slider-1.png
  • Michel Barcellos

Cristianismo vs. Positivismo


(E) Catedral de Notre-Dame de Paris, por Peter Haas; (D) Templo Positivista de Porto Alegre, por Eugenio Hansen. Extraídos de Wikipédia

Este artigo não é científico. Quem vindica legitimidade sobre o raciocínio científico é o positivismo. Eu não pretendo provar nada cientificamente porque eu não usei de tempo suficiente para analisar todas as matérias necessárias para isso. Mas vou apontar o que eu percebi.


Com John Lawson eu pude adequar minha percepção de que estruturas de raciocínio filosófico errôneas eram inseridas artificialmente no inconsciente coletivo, fazendo a massa agir de determinadas formas diversas das que gerações anteriores agiam. Isso graças a inadequações sobre a percepção da realidade que levariam ao emburrecimento coletivo.


Eu comecei a tender para esse entendimento há cerca de 15 anos, quando fui confrontado com duas linhas de raciocínio opostas sobre teoria de estado, onde de um lado estava a Bíblia e do outro estavam Hobbes, Locke e Rousseau. Naquela época eu não percebia exatamente onde estava o erro, mas percebia que as ideias seguiam por caminhos opostos. Intuitivamente não era muito difícil fazer uma escolha, já que uma linha de raciocínio apresentava um autor concreto, que era Cristo, e a outra apresentava um autor abstrato, que era a “ciência”.


Os anos foram passando e os conhecimentos que eu ia adquirindo confrontados com as experiências pelas quais eu passava me deixavam cada vez mais direcionado a crer que todo o sistema pelo qual as pessoas comuns formavam seus raciocínios, decisões e atitudes era baseado numa sequência de erros filosóficos que levariam à danação eterna.


Por exemplo: conta-se que ao aderir à maçonaria o sujeito é incentivado a também aderir a uma das três grandes religiões (cristianismo, islamismo ou judaísmo), sendo que elas serão a forma externa de se apresentar todo o conjunto de filosofias maçônicas que direcionam o homem ao Grande Arquiteto Do Universo. Com esse entendimento as igrejas cristãs estão certas em afirmar que um maçom não é cristão de forma alguma, ainda que apresente todas as características externas de um cristão.


De forma semelhante à maçonaria, o islamismo permite – em casos especiais – a conversão do muçulmano ao cristianismo, sem que este deixe de ser muçulmano, pelo princípio da taqiyya, onde o muçulmano declara algo da boca para fora enquanto em seu coração ele está comprometido com Alá. Esse também não é cristão, pois o cristianismo exige, dentre outras coisas, o comprometimento de coração.


De maneira levemente diversa, a suspensão de julgamento acerca de valores análogos aos do cristianismo, mas de origens distintas, pode levar ao erro de aceitarem-se valores que se opõem aos do cristianismo, assim como a serpente induziu a mulher com uma indagação confusa seguida de afirmações falsas em Gênesis 3.


O Iluminismo foi um movimento de esterilização do raciocínio lógico, onde os livres-pensadores utilizavam de suas paixões degradadas como ponto de partida dos seus estudos, afirmando que partiam da razão pura, como valor abstrato, estéril, sem ligação a alguém, a um autor. Ignorando o fato de a razão ser o logos e já haver alguém que é a personificação do Logos, indicando que ele não é um valor abstrato, mas concreto, o Iluminismo conseguiu disseminar uma mentira e plantar a falsa ideia de que a ciência poderia ser desvinculada de Deus e que assim ela seria livre e promissora. Essa ideia desastrosa culminou na invenção da guilhotina para cortar cabeças aleatoriamente, no evento conhecido como Revolução Francesa.



Eugène Delacroix - A Liberdade guiando o povo - domínio público (extraído de Wikipédia)

No intuito de provar-se os valores iluministas de ciência como valor descolado de Deus os franceses emendaram uma sequência de tragédia sucedida de tragédia, até que Auguste Comte resolveu estudar e propor uma solução para que a ciência estéril obtivesse sucesso: o positivismo.


