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Chile, Colômbia, Equador e Peru alertam a China para ficar fora de suas águas



Em comunicado conjunto emitido na quarta-feira (04), os governos do Chile, Colômbia, Equador e Peru alertaram os navios chineses para que parem de pescar ilegalmente em seus territórios.


As nações sul-americanas se comprometeram a "prevenir, desencorajar e enfrentar conjuntamente" a pesca ilegal em suas zonas econômicas exclusivas do Pacífico e explicaram que aumentariam a "cooperação e troca de informações em tempo real" para destacar o tema.


O anúncio foi feito vários meses depois de o Equador reclamar às autoridades chinesas sobre a pesca ilegal, quando o país identificou centenas de embarcações chinesas perto das Ilhas Galápagos, que fazem parte de sua zona econômica exclusiva e são uma área "ecologicamente sensível".


Segundo as autoridades equatorianas, em julho havia pelo menos 260 navios nas proximidades da ilha, todos com dispositivos públicos de rastreamento desligados para evitar detecção.


"Estamos em alerta, vigilância, patrulhamento para evitar um incidente como aconteceu em 2017", disse o ministro da Defesa, Oswaldo Jarrin.


Há três anos, as autoridades prenderam e processaram uma equipe de pescadores chineses que mantinham ilegalmente 6.600 tubarões capturados em Galápagos, causando uma desavença diplomática entre os dois países. Um tribunal os considerou culpados e os condenou a quatro anos de prisão, além de multa de US$ 5,9 milhões.


O regime chinês proibiu oficialmente todos os seus navios de pescar perto de Galápagos, de setembro até o final de novembro, em resposta à reclamação. Por conta disso, os navios chineses migraram para outras áreas da costa sul-americana, nas zonas exclusivas do Peru e Chile. As águas da costa colombiana também viraram alvo potencial.


As informações são do Breitbart