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Damares cria selo para proteger mulheres na política

Segundo informações disponíveis no portal do MMFDH, a intenção do projeto é dar mais visibilidade à luta contra a violência política contra a mulher.


O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) vai lançar, nesta quinta-feira (5), o selo “Não à Violência Política”. A cerimônia de lançamento, que terá a presença de parceiros, será transmitida a partir das 19h pelas redes sociais: @mdhbrasil.



O evento é coordenado pela Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SNPM). A expectativa é de que a medida provoque uma mudança comportamental e contribua para a construção de um país mais representativo.


“A violência política é um tema ainda pouco abordado e muitas mulheres passam por isso sem ao menos identificar o problema”, alertou a secretária Cristiane Brito.

Ela lembrou, ainda, que a ação é inédita e que pela primeira vez, inclusive, o Ligue 180 também poderá ser acionado para o registro deste tipo de denúncia durante as eleições.


“Esse tipo de violência é uma das causas da sub-representação das mulheres na política. Por isso, desenvolvemos no âmbito do projeto + Mulheres na Política uma série de iniciativas para estimular a denúncia por meio da Central de Atendimento à Mulher”, afirmou.


A transmissão contará com a presença da titular do MMFDH, ministra Damares Alves, da presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), de representante da ONU Mulheres, autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Procuradoria-Geral Eleitoral e da Câmara dos Deputados.


Selo

Além de incentivar o engajamento das mulheres e o registro de denúncias por meio do Ligue 180, o selo, de caráter publicitário, busca despertar a bandeira e envolver a sociedade ao proporcionar uma reflexão sobre o tema ainda pouco explorado. “O selo é uma ferramenta simbólica para tirar da invisibilidade uma violação que exclui as mulheres dos espaços políticos”, ressaltou Cristiane Britto. 

PTB Mulher, Damares e ONU


Essas iniciativas e programas tem sua origem no PTB Mulher e no passado parlamentar de Damares.

Projetos como esse tem transito livre e facilitado pelos partidos do centrão, como o DEM, PTB e o PP. Partido este que Damares é filiada até o presente momento.



Um encontro entre Damares e líderes do PTB selou a parceria.


O encontro com a ministra teve por objetivo discutir políticas públicas voltadas para as mulheres, entre outros temas. Ao final da reunião, Damares aceitou o convite feito por Graciela e Mical para participar do encontro Vez, Voz e Voto. Para a presidente do PTB Mulher, a presença da ministra será uma honra para o partido, e mostra o comprometimento dela com as causas de defesa da mulher e em prol da maior participação feminina na política.


O envolvimento e participação da ONU Mulher também chama a atenção. A parceria foi sugestão da própria Damares. As informações constam no site do PTB:

"Após aceitar o convite para participar do encontro do PTB Mulher, Damares Alves convidou Graciela Nienov para acompanhá-la em um evento da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em março."


Mais mulheres na política e o Globalismo


A 16ª Reunião de Ministras e Altas Autoridades da Mulher do Mercosul (RMAAM) teve a participação da titular da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SNPM), Cristiane Britto, nesta quarta-feira (04). Na abertura do evento virtual, a representante do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) apresentou o projeto Mais Mulheres na Política, que busca incentivar a participação feminina em cargos eletivos.


"Ao incluir as mulheres de forma efetiva nas esferas de poder, estamos ofertando à sociedade a possibilidade real de construção de políticas públicas mais representativas, corrigindo assim fatores históricos que suscitaram a ideia de que a política não é um ambiente para nós", disse.


A secretária Cristiane Britto também falou sobre a inclusão da perspectiva das mulheres nos acordos comerciais do Mercosul, considerando o empreendedorismo feminino e possíveis cláusulas que possam favorecer a autonomia econômica delas. A ação foi sugerida pelo Brasil.


"Agradeço pela sensibilidade de trazer para a pauta a sugestão de um tema proposto pelo Brasil em reuniões anteriores. Refiro-me à discussão sobre o comércio internacional para a autonomia econômica das mulheres. De certo, os debates sobre a temática são promissores. Afinal, precisamos estimular o empoderamento e nada melhor do que atuar por meio do fortalecimento do empreendedorismo feminino de alto nível", observou.


Em seguida, ela chamou a atenção para as políticas públicas de enfrentamento à violência política, especialmente no âmbito do canal de denúncias Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher), e citou outras ações realizadas pela SNPM.


"Assinamos um pacto com 18 partidos políticos, com o objetivo de estimular a participação feminina e eleger, no mínimo, uma mulher vereadora em cada município brasileiro. Publicamos uma cartilha digital com orientações e informações importantes para as candidatas. Lançamos três cursos online e já promovemos sete lives com especialistas, para tirar dúvidas de candidatas, equipes e interessados no tema", assinalou a secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SNPM), Cristiane Britto.


Realizada sob a coordenação do Uruguai, a mesa de abertura virtual desta edição da RMAAM também contou com a participação da diretora do Instituto Nacional das Mulheres do Ministério de Desenvolvimento Social do Uruguai, Mónica Bottero; da ministra das Mulheres, Gêneros e Diversidade da Argentina, Elizabeth Gómez; e da ministra da Mulher do Paraguai, Nilda Romero.


RMAAM


A Reunião de Ministras e Altas Autoridades da Mulher do Mercosul (RMAAM) é a instância de diálogo entre as máximas autoridades da mulher dentro do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e tem entre as suas principais funções assessorar e propor ao Conselho do Mercado Comum (CMC) medidas, políticas e ações voltadas para as mulheres. Os estados membros do Mercosul são Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.



A agenda 2030 da ONU nunca esteve tão forte no Brasil e nos países do Mercosul.

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