• Shock Wave News

Estudante "transgênero" não pode ser diretor de diversidade porque agora é um homem branco


Um estudante do Wellesley College que nasceu mulher e acabou decidindo se identificar como um homem foi impedido de ser o oficial de diversidade de classe porque agora é um homem branco.


Timothy Boatwright nasceu menina e marcou a opção "feminina" ao se inscrever na escola só para mulheres de Massachusetts, de acordo com um artigo do New York Times. Mas quando ele chegou lá, ele se apresentou como uma pessoa “gêneroqueer masculino de centro” chamado “Timothy” (o nome que ele escolheu para si mesmo) e pediu que usassem pronomes masculinos ao se referir a ele.


E, ao que tudo indica, Boatwright se sentiu bem-vindo no campus - até o dia em que anunciou que queria se candidatar ao cargo de coordenador de assuntos multiculturais da escola, cujo trabalho é promover uma "cultura da diversidade" no campus.


Alguns estudantes pensaram que permitir que Boatwright ocupasse o cargo apenas perpetuaria o patriarcado. Eles se opuseram tanto que, quando os outros três candidatos (todas mulheres de cor) desistiram, eles iniciaram uma campanha anônima no Facebook encorajando as pessoas a não votarem para impedi-lo de ganhar o cargo.


Achei que ele faria um trabalho perfeitamente bom, mas parecia inapropriado ter um homem branco ali”, disse o estudante por trás da chamada “Campanha para Abstenção”.


Não se trata apenas dessa posição”, acrescentou o aluno. “Ter homens em posições de liderança eleita mina a ideia de que este seja um lugar onde as mulheres são as líderes”.


Boatwright disse ao Times que seus amigos do colégio sabiam que ele era transgênero, mas ele se identificou como uma mulher na inscrição para Wellesley porque não queria que sua mãe soubesse. Claro, Wellesley também é uma escola feminina, e “parecia estranho escrever um ensaio de candidatura para uma faculdade feminina explicando por que você não era mulher”, disse ele.


Precisamos comentar algo? Creio que não.