O positivismo apresenta a linha de raciocínio a ser seguida com a Lei dos Três Estados como sendo as três formas de percepção da realidade em que as sociedades naturalmente evoluem, sendo elas a teológica, a metafísica e a positiva.


Segundo o princípio lógico iluminista, a Lei dos Três Estados pressupõe que as sociedades no início de seu desenvolvimento determinam suas ações e seus pensamentos a partir de um ente espiritual inventado, passando no estágio de desenvolvimento seguinte a formular as filosofias que adequariam melhor seus pensamentos e atitudes e, no estágio seguinte e final, a propor cientificamente as formas mais elevadas de pensamento e de ação.


Se Comte não tivesse o objetivo sinistro de fazer com que o logos se dissociasse do Logos, que é o próprio Deus – conforme João 1:1, onde “Verbo” é a tradução para “Logos”, que por sua vez indica que Cristo é a estrutura lógica por meio qual todas as coisas foram criadas – ele teria percebido que a Igreja Católica já havia passado por períodos semelhantes, com a diferença que Deus não era uma entidade inventada, mas uma pessoa com presença física material, além da espiritual. Primeiramente vem o próprio Deus em carne e ensina e atribui a linha sucessória de autoridade que garante que os seus entendimentos iniciais possam dar prosseguimento a entendimentos derivados sem que desviassem da vontade d’Ele, passando pelo período onde toda a filosofia foi analisada e dali extraídas as ideias que se adequavam e as que não se adequavam ao Logos Divino e a ciência pôde então ter todo arcabouço intelectual para produzir frutos.


Não tivesse Comte se determinado a agir com objetivos funestos, não teria sido cegado no momento em que enlouqueceu e retornou ao logos como princípio de todas as coisas, separando-o artificialmente do Logos, criando uma entidade abstrata para ser a pedra angular de sua religião sem deus: a deusa Humanidade.


A partir do momento em que ele cria uma deidade para fundamentar sua linha de pensamento ateia, seus seguidores tentam alertá-lo de que ele havia retornado na sua própria Lei dos Três Estados, mas porque estava cegado ele não conseguiu perceber que havia errado ao supor que cada “estado” de desenvolvimento substituía o anterior e que ele mesmo estava agindo para fazer com que cada “estado” complementasse o anterior. Assim, ele criou uma religião que fundamentava sua filosofia que, por fim, daria arcabouço para seu estado positivo. Quando Comte coloca em prática sua Lei dos Três Estados afirmando que um substitui o outro, ele comprova que cada um reforça o anterior – em oposição ao que afirmava.


Criada a deusa abstrata Humanidade para ser o logos do positivismo, Comte consegue reunir todos os valores cristãos e destituí-los de fecundidade. Quando Comte determina que o princípio lógico do positivismo é o amor, este amor já está esterilizado. O amor que Comte utiliza para embasar sua linha de raciocínio é o amor eros que ele nutria por Clotilde de Vaux, em oposição ao amor ágape que Jesus menciona nos Evangelhos, como mandamento.


O amor ágape é o amor completo, perfeito e proveniente de Deus. Em contraposição, o amor eros é um amor incompleto, reservado à atração física, que se desordenado pode levar à pornografia, à loucura e até à morte. Ainda que a atração física esteja ligada à reprodução, o amor eros por sua própria natureza é estéril. Por isso é que ao tomá-lo por base para ações, o amor eros não opõe qualquer resistência ao uso de preservativos, anticoncepcionais e até mesmo ao aborto.


Ao retirar-se todo propósito cristão para formar uma nova religião para embasar seu Estado Positivo, de nada adianta tentar aglomerar uma dúzia de valores cristãos nessa nova religião, pois de antemão Comte já havia tornado estéreis todos esses valores. Portanto, quando a religião positivista defende a família como um valor científico ela está apenas jogando palavras ao vento, pois não importa o reconhecimento abstrato de que a família seja a base da existência do estado quando o estado positivista não se direciona para Deus, como Tomás de Aquino percebera em seus escritos políticos, após ter analisado todas as orientações que as Escrituras passavam sobre o Logos, bem como Agostinho e Aristóteles, esse último na medida em que se adequava a Cristo. Com a criação artificial da deidade Humanidade, a instituição do objetivo do progresso por Comte orienta o estado a buscar o enriquecimento e o bem-estar social como salvação.


