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Jornalista profissional e sua relação indecente com a mentira


Por Zaraba Oliveira, jornalista sem “diproma”


JORNALISTA PROFISSIONAL! É assim que se apresenta todo aquele ou aquela que fez faculdade de comunicação e tem a carteirinha do sindicato cutista com a marca d'água "profissional" para diferenciá-lo daqueles que fazem a mesma coisa, mas não tem o tal "diproma". É uma redundância, já que quem se dedica a esta tarefa tem como profissão o jornalismo. E é um escárnio por se autoproclamar arauto da verdade e da excelência na transmissão de fatos em detrimento daqueles que fazem o mesmo - e até melhor! -, por não terem a chancela do Estado ou da "classe" reduzida ao lumpemproletariado.


A instituição da obrigatoriedade de formação superior para exercer a função de jornalista é do do tempo do regime militar, um conluio com os comunistas da imprensa - a grande maioria - para manter um filtro na narrativa jornalística, com doutrinação nas faculdades de grade disciplinar homogênea, inibição do livre pensar e do estudo vernacular. Sem um arcabouço imaginário da leitura dos grandes autores da literatura mundial, não é nenhuma surpresa a miséria intelectual desses profissionais nos dias de hoje, salvo raras exceções. A criação de tais faculdades matou dois coelhos numa cajadada só: reserva de mercado e treinamento de uma horda de imbecis passivamente usada pela auto-intitulada “grande imprensa” para seus projetos de poder e enriquecimento ilícito.

Historicamente, pode-se dizer que no Brasil a liberdade de imprensa está intrinsecamente relacionada a quem a sustenta economicamente, seja governo, instituições públicas ou privadas. Em suma, todos os jornais, emissoras de rádio e TV’s são parasitas do dinheiro público, razão pela qual agem de forma cartelizada na esfera de poder político para garantir seu status quo. A verdade sobre fatos de interesse público é sistematicamente escamoteada e manipulada ao bel prazer dos escusos. E são jornalistas “profissionais” que se prestam a esse serviço sujo.


A tentação totalitária do stablishment brasileiro é tamanha que toda atividade humana está na grade curricular universitária, a chancela estatal para seu exercício como sinônimo de excelência profissional. Fosse assim tão excelente, não haveria números absurdos de vítimas anuais da iatrogenia no país, mais que qualquer doença epidêmica, de médicos “dipromados” nas faculdades que pululam no país. A comunicação não foge do padrão pífio da formação acadêmica dos demais cursos sob a guia de ideologias e não pelo conhecimento per si.


Informação é poder, diz uma máxima. De fato, desde décadas atrás esta área da atividade humana cresceu em poder exigindo uma padronização das técnicas para relatar um fato de interesse público, o famoso “lead” - respostas às perguntas O Que, Quem, Quando, Onde, Porquê e Como -, geralmente o primeiro parágrafo do texto. Há inúmeros manuais sobre tais técnicas de redação jornalística que se aprendem rápido por conta própria e, claro, com os mais tarimbados no ofício. Não é preciso lembrar aqui que o candidato deve ter uma sólida educação de base, principalmente no domínio da Língua. Esse pré-requisito, entretanto, foi assumido pela faculdade, uma vez que o brasileiro, grosso modo, termina o ensino secundário incapaz de redigir uma carta de vinte linhas sem cometer os erros mais crassos, vítima de um sistema educacional que mais deforma que forma.


Por sua importância na condução e imposição de comportamentos sociais, a comunicação é a ferramenta mais importante de quaisquer governos, essencialmente os de regimes totalitários como os da China, Rússia, Cuba etc., para manipular e destruir adversários. Não por acaso, a KGB - a agência de espionagem russa, hoje com outro nome - infiltrou agentes em jornais, TV's, rádios e nas áreas de entretenimentos de todo o mundo, influenciando e auxiliando movimentos contra instituições e governos. No Brasil, os agentes gramscianos tomaram conta do setor de ensino, do judiciário, dos sindicatos e associações de classes, das redações das mídias transformando-as em meras plataformas de propaganda política, por sinal mergulhadas nos pântanos da corrupção em todos níveis. Por suas ações de manipulação e produção de fake news, a imprensa brasileira é traidora da Pátria e associada ao que há de mais hediondo em uma sociedade - a tirania comunista -, sem nenhum pudor de promover a discórdia, o ódio, a pornografia e defesa de pautas de destruição dos valores mais sagrados da família cristã. E são jornalistas “profissionais” seus agentes!


A profissão de jornalista já foi nobre num passado muito distante, como a de professor. Hoje, os jornalistas, em sua maioria, não passam de paus-mandados, reles X-9, cumpridores de pautas que são usadas para achacar o erário público, indivíduos ou grupos e mormente para assassinato de reputação, especialidade dos comunistas.

Assim, quando um elemento em sua soberba se apresenta como jornalista “profissional” demonstra vileza na intencionalidade de rebaixar os demais à insignificância na vã tentativa de obter credibilidade de valores que supõe ter por ostentar um canudo de papel de uma USP qualquer. E, além do mais, chuta para o esgoto a humildade, uma entre outras qualidades que um candidato a jornalista deve cultivar. Diante dos fatos, o jornalista deve se apagar para não corromper sua narrativa. Mas não é isso que vemos diariamente os jornalistas ditos profissionais fazerem. Muito pelo contrário, são condenados por injúria, difamação e manipulação da informação e seguem lacrando em suas plataformas como se nada tivesse acontecido. Assim perdem audiência e, óbvio, credibilidade.


Mais absurda é a recente criação de agências de checagem de notícias nas quais a verdade é apresentada como falsidade, como um criminoso que nega o próprio crime e ainda o imputa àquele que apresentou provas de sua autoria. Tais agências são dirigidas por coleguinhas daqueles que propagam fake news, todos militantes das diversas correntes esquerdistas. E são jornalistas “profissionais” que cumprem tais tarefas indecorosas, sem nem um pingo de consciência daquilo que se entende por ética. Não titubeiam em formar uma rede para “cancelar” quem ouse contrapor ao pensamento único que querem impor à sociedade. No afã de celebridade e dinheiro, desejos que lhes foram insuflados pelos doutrinadores pérfidos da faculdade, apagam de sua vida o bem mais precioso em qualquer profissão: a dignidade. E com narizes empertigados empunham o crachá de “jornalista profissional”. Grande merda!