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  • Shock Wave News

Familiares de internados no Hospital de Campanha são obrigados a lavar roupas dos pacientes



A reportagem feita pelo site sb24horas alerta que familiares de internados do Hospital de Campanha para infectados pela COVID-19 em Santa Bárbara d´Oeste, localizado no Campus da Unimep, vem sofrendo com a falta de estrutura do local.


Segundo familiares, os próprios tem que levar as roupas para serem lavadas em suas casas. O fato é que por estarem com COVID-19, essas roupas deveriam ser lavadas na lavanderia do Hospital.



O pessoal da Direita Fiscaliza fez uma investigação “in loco” questionando a administração sobre o tema e repassou essas informações para a reportagem do SB24Horas e a Shock Wave News. A orientação da Secretaria de Saúde consiste na troca de rouparia, a enfermagem coloca as roupas sujas dos internos que estão em setor de isolamento biológico em sacolas e devolvem para que seja lavado na residência dos familiares.


O protocolo adotado pela administração Denis Eduardo Andia, expõe os familiares dos pacientes ao perigo de contaminação, uma vez que as roupas são utilizadas no Hospital de Campanha Covid-19, local altamente contaminado com vírus. Além disso, a equipe Direita Fiscaliza apurou que a conduta para profissionais de Saúde é a mesma, os funcionários que trabalham nos setores de contaminação Covid-19, não tem disponibilidade de banho ao sair dos plantões e não existe local apropriado para lavagem das suas roupas. Se um enfermeiro utiliza transporte público para se deslocar, ele é obrigado a ir para sua residência com a roupa de trabalho.



Um “modelo” que não funciona

O Hospital de Campanha de Santa Bárbara d´Oeste deu indícios que não era 100% funcional, quando o prefeito municipal solicitou ajuda ao governador João Doria para que se fosse levado pacientes de Santa Bárbara d´Oeste para o Hospital de Campanha do Ibirapuera. Além de barrar vereadores que tentaram fiscalizar o local, a prefeitura sempre ocultou a estrutura real do espaço, gerando dúvidas nos barbarenses.

Vereadores tentam fiscalizar sem sucesso

Alguns vereadores montaram uma “Comissão de Representação Covid-19” que até o momento não fiscalizou nada do Hospital de Campanha. São vários pedidos de reuniões que até o momento não surtiram nenhum resultado positivo. A comissão é composta por 5 vereadores, sendo 3 representantes da base da administração municipal. Presidida pelo vereador Valdenor de Jesus Gonçalves Fonseca, o Jesus Vendedor (Avante), a comissão ainda conta com a participação dos vereadores Antônio Carlos Ribeiro, o Carlão Motorista (Republicanos); Celso Luccatti Carneiro, Celso da Bicicletaria (MDB); Joel Cardoso, o Joel do Gás (PV); e Marcos Rosado (PL).

Secretária de Saúde confirma que familiares de pacientes do HC levam roupas sujas para lavar em casa; movimento considera crime contra saúde pública.



Durante Audiência Pública de Saúde realizada dia 27 de Maio, a secretária de Saúde, Lucimeire Rocha, confirmou que as famílias dos pacientes internados com Covid-19 no Hospital de Campanha, no campus da Unimep, levam as roupas sujas para serem lavadas nas residências.


Lucimeire fez a confirmação ao ser questionado pelo vereador Eliel Miranda (PSD). Essa denúncia havia sido feito em setembro do ano passado pelo movimento Direita Fiscaliza. Segundo o integrante Júnior Velozo, essa atitude configura crime contra a saúde pública e prometeu registrar um boletim de ocorrência contra o município.


Ao ser indagada por Eliel, Lucimeire declarou que a lavagem das roupas dos funcionários da saúde, a Prefeitura mantém contrato com a Santa Casa. “A roupa dos pacientes, são roupas deles, então toda vez que eles trocam, a família leva diariamente, tem um horário que levam roupa limpa e leva embora roupa suja dentro de um saquinho branco com orientação de como que é pra fazer, lavar individualmente, e assim vem dando certo, não vem dando problema nenhum”, informou.


A responsável pela pasta de Saúde explicou que “esse procedimento acontece em todos os hospitais, inclusive Unimed. Porque não tem como você levar uma roupa individual sua para lavar numa lavanderia. Como vou saber se o shorts é seu, a calcinha ou cueca é sua?”, perguntou. Lucimeire disse que muitas vezes o paciente não quer ficar com avental, ele não aceita, é questão de conforto.


“O que a gente tenta fazer, inclusive no Eistein, no Sírio-Libanês fazem dessa forma. A gente procura fazer com que o paciente não fique ansioso para não prejudicar a questão da própria respiração dele. Esse é um procedimento de todos os hospitais. Eu fiquei internada com Covid num hospital e meu marido todo dia ia buscar a roupa usada e levar a limpa”, contou.


Por fim, Lucimeire questionada sobre quem está com Covid em casa, tem que lavar as roupas separadamente, ela informou que a questão do avental os hospitais até tentam colocar, mas os pacientes não querem usar por causa do desconforto.


CRIME


A Secretaria confessou a lavagem das roupas por familiares *e afirmou que roupas do hospital de campanha COVID-19 não transmitem coronavirus.*


Ao mesmo tempo durante a pandemia a cidade investiu mais de *5,5 milhões* para higienização de superfícies em espaços públicos.


Ainda no portal de transparência, a prefeitura de Santa Barbara d'Oeste-SP declarou contratos que ultrapassam 3,5 milhões para empresa ECOSYSTEM no período de 2020/21, para HIGIENIZAÇÃO E DESINFECÇÃO DE LOCAIS PÚBLICOS ÁREAS EXTERNAS.


Júnior Velozo, do movimento Direita Fiscaliza, não concorda com Lucimeire de que é normal esse procedimento e que ela mentiu para os vereadores. “Hoje aconteceu a confissão da secretária de crime contra a saúde a população de Santa Bárbara d’Oeste, ela contou um monte de mentiras, mentiu para os vereadores, que em todos os hospitais os familiares levam roupas dos pacientes para lavar em casa. É um material altamente contaminado e a Anvisa pede para que não haja disseminação da doença em casa, as pessoas não têm experiência, às vezes, não têm máquina de lavar, têm que lavar nas mãos. É uma vergonha e os vereadores receberam a denúncia e não tratam o assunto como prioridade”, afirmou.