• Amandaverso

Eleições americanas e o mau-caratismo jornalístico.




Uma matéria sobre Joe Biden publicada no site da Jovem Pan faz revirar o estômago de qualquer pessoa que esteja acompanhando as eleições americanas. A começar pelo título que diz: "Biden se apoia em trajetória política sem escândalo."


Um texto extremamente tendencioso que parece ter sido escrito pelo próprio Biden, pois não cita em nenhum parágrafo o acordo com a Ucrânia, onde um ex-procurador ucraniano acusa Joe Biden de exercer pressão no país.


Não precisamos nem nos inteirar de todas as falcatruas e que o ex-procurador sofreu pressão porque a investigação estava centrada no grupo de gás ucraniano Burisma, do qual Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente democrata americano, integrava seu Conselho de vigilância.


Como bom jornalista, o autor da matéria só "precisava se lembrar" que Donald Trump foi acusado pelos democratas de abusar do poder por exigir que a Ucrânia iniciasse uma investigação por corrupção sobre as atividades de Biden no país europeu. Ou será que o jornalista tirou férias do mundo quando o presidente dos EUA passou por um processo de impeachment? Já antecipo ao jornalista, quase um ano depois do ocorrido, que Trump foi absolvido.


"O pensamento comum dos empregados em jornais é que eles constituem, formam o pensamento do nosso país, e não só o formam, mas "são a mais alta representação dele.". Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto - publicado em 1909 e extremamente atual.

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