slider-1.png
  • Shock Wave News

Democracia Nazista, Cidadão Comum e Eleições Americanas.

“Uma pátria respeitada, não tanto pela grandeza do seu território como pela união dos seus filhos; não tanto pelas leis escritas, como pela convicção da honestidade e justiça do seu governo; não tanto pelas instituições deste ou daquele molde, como pela prova real de que essas instituições favorecem, ou, quando menos, não contrariam a liberdade e desenvolvimento da nação.”



Primeiro, antes mesmo de explicar ao caro leitor do porquê dessa citação inicial, gostaria de dirigir-me aqui ao meu mentor, mestre, e professor, Olavo de Carvalho, a quem devo tudo que sou, e que serei um dia. Caro professor, peço desculpas por, passados 5 anos como seu aluno, e seguindo à risca o ensinamento do senhor, de voto de pobreza em matéria de opinião, esse seu humilde aluno, irá, agora, ousar a escrever um artigo. Sei que deveria estar estudando em silencio, e mantendo-me calado quanto a assuntos que, confesso, são bem maiores do que minha pobre pessoa. Mas, dado os recentes ocorridos, não vejo outra alternativa, senão parar um pouco o estudo, e tentar trazer um pouco da clareza que adquiri com o senhor, ao longo desses anos, ao público dito “conservador”.


Pois bem, caro leitor, resta-me explicar o motivo de abrir o meu primeiro artigo com essa frase. O que vimos nesses recentes dias, foi, o que, a meu ver, podemos chamar da “morte da Democracia Moderna”. Como o Evaristo Ferreira nos mostra, nessa lição, uma Democracia não é dada pela sua instituição, sua lei, ou seu território. Uma pátria respeitável, e, portanto, democrática, é aquela em que seus filhos – seus membros, seu povo, todas as raças, idades, gêneros, cores, etnias, crenças, - estão unidos; em que esses filhos tenham a convicção do seu governo ser honesto e justo, bem como, as suas instituições não contrariarem a liberdade e desenvolvimento da nação. Ora, o que vemos na eleição americana é algo completamente dispare da citação aqui referida.


Explico agora o que essa citação tem a ver com a manchete do artigo.

Vemos, de ambos os lados, esquerda e ditos “conservadores”, chamarem as manifestações de antidemocráticas, revolucionarias, terroristas, atos de infiltrados, etc. Sobretudo no segundo grupo, chega-se ao ponto de condenar atos que vão “contra a lei”, “contra as instituições”, “pregando revolução”, “convulsão social”, ou mesmo “favorecendo a esquerda”.


Ao ouvir esses argumentos, eu peguei-me relendo esse trecho, e me perguntei como os chamados “conservadores” podem exigir legalidade, ordem, instituição, quando temos uma total tirania instalada, uma fraude eleitoral, uma aliança com uma Ditadura, responsável por disseminar um vírus, que, não só quebrou o mundo, mas nos fez ficar servos de uma burguesia nazista, e uma elite política assassina, isso sem contar, as denúncias de pedofilia que o Biden é acusado, e os casos de corrupção que seu filho teve, enquanto seu pai era VP.


Cabe-nos perguntar, a tais pessoas, como a usurpação de uma eleição pode acarretar em um governo honesto e justo, ou como a supressão do voto popular, da supressão da liberdade do cidadão americano, de todo o seu futuro, por uma elite política e financeira - que, não somente despreza qualquer pessoa do povo, mas que o quer como um animal de estimação obediente, dócil, que segue seus comandos - poderia ser garantia do desenvolvimento dessa nação. Ora, para entendermos como chegamos até aqui temos que, antes de tudo, explicar um conceito utilizado pelo caro Evandro Pontes, a saber: neoconservador.


Para tal terei de fazer menção a um dos maiores intelectuais conservadores: o Russel Kirk.


