slider-1.png
  • Shock Wave News

ESG: A Revolução Socialista chegou na Faria Lima – e você não percebeu

Atualizado: Ago 25

Por Redação


A Agenda 2030 da ONU está presente em 100% das empresas brasileiras.


Não há mais escapatória: os mercados de capitais brasileiros foram tomados por regras impositivas que instalaram no capitalismo brasileiro, uma verdadeira revolução socialista, embaixo dos olhos de todos.


Nada foi feito e a destruição “de dentro para fora” está concluída.


E essa Revolução Socialista-Empresarial atende pelo nome de ESG, abreviação para Environmental, Social & Governance.


Explicamos.


As empresas são formadas pela iniciativa livre de seus sócios. Pessoas com recursos aplicam esses valores para contratar outros e produzir bens e serviços para a sociedade como um todo.


De que forma a empresa vai ser administrada é assunto que, até pouco tempo atrás, dizia respeito unicamente a essas pessoas que investiram seus recursos no projeto inicial da empresa e a ninguém mais.


Na Revolução Russa, com a criação da URSS, o governo passou a ter ingerência direta nas empresas, segundo dispunham os arts. 4º e 11 da Constituição da URSS.


Essa separação entre o âmbito do Estado e da propriedade privada é da essência do capitalismo.


Dos anos 1990 em diante, os Planos Políticos, que antes eram um “Plano de Estado da economia socialista”, passaram à custódia de ONGs subsidiadas por governos e por entidades supranacionais.


Essas ONGs passaram a atuar no lobbying, junto aos parlamentos de vários países, para incutir normas de seu interesse.


E assim o Estado, que era capitalista, por meio da socialdemocracia e das manias de intervencionismo e keynesianismo, foi as poucos e ao longo das décadas se tornando socialistas de fato.


O Brasil é hoje um Estado socialista de fato.


O último passo dessa revolução seria tirar desses sócios que detinham a maioria das ações das grandes companhias, os acionistas controladores, o seu controle de fato.


Assim, os acionistas seguem donos e recebendo os seus polpudos dividendos, mas as decisões não são tomadas mais ao âmbito de gestão desses acionistas. Suas empresas são coalhadas de soviets que atendem pelo nome de “conselhos”, “comitês” e por ai vai.


Hoje quem manda nas empresas não são mais os acionistas, são esses “comitês”.


Os acionistas apenas fornecem uma primeira parcela de investimento e os fundos de ações, condomínios organizados por agentes do mercado de capitais que compram as ações dessas empresas na bolsa e as “guardam” em fundos de investimento, cujas quotas são compradas por cidadãos comuns. Mas não são esses cidadãos comuns que interferem na política interna das empresas. São esses “gestores de fundos” que, de mãos dadas com os lobistas de ONGs, impõe as empresas que adotem regras não previstas em lei ainda, sob pena de ter os recursos desses fundos estancados.


Uma empresa, ao longo de sua vida corporativa, não consegue sobreviver apenas do dinheiro de seus investidores iniciais e de seus controladores – ela vai precisar de dinheiro de bancos e desses “investidores de fundos” para novos projetos, expansões de parque industrial e etc.


Logo, esses fundos condicionam a entrega dos recursos a condições especiais de gestão que essas empresas devem adotar.


Essas condições estão ligadas basicamente a regras de meio-ambiente (Environmental), políticas identitárias e de diversidade, com quotas raciais, de gênero e a adoção de políticas GLS/LGBT, além de programas voltados ao incentivo ao feminismo (social) e, por fim, medidas de constrangimento à responsabilidade dos diretores e acionistas controladores com a extensão dos seus deveres fiduciários para além do previsto na lei, sobretudo na preocupação com ideologias racialistas e gayzistas (governance).


Esse câncer entrou nas empresas anos atrás por intermédio da explosão da ferramenta do Compliance como forma de coibir ações de corrupção – no auge do lavajatismo a moda de cobrar diretores e acionistas controladores por melhoras na governança logo ganhou temas associados ao feminismo e as políticas GLS/LGBT.


De imposição paralegal para uma ameaça financeira foi apenas um passo.


E assim os investidores passaram a impor às empresas que, se não adotassem a Agenda ESG e a Agenda ONU2030, os empréstimos seriam mais caros e, em alguns casos, sequer sairiam.


Grandes bancos como Bradesco, Itaú e sobretudo Santander, transformaram a ESG em condições para que as empresas não quebrassem.


Todos cederam.


Os fundos vieram depois, criando “selos ESG”.


O que são esses “selos”?


Vem uma ONG qualquer e faz uma “auditoria” para ver quantos gays, lésbicas, travestis, negros, índios e que tais existem no quadro de funcionários dessas empresas. Depois eles analisam quantos estão em cargos de comando. Analisam também a paridade homem/mulher em cargos de direção.


Analisam depois as práticas de gestão ambiental.


Se a empresa presta um serviço que nada tem a ver com “meio-ambiente”, ela “resolve” isso doando dinheiro para causas relacionadas a esse tema.


