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Com ou sem gravadora, Morrissey é eterno

Gravadora BGM corta laços com Morrissey. O cantor foi demitido do selo e avisou em seu site oficial que está “à procura de uma nova gravadora que se disponha a lançar suas músicas”.


A lenda da música britânica Morrissey foi demitido de sua gravadora BMG na segunda-feira (16). Por muito tempo ele foi alvo de vagas acusações de -ismos, o ex-líder do The Smiths foi dispensado pela gravadora para abrir caminhos para uma maior "diversidade".


A resposta de Morrissey foi, bem, foi muito Morrissey: "Esta notícia está perfeitamente de acordo com o horror galvânico implacável de 2020."


Comunicado de Morrissey

A BMG Records demitiu o Morrissey. Depois do lançamento em Março de 2020 de ‘I AM NOT A DOG ON A CHAIN’ (#1 Escócia, #1 Polônia, #3 Reino Unido, #3 França, #10 Espanha, #13 Alemanha, #2, #9, #17, #18 EUA – dependendo de quais paradas vocês seguem), a BMG agora apontou um novo Executivo que não quer outro disco do Morrissey. Ao invés disso, o novo Executivo da BMG anunciou novos planos de ‘diversidade’ dentro do plantel de artistas da BMG, e todos os lançamentos/relançamentos projetados entre a BMG e Morrissey foram descartados.
‘Essa notícia está perfeitamente de acordo com o horror galvânico incansável de 2020,’ disse Morrissey, ‘nós seríamos criticamente insanos de esperar algo positivo.’ Morrissey está novamente à procura de uma nova gravadora que se disponha a lançar suas músicas. ‘Meus três álbuns com a BMG foram os melhores da minha carreira, e eu fico do lado deles até a morte. Gravá-los foi um período fundamental na minha vida, e eu agradeço à equipe anterior da BMG e todos os envolvidos por isso. Ainda é importante para mim fazer música do meu próprio jeito, e eu não gostaria de estar em uma gravadora que dita tão especificamente como os seus artistas devem se comportar — especialmente quando a palavra ‘talento’ notavelmente nunca é mencionada.
O dueto de Morrissey com David Bowie está disponível agora na Parlophone via Warner. ‘Há casos demais de artistas bem-sucedidos padecendo em gravadoras que não estão mais interessadas neles.’ Alistair Norbury, BMG.
A residência do Morrissey em Las Vegas continua programada para 2021.

O maior pecado de Morrissey ("foi amar demais" - brincadeira-), aos olhos de seus "canceladores", não tem a ver com sua posição sobre o Brexit, do qual ele simpatiza, nem o nacionalismo, sobre o qual ele escreveu há décadas, nem o racismo, acusações estúpidas, é e sempre foi seu amor descarado pela cultura britânica e ocidental (viu, não era brincadeira).


Ele não pensará duas vezes em dizer que a cultura que ele ajudou a moldar, está se tornando irreconhecível na era dos "cancelamentos e do politicamente correto".


No final, é essa honestidade que torna Morrissey não apenas "o Morrissey", e sim uma voz indispensável para a Geração X que está cansada das bobagens impostas pela mídia mainstream e todos os artistas frouxos e vendidos ao sistema.


Onde quer que Morrissey vá ele será bem recebido e adorado pelos fãs, porque eles sabem que, como sempre, ele é sincero, direto e não tem medo do politicamente correto, nem abaixa a cabeça para a censura.


Independente de cancelamentos ou acusações, hoje é um bom dia para relembrar sua história e carreia, o grande artista e homem que ele é. Separe um tempo e escute Morrissey e The Smiths.


A história da cultura ocidental e britânica habita em suas letras.