Encontramos em seu livro essa passagem:


“... Há duas razões para o paradoxo de um eleitorado conservador e um Congresso de esquerda ... A primeira razão é que os Estados Unidos não sofrem hoje em dia “a tirania da maioria”; ao contrário, os Estados Unidos penam sob a tirania das minorias – minorias agressivas, intolerantes, endinheiradas, e gerenciadas com inteligência. Refiro-me a minoria feminista, a minoria negra, a minoria dos direitos sociais, a minoria homossexual... Coerentes e vingativos, esses grupos afirmam possuir o poder de eleger e depor membros do Congresso... Portanto, os impulsos e preconceitos conservadores do grande público norte-americano são frequentemente ignorados pelas maiorias do Congresso, sem falar no Poder Executivo.”


Vemos claramente, aqui, o Kirk explicando que, dentro de um sistema eleitoral, dominado pela elite minoritária, a visão de um governo justo, honesto e livre, é quase sempre negado a maioria dita “conservadora”, que não possui militância intelectual ou financeira, portanto força de ação, não só para exercerem essa força no próprio movimento, mas para “eleger e depor membros do Congresso”.


Assim, o cidadão “conservador” não goza de representação igual, na dita “casa da democracia”, ficando sufocado pelo movimento revolucionário, da elite governante, que acaba por o guilhotinar. Ele continua:


A segunda razão é que a maioria dos norte-americanos, embora conservadora o bastante nas visões gerais, é incapaz de distinguir entre candidatos conservadores e esquerdistas moderados ou radicais, o que é bastante comum – especialmente quando todos os candidatos dizem ser mais ou menos conservadores. E esse nem é o pior aspecto da situação, pois a maioria dos cidadãos norte-americanos não percebe o caráter ou as consequências prováveis de uma nova legislação, a não ser bem depois de tai medidas terem sido decretadas e começado a apresentar resultados desagradáveis... O público acaba limitado a queixar-se de alguma nova intromissão por parte da burocracia... Os conservadores não se prestam muito bem a intimidação via passeatas nas ruas e ataques a policiais.”

Espero que esse trecho tenha ficado claro para o leitor, afinal vivemos isso diariamente.

Ora, quem poderia esquecer-se da eleição da Joice, do Frota, do Doria...

Ainda hoje, não vemos “conservadores” cometerem o mesmo erro e acreditarem em Kassio Nunes, Ramos, Mendonça, Fabio Farias, em Roberto Jeferson, quando estes falam palavras bonitas, e apresentam-se como conservadores? O que falar então do Moro, o herói nacional, caçador de corruptos, ou da Damares, a fada sensata, guerreira que combate a pedofilia. Perguntemos a pessoas que elogiam, ou elogiaram, algumas dessas figuras: o que é conservadorismo? Você saberia me dizer onde essas pessoas tem um programa conservador, e como ele pretende aplica-la?

É fácil perceber que as pessoas supracitadas só alcançaram o posto que tiveram por se proclamarem “conservadoras”, cada uma a seu jeito - umas com discursos bonitos, outras com fidelidades, e ações, encenadas. A bem verdade é que nem mesmo aqueles que se dizem conservadores, sabem o que é que chamam de “conservadorismo”.


Fossemos falar das medidas discutidas na legislação, em que o neoconservador não consegue acompanhar no seu dia a dia, mas que, tão logo produzam as consequências, ou quando já estão em via de se realizarem, causando o desespero em memes, piadas, justificativas do “xadrez 4d”, ou mesmo “estou de mãos atadas”, ficaríamos aqui eternamente.


Que tal darmos apenas o exemplo da proposta de voto impresso, em uma legislatura com 2 anos de mandato, vir a ser discutida, novamente, somente após se ver a fraude na eleição americana. Ou o projeto de Lei do Fundeb, onde nem mesmo a base parlamentar, do governo, sabia como votar. A bem verdade, é que o processo legislativo é uma burocracia sem fim, a parte da vida comum do cidadão, e este, mesmo que assim não fosse, não tem interesse, ou tempo, para investigar as tramitações e seus conteúdos. O cidadão comum trabalha, tem família, tem churrasco de domingo, tem futebol na quarta-feira, e comenta apenas, ocasionalmente, sobre política no grupo de WhatsApp.