No aspecto governance, analisam os “comitês” e “conselhos” e investigam se esses soviets estão investidos do poder necessário para implementar as políticas de social e environmental.


Após a auditoria a ONG dá uma “nota” a essa empresa (igual faziam na época do ISO9000) e permitem que essas empresas ostentem um “selo de aprovação” e saiam no mercado dizendo “a ONG tal me aprovou”.


Com essa aprovação, os empréstimos mais baratos, subsidiados e um acolhimento maior a empresas que se enquadraram nesse universo é pleno.


Quem não se enquadra é estrangulado financeiramente, pois a contrapartida de não adotar tais medidas é sofrer ações, fiscalizações, batidas policiais, uma supervisão mais rigorosa da Receita e por ai vai. É o nível empresarial do que já explicamos em outro texto e que se chama lawfare.


O governo Bolsonaro, por meio da pessoa do Ministro Paulo Guedes, no uso de suas atribuições e de seus instrumentos (como a própria Receita Federal, a CVM, o Bacen e o BNDES) deveria combater essa feroz cruzada anticapitalista.


É isso que o Ministério da Economia vem fazendo?


Não.


Adivinhem...


O ME vem fazendo justamente o oposto e acelerando essa agenda de forma insana.


Essa semana o BNDES lançaram um programa de crédito de 1 bilhão de reais para empresas ESG, sobretudo aquelas voltadas a ações ambientais. O lançamento desse crédito que estimula o socialismo nas empresas está agendado para ocorrer em um evento nesta segunda-feira, dia 9, na sede do BNDES.


A CVM, por sua vez, já vem trabalhando nessa agenda há mais tempo.


Ao menos desde 2020, quando a CVM passou a integrar a Rede Brasil do Pacto Global da ONU, as regras ESG entraram na reforma da Instrução CVM 480 e tornarão obrigatórias a todas as companhias abertas políticas de divulgação de suas práticas ESG.


Em 2020 a CVM fez um evento totalmente voltado ao tema .


A nota da CVM destaca: “Essa é uma iniciativa da Nações Unidas (ONU) com foco em mobilizar a comunidade empresarial na adoção e promoção, em suas práticas de negócios, de Dez Princípios universalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. Com a criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o Pacto Global também tem a missão de engajar o setor privado nesta nova agenda”.


Aqui, “engajar o setor privado nessa nova agenda” significa “obrigá-lo a entrar no jogo socialista sob pena de exclusão e cancelamento”.


O governo eleito, que deveria proteger o empresário dessa investida, deliberadamente a promove como nunca dantes em nossa história – nem no governo Dilma isso avançou dessa forma.


Na mesma nota a CVM salienta: “Nosso ingresso no Pacto Global demonstra o comprometimento do regulador com essa agenda e o empenho contínuo para promover o desenvolvimento do mercado em bases cada vez mais sólidas e transparentes” (grifamos).


E em 2020 estávamos assim: “a CVM é o primeiro regulador brasileiro a ser admitido no Pacto Global e passará a ter ferramentas que contribuirão para ampliar o envolvimento da Autarquia com os temas de sustentabilidade e com as discussões na área. Também poderá participar em programas locais e internacionais. As ações serão conduzidas de forma efetiva, reforçando nosso compromisso como regulador e apoiando os 10 princípios universais enfatizados pelo Pacto com relação a direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção”. E continua: “Já são mais de 16 mil participantes na iniciativa, em quase 170 países, contando com mais de 1.100 membros no Brasil (rede local que mais cresceu em 2020).”


Sobre o Pacto Global que o governo brasileiro já integra desde 2020, vide aqui.


A respeito do subitem ESG, vide aqui .


Mas, sabemos, isso são apenas “enunciados” bonitos. É necessário entender o conceito de ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. São 17 itens.


Basicamente os ODS ligados aos enunciados ESG e do Pacto Global determinam: “Esse é um esforço conjunto, de países, empresas, instituições e sociedade civil. Os ODS buscam assegurar os direitos humanos, acabar com a pobreza, lutar contra a desigualdade e a injustiça, alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento de mulheres e meninas, agir contra as mudanças climáticas, bem como enfrentar outros dos maiores desafios de nossos tempos. O setor privado tem um papel essencial nesse processo como grande detentor do poder econômico, propulsor de inovações e tecnologias influenciador e engajador dos mais diversos públicos – governos, fornecedores, colaboradores e consumidores.”


O Objetivo 3, por exemplo, trata de “Saúde e Bem Estar” e no seu item 3.7, aparece lá a sua estreita relação com a Resolução 617, que denunciamos recentemente neste canal: “Até 2030, assegurar o acesso universal aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, incluindo o planejamento familiar, informação e educação, bem como a integração da saúde reprodutiva em estratégias e programas nacionais”. Quem já está treinado no vocabulário dessa gente sabe exatamente o que significa saúde sexual e reprodutiva (“incluindo planejamento familiar”) – eles estão falando ai de aborto.


Eis, leitor, leitora, uma breve história do fim do capitalismo no Brasil; produto de um governo pseudo-conservador e que teria sido eleito para atrasar isso e não acelerar.



7 comentários