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Irrefutável

Por Lion Maurício


"Que não apenas Deus mandou seu filho e o fez assumir a forma de homem. Mas pensando em nós, homens da civilização da imagem, Ele criou uma fotografia e a manteve escondida por todos esses séculos, e quando chegou o momento certo para que pudesse entender o sentido deste tesouro escondido, Ele o revelou."

Claudio Sorgi


O Sudário de Turim: foto da face, à esquerda o positivo, à direita o negativo com contraste realçado. Créditos: domínio público



O Santo Sudário é único, não existe outro no mundo. Ele não é somente o objeto mais estudado da história, também deu origem a uma nova disciplina científica, a sudariologia, além de atestar os relatos literários dos evangelhos.


O Santo Sudário documenta um homem de frente e costas, de 1,84m a 1,87m de altura, de porte atlético, de corpo brutalmente torturado, contendo mais de 120 golpes do chicote romano Flagrum, sendo que pela lei judaica, o limite era de 39 golpes. Ou seja, o limite não foi respeitado, porque tratava-se de uma flagelação romana, sentenciada por Pôncio Pilatos.


O artefato também documenta que neste homem havia uma marca do lado direito do tórax próxima da costela, indicando perfuração devida a grande quantidade de sangue existente no local, que escorreu para as costas. Ele estava com o rosto inchado, principalmente em seu lado direito, porém com uma serenidade majestosa em sua face, de olhos fechados, emoldurado de barba e cabelos longos, com marcas de sangue por toda a cabeça, como se tivesse portado um capacete de espinhos.


A fascinante imagem no lençol de linho é feita de sangue humano, especificamente do tipo sanguíneo AB, o mesmo tipo sanguíneo do milagre eucarístico de Lanciano. O fenômeno, ocorrido no século VIII por volta do ano 700, no qual ocorreu a transformação da hóstia em carne, que foi reconhecido oficial e definitivamente pela Igreja Católica em 1971.


Uma imagem sem nenhuma referência com os estilos pictóricos de nenhuma época, nem românico, nem bizantino, nem gótico. Não é pintada, nem impressa, não é uma pirogravura, nem existe nela pigmentos ou corantes usados por pintor, não há material orgânico e não é uma imagem gerada pelo contato com um baixo relevo aquecido. Para vê-lo e entendê-lo, é preciso manter uma certa distância; ao aproximar, nada se vê. A imagem desaparece, motivo pelo qual nenhum pintor teria pintado algo que nem ele mesmo pudesse ver.


Barry Schwortz, pesquisador e fotógrafo oficial do Projeto de Pesquisa do Sudário de Torino, conduziu o primeiro exame científico do artefato em 1978, cujas fotos o levaram às seguintes observações: "Temos sangue verdadeiro, comprovado cientificamente. Temos uma imagem que não é nem pintada, nem, fotografada, nem queimada, nem de maneira alguma feita por mãos humanas, a imagem no lençol não foi fabricada. Isto quer dizer, ela não foi feita para nos enganar."


O Sudário foi fotografado pela primeira vez por Secondo Pia, em 28 de maio de 1898, que ao revelar a foto em sua câmara escura, viu que a imagem da chapa era muito mais nítida que a olho nu. O Sudário se revelou um negativo fotográfico que se torna positivo quando a máquina fotográfica inverte o claro-escuro, conforme explicado por Barry:


"Quanto mais o corpo está próximo, mais a imagem é escura, quanto mais ele está longe, mais a imagem é clara. Ela se formou à distância do corpo, então a imagem não vem apenas de um contato. Ela também se formou à distância do corpo, assim as diferentes distâncias entre o corpo e o tecido produziram as diferenças de densidade da imagem. Quando nós olhamos com VP8, nós vimos o relevo natural de um corpo humano. Então, como produzir uma tal imagem? Não podemos reproduzi-la, é a única imagem no mundo que contém essa informação tridimensional. É interessante constatar que depois todo nosso estudo, podíamos dizer o que ele não é, não é nenhuma pintura, uma fotografia, uma queimadura, uma gravura, uma fricção, mas não podíamos responder a única questão que tínhamos; como a imagem se formou?"

O Santo Sudário resistiu a dois incêndios: um em 4 de dezembro de 1532 em Chambéry, na França, no qual a imagem do corpo não foi afetada — e que as irmãs clarissas cuidadosamente restauraram seu entorno em 1534; o outro incêndio foi em 1997, em Turim (Itália), onde estava desde 1578 até hoje. O Santo Sudário é uma manifestação de luz, que só pode ser explicada a partir de dentro do corpo, como explica São João Paulo II:


"O Sudário é provocação à inteligência. Ele requer, antes de tudo, o empenho de cada homem, em particular do investigador, para captar com humildade a mensagem profunda enviada à sua razão e à sua vida. O fascínio misterioso exercido pelo Sudário impele a formular interrogativos sobre a relação entre o Linho sagrado e a vicissitude histórica de Jesus. Não se tratando duma matéria de fé, a Igreja não tem competência específica para se pronunciar sobre essas questões. Ela confia aos cientistas a tarefa de continuar a indagar, para chegar a encontrar respostas adequadas aos interrogativos conexos a este Lençol que, segundo a tradição, teria envolvido o corpo do nosso Redentor quando foi deposto da cruz. A Igreja exorta a enfrentar o estudo do Sudário sem posições preconcebidas, que dão por comprovados resultados que tais não são; convida-os a agir com liberdade interior e solícito respeito, quer pela metodologia científica, quer pela sensibilidade dos crentes. O que, sobretudo, conta para o crente é o fato de o Sudário ser espelho do Evangelho."

Este simples texto trata somente de uma introdução provocativa, para que se venha assistir aos dois documentários no YouTube. Os links estão adicionados nas referências*.



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*Referências:


https://m.youtube.com/watch?v=6OfVhzrSdxo

https://m.youtube.com/watch?v=s51X19CwlMQ

https://pt.aleteia.org/2019/06/24/os-milagres-e-a-ciencia-confirmaram-juntos-o-tipo-sanguineo-de-jesus-cristo/

https://www.gotquestions.org/Portugues/Verbo-se-fez-carne.html

http://www.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/speeches/1998/may/documents/hf_jp-ii_spe_19980524_sudario.html