Preciso agora voltar-me para o querido professor Olavo, que nos diz:


“... Nunca, como desde o início da modernidade, os filósofos tiveram tamanho poder de influenciar o curso das coisas na sociedade e na história, quase como governantes ou profetas. Nunca, como nos últimos séculos, o destino das multidões e até os sentimentos íntimos e fantasias pessoais do homem comum foram determinados tão diretamente pelas doutrinas dos filósofos, que se disseminam rapidamente pelo “proletário acadêmico” das universidades... E pela rede mundial de computadores, invadindo os lares e as consciências.


Citação que complemento com a aula 02 do COF:


“Se tudo que o indivíduo tem são elementos simbólicos fornecidos pela TV e pelos jornais... Tudo que ele pensar vai ser falso... É justamente quando a pessoa viveu esse tipo de experiencia por muito tempo, que ela caba acreditando que não existe verdade. Ela jamais tem a experiencia de um conhecimento descoberto por ela mesma, e tudo o que ela sabe é por ouvir falar... Com o tempo, ela só é capaz de pensar sobre si mesma nos termos que ouviu na escola, na televisão, ou leu nos jornais. E esses termos não foram feitos para esclarecê-la, mas foram inventados com o propósito de vender determinados produtos, eleger determinados candidatos, favorecer determinada força política, criar determinados ídolos, e assim por diante.


Acredito que chegou a hora de me fazer mais claro. O que eu quero dizer, ao citar essas passagens, é que jamais podemos dizer, como dizemos, que o cidadão comum é um conservador. E isso não só pelo mesmo não saber o que raios isso seja, mas por ele não o ser. Podemos, como fizemos, em nossas notas, colocar o cidadão comum como um neocon.


Explique-se: o cidadão comum jamais deixará seus prazeres rotineiros, seus afazeres do dia, para se dedicar a uma luta cultural, pois ele não tem a mínima experiência direta, daquilo que o professor cita. O neocon, não passa horas estudando filosofia, acompanhando tribuna do STF, votação de requerimento na Câmara. Ele passa o dia num escritório, e chega em casa cansado, querendo apenas sua cerveja, seu Jornal Nacional, e a comidinha da sua esposa.


O neocon, não passa seu final de semana em núcleos intelectuais, onde ali se tenha debates, formação de candidatos, células jornalísticas, agremiação que fomente narrativa, turmas de preparação de movimentos de rua, equipes que produzam artigos, series, filmes, desenhos, poesias...


Ele não participa dessa corporação cultural, pois isso é muito distante da sua vida rotineira.


A experiência de mundo que o neocon tem é dada pelo conteúdo que facilmente penetra em sua mente, e a que ele tenha com facilidade. Ouvir horas e horas sobre história, arte, literatura, é muito chato e cansativo, para ele - que já teve o dia cheio.

Senta no sofá, e escuta sobre os milhões de mortos que o vírus causou, e pensa “precisamos urgentemente de uma vacina.”


Jamais estaria a par de assuntos como ideologia de gênero - senão no superficial, nos vídeos de 3 minutos - ou mesmo do Trans humanismo, agenda 2030, Id2020... Tudo isso, para ele é surreal, loucura demais para sua cabeça. Distante demais da sua realidade, do seu dia a dia, relega tudo como “teoria da conspiração”, e cancela imediatamente, isso quando presta atenção, alguém que tente lhe explicar o assunto.


