• Evandro Pontes

Intolerance


The Birth of a Nation, um retrato espetacular dos EUA, levou Griffith, durante aquele governo do democrata Woodrow Wilson a um verdadeiro cancelamento.


Wilson venceu as eleições contra Taft, que tentava um 2o Mandato. Já falei sobre ele alhures: o republicano era ex-juiz da Suprema Corte e lá foi um dos primeiros a lutar contra o establishment dos grandes empresários que fundavam, naquela época, as primeiras instituições globalistas.


Taft relatou o famoso caso de Addyston Pipe lutando contra monopólios e cartéis de saneamento básico. A presidência de Taft deu sequência ao seu trabalho como juiz e foi durante seu mandato que o famoso caso da Standard Oil, julgado no mesmo dia do caso da American Tobacco, ambos com votos memoráveis de Harlan, colocou Rockfeller de joelhos.


As urnas foram implacáveis com Taft e Wilson foi eleito.


Wilson é o criador da "Liga das Nações", o embrião da ONU. Wilson também foi um dos mais profundos entusiastas do globalismo, sabendo retribuir bem o apoio que recebeu de Rockfeller. Quem leu Hazony entenderá bem isso.


Foi exatamente na presidência de Wilson que Griffith foi censurado. Para tratar dessa censura, lançou Intolerance, um dos mais fabulosos filmes do cinema mudo de todos os tempos. Quem não assistiu, viveu menos, quem já viu, fez bom uso de algumas horas da vida.


Griffith tornou-se uma das mais influentes peças de estudo de Sergei Einseinstein, o cineasta oficial do leninismo (Einseinstein mesmo conta isso em sua obra A Forma do Filme).


Griffith pautou até a esquerda.


Hoje os conservadores precisam mais de gente como Griffith do que de políticos como Theo Roosevelt, que pouco contribuiu para que os republicanos voltassem e Harding vencesse 4 anos depois o favorito Cox, apoiado por Wilson.

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