Ou seja, tomando-se por base o estéril amor eros por princípio e o progresso material por fim, a ordem que Comte institui por base de sua linha de raciocínio para guiar a sociedade acabaria em algum momento minando a necessidade de defender o valor da família, pois como valor ele havia sido esterilizado antes de ser instituído. Na busca pelo progresso material como objetivo final as famílias aderiram ao comportamento de terem menos filhos para terem maior conforto, até o momento em que percebeu-se que economicamente ter um cachorro em vez de filhos valia muito mais a pena e o divórcio passou a ser necessário para se atingir o progresso. Da mesma carência de fecundidade padecem todos os outros valores que Comte mimetizou do cristianismo para criar sua religião ateia.


Quando o Bispo Edir Macedo ordenava seus subordinados pastores a fazerem vasectomia e passassem a ter filhos por adoção, ele estava completamente imbuído de valores positivistas anticristãos, ainda que porventura nem soubesse o que é o positivismo.


Apenas com toda uma estrutura lógica baseada em uma religião e uma filosofia é que Comte conseguiu iludir a todos de que a ciência é base de si mesma, dando oportunidade para sociedades inteiras que aderissem ao Iluminismo pudessem – por meio do positivismo – suceder suas histórias em eternos círculos viciosos, organizando a ordem do estado, seus sistemas jurídicos e a vida individual para a degradação sucessiva até o final.


Este é o momento em que estamos. Quando a morte bate à porta o positivismo dá todas as ferramentas para que seus seguidores caiam em paranoia e histeria. Graças aos conceitos de democracia e de separação de estado e Igreja cristãos têm se deixado levar por uma religião que mal sabem da existência, quando mais do que consiste.


Se a ciência é base de si mesma, o estado deve estar separado da Igreja, pois a religião impede a liberdade científica e todos objetivos do estado estariam viciados por estarem presos a uma visão de mundo preconceituosa, o que impediria o progresso da nação que se submetesse a ele. A partir de um estado separado da Igreja pode-se formar um sistema jurídico com toda base moral cristã que esses valores poderão ser invertidos a qualquer tempo, por terem eles sendo destituídos de qualquer capacidade de produzirem frutos. Um valor estéril é facilmente substituído por outro à livre vontade de quem estiver no poder de determiná-los cientificamente, com base no positivismo.


Com base em um sistema jurídico positivista a degradação de um regime político pode ser defendida como virtude. Democracia era a degradação da república, onde a maioria escolhia o que queria com base em seus desejos, regime que levou à injusta condenação de Sócrates à morte. Apesar de Tomás de Aquino já alertar que a própria república já era um regime político ruim, o positivismo deu margem para que a degradação da república fosse elevada ao patamar de melhor regime político, onde a razão científica estéril seria mais facilmente alcançada.


Por causa da democracia todos os cidadãos enxergam seus líderes políticos como empregados e não como servos a quem se deva respeito e reverência, por servirem em atividade de elevada complexidade. Um chefe de estado, assim como um chefe de governo, deve guiar o povo, isto é, dirigi-lo para um objetivo comum. Na democracia tem-se a visão de que o chefe de governo deve entregar benefícios, como um funcionário contratado para alcançar metas com valor de mercado.


Os estados que se submetem à Igreja têm condições de apresentarem a seus líderes e seus cidadãos oportunidades de submeterem seus direcionamentos e suas atitudes ao Logos Divino, ainda que a degradação gradual causada pelo positivismo possa interferir muito em todas as áreas da vida do indivíduo. Um exemplo de estado que formalmente está sujeito à igreja mas na prática tem ampla penetração do positivismo é a Inglaterra, que tem Igreja e estado integrados, uma constituição baseada na tradição e não nos padrões liberais ou positivistas e, mesmo assim, está praticamente tão dominada pelo espírito positivista quanto o Brasil. A Inglaterra distanciou-se do padrão de excelência traçado por S. Tomás de Aquino, onde o rei gentio que exercesse com dedicação as suas funções seria premiado com conquistas e riquezas, enquanto o rei católico que tivesse o mesmo proceder seria premiado com a beatificação – projeções que se comprovaram com a canonização do Rei São Luís da França e se encaminham com a beatificação da Princesa Isabel do Brasil.



