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  • Amandaverso

Distrito escolar dos EUA altera política para proibir uso de máscara com a frase "Jesus me ama"

Uma escola primária do Mississipi (EUA) proibiu, de forma retroativa, expressões religiosas em máscaras faciais, um dia depois de ordenar a um aluno que removesse sua máscara com o escrito "Jesus me ama", de acordo com um processo federal aberto na segunda-feira (02) contra o Distrito Escolar, o Conselho de Educação e funcionários individuais.


Investigações mostram que a política de máscaras foi modificada online menos de uma hora depois que a mãe da aluna Lydia Booth ligou para a escola exigindo saber por que ela foi obrigada a remover sua máscara religiosa no dia anterior.



Uma assistente de professora na Simpson Central School disse a menina, em 13 de outubro, que ela deveria usar uma máscara diferente depois que a diretora da escola, Antoinette Woodall — uma das rés, "a encarou durante uma das aulas".


Segundo consta no processo, Woodall olhou para a máscara, "piscou" para a aluna "e depois saiu".


A família Booth afirma que alunos e professores foram observados usando máscaras com mensagens expressivas, como "Black Lives Matter" e logotipos de times esportivos.


Antes do dia 14 de outubro, o único regulamento para as mensagens nas máscaras, era o código de vestimenta dos alunos, que proíbe todas as "roupas que anunciam bebidas alcoólicas ou cultura de drogas, roupas com linguagem ou gestos obscenos ou roupas de qualquer natureza sugestiva."


A mãe da aluna Jennifer Booth ficou perplexa com a ordem dada a sua filha em 13 de outubro, já que Lydian havia usado a mesma máscara "várias vezes" antes. Mesmo quando um dos professores da criança disse em 08 de outubro que ela não podia usar a máscara, ele não a obrigou a mudar.


A mãe da aluna então perguntou no Facebook se algum de seus amigos estava ciente de tal política, já que ela não conseguiu encontrá-la em nenhuma lugar. Após a postagem, a diretora Woodall contatou a mãe e novamente afirmou que a regra de encontrava no código de vestimenta do aluno, o que provou ser uma mentira. Ao ser respondida pela mãe que a norma não impedia mensagens religiosas, a diretora informou que entraria em contato com o superintendente assistente Robert Sanders "para obter a política específica".


Jennifer Booth então consultou a Lei de Liberdades Religiosas dos Estudantes do Mississipi, que afirma que nenhum distrito escolar local pode discriminar estudantes com base em sua expressão de perspectivas religiosas.


Na mesma tarde do dia 13 de outubro a senhora Booth enviou um e-mail para a diretora, exigindo um pedido de desculpas e o direito da filha de usar a máscara. Como não obteve resposta, ela enviou um e-mail ao superintendente Sanders e, menos de uma hora depois, a política foi modificada online com a seguinte linha: "Expressões políticas, religiosas, sexuais ou inapropriadas não são permitidas na máscara."


Ao questionar o superintendente como a política da máscara pode ser diferente da política da camiseta, Sanders respondeu que a diferença é que a "mensagem está bem na sua cara com uma máscara".


A Alliance Defending Freedom (ADF) uma organização cristã conservadora americana sem fins lucrativos com o objetivo declarado de defender, treinar e financiar as questões de "liberdade religiosa, santidade de vida, casamento e família", está representando a menina de nove anos e seus pais, Matthew e Jennifer Booth.


Em sua argumentação no processo, a defesa alega que, ao impedir que Lydia expresse suas crenças religiosas, o distrito escolar viola seus direitos da Primeira e Décima Quarta Emenda da Constituição.


Essa "censura" que isenta "máscaras e camisas com mensagens seculares é discriminação de ponto de vista". Não é "estreitamente adaptado para servir a um interesse significativo do governo e não deixa canais alternativos de comunicação abertos", conforme exigido pela Constituição.


O processo contra a censura e afronta à liberdade religiosa movido pela família Booth, busca medidas cautelares, declaratórias e danos nominais contra o Distrito Escolar do Condado de Simpson e o Conselho de Educação.


"Enquanto os administradores escolares enfrentam desafios para ajudar os alunos a navegar na vida escolar durante uma pandemia, esses funcionários simplesmente não podem suspender a Primeira Emenda ou escolher arbitrariamente as mensagens que os alunos podem ou não expressar", disse o advogado do caso, Michael Ross, em comunicado à imprensa.


"Lydia Booth merece igual oportunidade de expressar pacificamente suas crenças", concluiu ele.


Procurados pela imprensa, nenhum réu quis se manifestar.


* O congresso não deverá fazer qualquer lei a respeito de um estabelecimento de religião, ou proibir o seu livre exercício; ou restringindo a liberdade de expressão, ou da imprensa; ou o direito das pessoas de se reunirem pacificamente, e de fazerem pedidos ao governo para que sejam feitas reparações de queixas


Com informações do The College Fix e colaboração de Natan Dalla Rosa