Seu imaginário trabalha apenas com aquilo que o rodeia, com a serie da Netflix a que ele assiste, com a novela que acompanha, a opinião dos artistas que admira, com o jornal que lê pela manhã, e que, como diz o professor Olavo, invade a sua consciência, determinando suas fantasias, seus sentimentos, sem nem que ele mesmo perceba. Tão logo, estará falando sobre a sociedade ser racista, como a Idade Média oprimiu e queimou mulheres, como os homossexuais são apedrejados no país, ou rejeitados pelas suas famílias, como os ricos ganham dinheiro sobre os pobres - o governo precisa sustentar estes com auxilio, saúde pública, e educação gratuita. A sua vida é pacata, vivida para ter conforto, dinheiro na conta, diversão de final de semana, trabalho que lhe dê prestigio na sociedade, uma boa faculdade para que seus filhos sejam bem sucedidos, uma boa aposentadoria, uma situação econômica estável. Ele quer ver seus filhos seguros, quer possam sair de casa, e retornar em segurança. Quer que eles orem no Domingo, mas não tem tanto tempo assim para ensinar a história da Igreja, ou acompanhar o que seus filhos aprendem na faculdade.


O neocon até repugna maconha, sexo depravado, assassinato de bebes ainda no ventre das mães, mas isso não lhe interessa tanto assim. Esses assuntos estão longe da sua vida, e, portanto, não faria nenhum grande sacrifício em prol dessas pautas, ou do seu país. Não que ele não ame o seu país, mas revolução? Lutar pela liberdade? Morrer por seu país? Por que ele faria isso? É cansativo, e ele tem uma vida que quer aproveitar ao lado de seus entes queridos, ele quer curtir.


Por que deixaria isso em nome de um país que só lhe cobra impostos, e que o afasta de todas as decisões políticas? Um país que, embora ele ame, ele só vê roubalheira e sacanagem.


O neocon, dito de outro modo, o cidadão comum, nunca agirá da mesma maneira que um movimento profissional revolucionário. Ele jamais iria querer um tamanho conflito, uma guerra, algo que pudesse tirar a paz e a estabilidade que ele pensa ter, mesmo que ela seja sob o julgo de uma tirania Nazista/Globalista. A aparência de normalidade lhe dá a normalidade.


Lutar por essas coisas ficou no passado, na gloriosa era dos pais americanos. A sua coragem já não existe mais. Amontoado em caixas compactas de concreto, a que chamamos apartamento, com celulares cada vez mais poderosos, alcançando pessoas do outro lado do mundo, casas inteligentes, tecnológicas, comidas prontas, frutas descascada, vegetais em forma de mix, já embalados, divertimento sem fim - tevês conectadas, produtos que interagem, carros com rotas de gps, aplicativos de comidas - ele se sente cada vez mais seguro nesse seu mundo de concreto e de dados digitais. O sofrimento, a dor, talvez até a morte, ele pensa estar longe daquela caixinha, em que vive a sua vida. Suas paredes lhe protegem da “crueldade do mundo lá fora”. O avanço da biotecnologia lhe permite, até mesmo, repor membros, que porventura perca. Cada vez mais espremido entra as paredes, de 40 metros quadrados? 30 metros quadrados? Mas cada vez mais distante de conhecer seus entes queridos, o mundo, a realidade, o certo e o errado, a dor do outro, a sua própria dor.


O que dirá então conhecer a luta pela liberdade, por erguer um país, ou por dar a vida para tirar esse país das mãos de tiranos?


Caro leitor, o neocon jamais vai aprovar o que aconteceu nesse dia no Capitólio.

Ele irá desprezar aqueles que não preservem a “normalidade democrática”, e que haja com “violência”. Para isso ele dirá qualquer coisa que esconda a sua covardia. Dirá que não podemos agir como a esquerda, agirá com um “pudor moral” fervoroso, decidido a lhe convencer que devemos lutar com as armas da lei.


Entenda, caro leitor, que não é o movimento revolucionário que é invencível, mas é o neocon que não permite, jamais, o acesso a métodos que o possam destruir, afinal: a que custo seria isso?


