo-as de estamos evoluindo rumo a uma nova era de progresso, enquanto a esquerda sempre quis liderar a grande (R)evolução rumo a uma nova era de progresso.

Mesmo antes das finalidades do Capital e da Revolução se alinharem, essa já era, em sua forma, uma miniatura da sociedade que aquela deseja criar.

Obrigado á Shockwave News, pela consideração.