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DIZ O LEITOR: Sacrifício Improlífico.



Existe uma realidade que nós católicos estamos perdendo, a de que os padres têm poder. Não um poder simbólico como líder popular, não um poder místico inalcançável como os signos - tão defendidos pelos jovens místicos-, mas um poder real e presente em nosso dia-a-dia.


De imediato padre tem o poder de perdoar nossos pecados, o preço de nossos pecados é o sangue de Cristo, é com ele que somos perdoados e é com ele que o sacerdote nos banha após cada confissão.


Dentre outros, o poder mais precioso de um sacerdote é o de consagrar a hóstia e o vinho, tornando-os corpo e sangue. Toda missa é o sacrifício salvífico de Cristo, a separação abrupta do corpo e sangue (presenciada nos momentos distintos para consagração do corpo e sangue) age em remissão de nossos pecados, em toda missa Cristo sangra e é sacrificado por nós para nossa salvação.


Infelizmente alguns de nossos sacerdotes parecem ter perdido essa realidade própria do ordenamento, vemos padres largando a batina e buscando candidatura à cargos políticos. Ora, é uma questão de lógica básica que a ação divina é muito mais importante em nossa realidade do que a ação humana, a realidade que vivemos é o próprio Deus, o ar que respiramos tomamos Dele, a palavra dele é a própria realidade.


Largar essa realidade, abandonar o poder divino investido por Deus, buscando candidatura politicas, nada mais é do que a perda da crença em Deus. É desacreditar na ação divina e eterna e substitui-la pela ação humana efêmera, é a substituição do Deus vivo por um deus signo místico líder popular – ou Lênin se preferir. O homem-sacrifício sacrifica Deus no altar imanente da fé política.


Por Matheus Galletti - twitter @MatheusGalletti