Princesa Isabel por O Ilustra - colunista deste portal - extraído da loja O Monarquista

Outro aspecto do estado positivista é a sociocracia. A sociocracia é uma releitura da tecnocracia cunhada pelo mestre de Auguste Comte, Saint-Simon. Como pelo que eu compreendi da sociocracia eu não consegui identificar ela ocorrendo, mas sim a tecnocracia que, apesar de eu não ter encontrado na obra de Comte eu posso chegar a ela remetendo a sociocracia à tecnocracia. Então, na verdade, o aspecto do positivismo que eu quero ressaltar é a tecnocracia.


A tecnocracia presume que técnicos científicos poderão controlar o estado e ele se dirigirá sozinho para o progresso, ou bem-estar social, ou como entendia Saint-Simon, para o socialismo. Em teoria é a ciência estéril que promove esse direcionamento, mas na prática ocorre da seguinte forma: as ideias são formuladas em círculos de estudos, sociedades secretas, think tanks e de outras maneiras (como no Iluminismo, por exemplo). Em seguida, seus adeptos são infiltrados em organismos oficiais de treinamento de técnicos-científicos e estes promovem o direcionamento da ciência para as teorias que querem implantar no estado. Com a percepção positivista de que a ciência é fonte geradora de si mesma, de que a razão é divorciada do Logos, mover a ciência para o ateísmo fica possível e logo simples.


Os técnicos formados nessas instituições de ensino acabarão desenvolvendo um duplipensar graças à premissa inicial de que a ciência é fonte de si mesma. Para quem não leu 1984, de George Orwell, duplipensar é uma dissonância cognitiva que impede seu portador de identificar a contradições de crenças às quais ele aderiu. Duplipensar é o mecanismo psicológico que permite que alguém seja positivista e pense que é cristão.


Com um exército de tecnocratas que por meio do duplipensar pensam que são cristãos, mas na verdade são positivistas, os exercícios de seus trabalhos moverá a sociedade para o positivismo – e contra o cristianismo – à medida que aplicam seus conhecimentos técnicos. Assim, à medida que a ciência se desenvolve o estado se envolve cada vez mais na tutela da família, com leis sobre como os pais devem tratar os filhos, como os cônjuges devem tratar um ao outro e como indivíduos que poderiam se tornar cônjuges devem tratar um ao outro. A tecnocracia avança em direção ao controle total e ao ateísmo, e a ela a “ciência” dá o nome de democracia.


Compreendidos como a razão vem do Logos, que o Logos é Cristo, como o Iluminismo dissociou a ciência do Logos, como o positivismo dissociou a moral do Logos e como a tecnocracia direciona para o totalitarismo e para o ateísmo, passemos a analisar a questão do ano: a pandemia.


Em que pese todas essas questões do positivismo não serem percebidas por quem não foi confrontado por ele no seu proceder cristão, vamos pressupor um cristão que não assimilou o positivismo e professa da melhor forma possível o cristianismo.


Os cristãos todos sabem que só Jesus salva, por isso diante da notícia de uma doença terrível que poderia matar todo mundo o primeiro impulso do cristão é buscar a sua salvação, ou seja, ir à igreja. Durante a Peste Negra sacerdotes abençoavam infectados para que Deus pudesse curá-los ou para que estes obtivessem perdão dos seus pecados e tivessem acesso à salvação. Da mesma forma neste ano pastores se negaram a fechar suas igrejas e padres que recebiam ordens hierárquicas para fecharem as igrejas se disponibilizavam para atender do lado de fora, recebendo confissões durante a quaresma. Os cristãos têm por pressuposto natural que diante da iminência da morte o último lugar que eles deveriam ficar era isolados em casa. Qualquer ordem ou afirmação científica que divergisse disso não só era absurda como ainda atentava contra Deus. Se eram absurdas e atentavam contra Deus já nos primeiros dias, quanto mais se perdurassem por longos meses.