Devo dizer que, de fato, a tática de ontem não foi das mais inteligentes.

O que os americanos fizeram foi um ato de desespero, não de estratégia. Preciso trazer à tona a distinção desses dois conceitos políticos, dado por Stalin:


A estratégia, como tal, não se ocupa em estudar os processos objetivos do movimento. Não obstante, deve conhecê-lo e levá-lo em consideração, de um modo justo, se não quer cometer erros mais crassos e funestos na direção do movimento. É antes de tudo a teoria marxista e, logo em seguida, o programa marxista que estudam os processos objetivos do movimento. A estratégia, pois, deve apoiar-se inteiramente nos dados da teoria e do programa do marxismo. ... A tarefa mais importante da estratégia consiste em determinar qual a direção principal que deve seguir o movimento da classe operária, qual a direção que oferece maiores vantagens ao proletariado para vibrar o golpe principal contra o adversário, a fim de alcançar os objetivos fixados no programa. O plano estratégico é o plano da organização do golpe decisivo...


“... A tática é uma parte da estratégia à qual se subordina e à qual serve. A tática não se ocupa da guerra no seu todo, mas dos seus diferentes episódios, das batalhas, dos combatentes... A tática tem, sobretudo, a missão de determinar as formas e os métodos de luta que melhor correspondam à situação concreta da luta em cada momento dado, orientando-se segundo as indicações da estratégia e tendo em conta a experiência da luta revolucionária.”


Podemos tirar dessa passagem a lição de que, ao movimento conservador falta um núcleo de estratégia, a que o professor Olavo denomina como militância. Esse núcleo seria o responsável por teorizar o programa, e determinar a direção que ele seguiria, calculando rotas, êxitos, fracassos, alternativas, alianças, e os determinando para o setor tático – movimentos de rua, sindicatos, jornalistas, lideres sociais, líderes de bairros, conselheiros tutelares, deputados, senadores...


Para referendar o que falo acima, permitam-me usar um pouco mais das palavras do querido professor Olavo:


" Essa é a diferença, no Brasil, entre a esquerda e a “direita”: a primeira quer o poder, a segunda quer apenas mandatos. Mandatos conquistam-se nas eleições; a luta pelo poder abrange um território muito mais amplo. Eleição não é política, é o resultado de uma política preexistente que começa no fundo anônimo e obscuro da sociedade, naquela camada quase invisível onde a hegemonia cultural se traduz como influência sutil exercida sobre as emoções básicas da população.


A esquerda sabe disso, a “direita” não. Os partidos de esquerda marcam sua presença numa variedade impressionante de campos da vida social – escolas, sindicatos, campanhas humanitárias, clínicas de psicoterapia e aconselhamento, telas de cinema, exposições de arte, novelas, programas culturais e educativos da TV, o diabo. A direita só é visível nos comitês eleitorais, às vésperas da votação.”


“... Na elite esquerdista, todo mundo já entendeu há quarenta anos que política é conquista e exercício do poder, e que poder não é outra coisa senão determinar o curso das ações alheias. Poder é fazer-se obedecer. Nunca encontrei um político de “direita” que entendesse isso. Todos usam a palavra “poder” como sinônimo de “governo” e imaginam que terão o poder quando chegarem ao governo... Ninguém chega ao governo se não tem o poder antes disso – o poder consolidado numa massa militante disciplinada, organizada e adestrada para seguir, com o mínimo de atrito, uma linha de comando. Há três décadas digo aos políticos de direita que eleitorado não é militância, eleitorado é uma massa dispersa e amorfa que só entra em ação de quatro em quatro anos. Militância é luta diária, é consagração da vida aos objetivos apontados pela liderança. Militância não se cria da noite para o dia. Ela começa com círculos muito pequenos de intelectuais que, por anos, nada fazem senão discutir e discutir, analisando diariamente, com minúcia obsessiva, uma conjuntura política na qual não têm o mínimo poder de interferir. É do seu debate interminável que emergem, aos poucos, certas maneiras de pensar e falar.

