• Bruna Lima

Caso Mariana Ferrer: Intercept admite que inventou o termo "estupro culposo" após veredito

Site esquerdista disse que criou o termo para "resumir o caso e explicar aos leigos"



Após o termo gerar revolta nas redes sociais e constrangimento no Judiciário, o site de notícias Intercept finalmente assumiu a autoria do termo "estupro culposo" nesta terça (03).


Tudo começou com recente decisão judicial que inocentou o empresário André de Camargo Aranha do crime de estupro contra a influencer Mariana Ferrer. Segundo depoimentos da jovem, o crime ocorreu em dezembro de 2018 durante uma festa no clube de luxo Café de la Musique, em Florianópolis. Ela relatou que havia bebido e que foi dopada e estuprada por Aranha. O empresário nega o crime.


Ao divulgar o veredito, o portal disse que “o caso terminou com uma sentença inédita de 'estupro culposo'". Muitos internautas, inclusive perfis conservadores, acreditaram na narrativa do site esquerdista e que o termo usado na matéria do portal era exatamente o mesmo usado no tribunal.


A repercussão foi tão grande que chegou aos trending topics do Twitter, com direito a depoimento de famosos contrariados não só com a absolvição de Aranha, mas também com a expressão. Foi então que o site de esquerda admitiu que inventou a frase e explicou que só o fez para “resumir o caso e explicá-lo ao público leigo”, além de também inventar que o recurso de renomear crimes é "usual no jornalismo".

Imagem: Terça Livre/Intercept


A palavra "culposo" é usada quando um crime é cometido por imprudência do autor, que não teve intenção de cometê-lo. No entanto, juridicamente, essa classificação não pode ser aplicada ao crime de estupro.


O Ministério Público de Santa Catarina, mesmo órgão que fez a acusação formal, afirmou que o requerimento para inocentar o Aranha não foi baseado no argumento de "estupro culposo", mas sim na falta de provas que sustentassem a existência de dolo (intenção) em sua conduta. Na sentença também não há menção a essas palavras.


A instituição do judiciário catarinense disse que não foi demonstrado que houve “relação sexual sem que uma das partes tivesse o necessário discernimento dos fatos ou capacidade de oferecer resistência (Mariana Ferrer), ou, ainda, que a outra parte (André Aranha) tivesse conhecimento dessa situação, pressupostos para a configuração de crime”, o que também descaracterizaria o crime de estupro de vulnerável.


O caso já chegou ao conhecimento de integrantes do Supremo Tribunal Federal e o ministro Gilmar Mendes foi o primeiro a se pronunciar.


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