Padre de SC adota "drive-thru" para confissões - G1

Mas o positivismo concorre com o cristianismo nos corações de muitos cristãos. Diante do confronto todos aqueles valores do cristianismo que o positivismo emulou revelam-se estéreis e relativizáveis, pois o indivíduo que os relativiza não é verdadeiramente um cristão, mas um positivista. Ele poderia ir toda semana à igreja e a igreja poderia inclusive ser o lugar onde ele mais gostava de estar, mas a prudência positivista diz a ele que ele deve dar ouvidos à ciência e a ciência diz que ele não deve manter contato com ninguém e isso logicamente determina que ele não deve ir à igreja, mas ficar em casa e pedir comida pelo iFood. Seu coração não arde de ódio quando recebe a notícia de que cristãos tiveram sua residência invadida pelo estado por estarem orando, pois o ódio é um sentimento mau em si mesmo. Ignora o fato de que o cristão deve odiar o mal e acaba odiando quem não cumpre as medidas sanitárias em benefício da ciência, pois testemunhou pessoas realmente ficando doentes, morrendo ou ficando com sequelas.



Pastor Rodney Howard-Browne: "Sentimo-nos perseguidos na fé por sermos mandados fechar nossas portas" (Tampa Bay Times, 2020 - foto de Time, 1999)

O confronto com situações extremas não revela o quão elevada uma pessoa é, mas do que está cheio o seu coração. O cristianismo permite a qualquer indivíduo lidar com situações extremas ainda que seu conhecimento da sua religião seja parco, desde que sua devoção seja completa, pois a fé é una.


Viktor Frankl não era cristão. Ele era judeu e não sei até onde ele seguia a religião do seu povo, visto que ele não recomendava nenhuma religião em especial. Apesar da influência positivista no seu raciocínio lógico ele reconhecia que Deus é alguém muito importante na vida do ser humano, de forma completamente oposta a um positivista, que tenta colocar o verdadeiro valor das coisas no seu aspecto externo. Isso fez toda a diferença quando ele foi recolhido a quatro campos de concentração durante o regime nazista. Ele testemunhou colegas de confinamento serem destruídos psicologicamente ainda que não fossem assassinados. No meio do seu sofrimento e dos outros ele conseguiu perceber que a vida não era estática, mas tinha uma direção e um sentido. Essa percepção por si só fez toda a diferença na maneira como ele enfrentou o seu confinamento e como soube direcionar a sua vida após ser libertado.


O cristão nos seus primeiros momentos de evangelização já recebe a informação de que Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida e que ninguém vai ao Pai se não por Ele. Essa informação por si só já deve dar segurança a um cristão sobre como enfrentar uma situação extrema. Pois se a vida é um caminho e o sentido dela é o Pai, o cristão já está mais bem armado que Viktor Frankl.


Mas o positivismo é capaz de arrasar com o psicológico de qualquer um, até mesmo de um cristão. O duplipensar do carregar duas crenças que se opõem já é em si só uma dissonância cognitiva. Partir de uma moléstia psicológica para outra é mais fácil do que adquirir a primeira. Quando o conflito interno de crenças se intensifica não é difícil adquirir a histeria, caracterizada pela crença nas afirmações proferidas por si mesmo, levando à emotividade, ao terror e ao pânico. Em razão dessas emoções desordenadas é que surge o ódio desordenado a quem não corresponde com suas emoções. Na pandemia podemos ver o exemplo claro disso na perseguição de pessoas que não usam máscaras ou não mantêm as medidas sanitárias. Uma demonstração clara de emotividade e pânico é exigir-se que um ente querido não entre em contato com nenhum conhecido daquele que está fazendo a exigência sob domínio da histeria, para que não haja nenhuma possibilidade de este ser contaminado, ignorando que é praticamente impossível se controlar toda a cadeia de transmissão que estar-se-á inserido, ainda que se isole a si mesmo da forma mais drástica possível.


O cristianismo leva à salvação eterna, mas o positivismo pode levar à histeria. Escolhe conscientemente qual religião seguir, para não acabar aderindo tacitamente contra a própria vontade a alguma que possa te prejudicar.

3 comentários