Vamos colocar aqui como exemplo a manifestação da morte de Marielle.


Houve protesto em todos os Estados do país, no mesmo dia e horário, apenas horas depois da sua morte. Eles levantavam cartazes com as mesmas falas, os discursos de ordem vinham de uma equipe que guiava a massa, tinham canções de ameaças, e encenações teatrais quase idênticas. As falas eram coordenadas, devia haver também mapeamento geográfico do local da manifestação, onde eles se concentrariam, onde poderiam confrontar opositores, e caso confrontando, onde seria uma vantagem. Deviam ter uma rota de fuga, caso surgisse imprevisto, como tropa de choque, locais propícios para ocupação e invasão, tempo de permanência nesse local, locais próximos onde conseguissem mantimentos, e, talvez, armas caseiras. Além disso tudo, tinham equipes de cobertura midiática em contato constante, como portais internacionais, jornalistas, presidentes de ONGS, fundações, e, claro, um prévio financiamento.


Podemos dizer que a manifestação dos americanos teve algo assim? Por obvio que a resposta é não. Foi algo avulso, feito às pressas, e com o sentimento de “as coisas não podem ficar assim”. Era uma massa desorganizada, sem tática comum, sem uma estratégia como base, sem ligação de uns manifestantes com os outros. O perigo de uma revolta, não é o “purismo moral” que nos querem fazer engolir, não é a própria revolta, mas sim se ela vai durar, se seus adeptos não se dispersarão, até onde podem ir, e até onde estão dispostos a ir.


O perigo de uma revolta, é começa-la e não saber para onde ela vai.

Então, o sucesso da manifestação americana, ou seu fracasso, dependerá que os norte-americanos olhem para uma revolta não como um “monstro maligno que devorará a todos”, mas a partir de uma consolidação de poder numa massa organizada, dirigida por comitês centrais, difundidos por redes de propaganda, oriundos de discussões de núcleos intelectuais.


O quão bem eles conseguirem sair nessa experiência, ditará os rumos que irá tomar os EUA, mesmo que o Trump perca para “Democracia Nazista” do Biden, sua fraude, ou mesmo seu sistema de Ditadura chinesa.


O poder, como o professor Olavo lembra, não está em uma eleição, mas sim em “criar um poder fora dos cargos públicos, que inventam direitos inexistentes e os impõem a toda a sociedade antes mesmo de consagrá-los em lei.”


Podemos olhar para o BLM, os ANTIFAS, e dizer que o poder real estava com o Trump, com o Capitólio, com a Suprem Corte, ou com todo o caldeirão cultural que estes criaram na mídia, nas universidades, nos corpos estudantis, na classe média alta, nas produções literárias das editoras – veja a lista de livros mais vendidos da Amazon, e com certeza achará livros sobre feminismo, homossexualismo, racismo, no topo da lista – ou mesmo nas gigantes produções de Streaming, carregadas de mensagens – das quais esses movimentos encarnaram.



Voltemos, então, ao livro do Kirk:


“... Podemos chamar de os novos conservadores, por assim dizer. Essa nova horda de dissidentes do Santo Esquerdismo... No passado, todos haviam professado ser socialistas ou esquerdistas de “frases feitas” ... Ora, foi nesse momento que vieram a baila os neoconservadores, proclamando que a política é a arte do possível... Declaram que os Estados Unidos deveriam adotar uma politica externa de promoção dos direitos humanos, em vez da política de interesse nacional; e nos diz, que apenas os governos democráticos são legítimos. Esse é o dogma ideológico dos neoconservadores.


“... Entretanto observam que não devemos rejeitar alianças com estados autocráticos ou autoritários ( em distinção a regimes totalitários) que compartilhem com os Estados Unidos da vontade de resistir ao comunismo”.


