• Saul Berenson

Hezbollah não quer se envolver no conflito em Gaza

O grupo terrorista libanês e seu principal financiador, o Irã, não querem prejudicar as negociações em Viena, referente ao acordo nuclear da era Obama ressuscitado pela administração Biden

Embora o Hamas e a Jihad Islâmica em Gaza terem convocado os árabes "palestinos" nos assentamentos ao sul do Líbano, o grupo terrorista Hezbollah não tem interesse estratégico algum em lançar ataques contra o Estado de Israel ou provocar qualquer tipo de agressão coordenada na fronteira do Líbano com o Estado judeu. Ou, ao menos é isso que parecem demonstrar.


Ainda segundo o jornal israelense Yedioth Ahronoth, uma autoridade libanesa disse em uma entrevista ao jornal Al-Sharq Al-Awsat que "a situação na fronteira com Israel permanecerá sob controle porque o Hezbollah não tem interesse em expandir o conflito".


Segundo o jornal saudita Arab News o vice-presidente da Confederação Geral do Trabalho do Líbano, Hassan Fakih, alertou contra "levar o país ao caos total que vai acabar com o que sobrou do Líbano". Fakih disse que “as coisas no Líbano chegaram a um nível insuportável, pois a situação econômica se tornou uma ameaça real para todas as classes de pessoas”, acrescentando que o povo “ultrapassou o limiar da pobreza graças às políticas do sistema político que dirige o país há muitos anos”.


Isso porque um ataque do Hezbollah ao Estado de Israel levaria a uma resposta forte de Netanyahu contra o Líbano, o que acabaria por devastar ainda mais o país que já vive em uma situação de guerra civil. Por outro lado, como o Hezbollah é financiado pelo Irã, um ataque vindo do norte seria considerado como um ataque direto do Irã contra Israel, e por ora isso não seria positivo para o país persa.


É que com a vitória contestada de Joe Biden nos EUA, os acordos firmados por Obama e enterrados por Trump voltaram às mesas de negociações. Por isso a cautela estratégica do Hezbollah e Irã, que esperam um acordo vantajoso que lhes renda bilhões de dólares como havia sido feito na administração de Barack Hussein Obama. E para isso acontecer a criancinha tem de se comportar.