Gostaria de chamar a atenção do leitor para esse segundo trecho: não vemos aqui a famosa máxima de tudo que for, no nosso caso, contra o PT é contra o comunismo?

Não foi exatamente isso que fez o Ramos, junto do Fabio Farias, ao dizer que - mesmo o PP, MDB, PDT, DEM, republicanos, PTB, tendo levado as eleições desse ano passado – a esquerda saiu derrotada?


Não é isso que a Damares faz: impor direitos humanos da ONU dentro da legislatura brasileira, por meio de programa de ONU mulher, campanha de cotas para mulheres, privilégios carcerários a população LGBT, ou mesmo prioridade de programa de oportunidade de trabalho para os LGBT, em vez da politica de interesse nacional conservadora?


Falando em Democracia, continua o Kirk:


“A palavra “democracia” passou a se assemelhar a um chapéu velho que todo mundo usa e ninguém respeita... Alguns dos regimes mais opressivos do mundo fingem ser democracias. E, muitas vezes, as democracias não foram alianças perversas entre um demagogo de sucesso e uma multidão gananciosa? ... A maior parte do mundo nunca foi satisfatoriamente democrática no passado, decididamente não é hoje, e não tem nenhuma perspectiva de democracia decente no futuro.”


E aqui poderíamos perguntar: dizer que a democracia é a única legitima, já não seria tirania?


A impor para o mundo, frente a seus interesses como nação, povo, território, liberdade, já não é impor o Nazismo Hitlerista? Afinal, que fez Hitler senão governar editando leis sem autorização do parlamento - leis que poderiam até diferir da constituição.

Podemos realmente olhar para nossos dias atuais e dizer que não vivemos uma “Democracia Nazista”? Não passamos 7 meses trancados em casa, como numa prisão domiciliar, comendo o básico, ou dependendo de renda básica universal, migalha do Estado?


Não vimos a força do Estado Nazista, qual seja: a polícia, espancar senhoras na praça, asfixiar senhores obesos, algemar, e machucar, mulheres, por apenas não usarem uma focinheira? Não fomos obrigados a usar uma coleira, tal qual os escravos, e se não a usássemos não poderíamos sequer alimentar nossas casas, já que nem em farmácias ou mercados poderíamos entrar?


Não vimos pessoas serem assassinadas, pelos Estados, sufocando-as, em casa, sem tratamento, com diversas comorbidades, e as mandando procurar o hospital apenas se sentissem falta de ar? “Fique em casa, e morra em casa” diz a elite Nazista assassina, ao pobre, que eles querem matar por ser pobre.


Não vemos essa milícia, assassina, da quarentena nos impor uma vacina obrigatória, tal qual Hitler mandava os Judeus a câmara de gás? Não vemos o genocídio de pobre acontecer diante dos nossos olhos? Tome vacina, e fique, possivelmente infértil, ou passe fome - sem poder ter direitos humanos.


Não é de se admirar que o Mike Pence diga que: “A violência e a destruição que estão ocorrendo no Capitólio dos Estados Unidos devem parar e isso deve parar agora. Todos os envolvidos devem respeitar os policiais e deixar o prédio imediatamente.”

Não é de se admirar que quase todos os Republicanos abandonem o Trump, e, sobretudo, o cidadão americano que luta pela liberdade, porque, no fim, eles fazem parte de um mesmo sistema: a “Democracia Nazista”.


Finalizo este meu artigo relembrando a citação inicial.


Uma democracia não é válida por sua instituição, leis, território, mas sim pela convicção de seu povo de ter um governo justo, honesto, que favoreça a liberdade e o desenvolvimento da nação. Onde isso não existir, chamem como quiserem, elejam quem quiserem, façam o teatro que quiserem, ela será apenas a tirania da “Democracia Nazista”.