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  • Amandaverso

Justiça britânica decide não extraditar Julian Assange para os EUA.

A justiça britânica decidiu nesta segunda-feira (4) não autorizar a extradição de Julian Assange para os Estados Unidos.


O fundador do Wikileaks é acusado nos EUA de espionagem pela publicação de documentos militares sigilosos há dez anos e poderia ser condenado a 175 anos de prisão.


A juíza Vanessa Baraitser afirmou durante a audiência na corte penal de Londres que recusou o pedido porque Assange (49) poderia cometer suicídio.


Entenda o caso:


O australiano Julian Assange é foi denunciado por promotores americanos por 17 acusações de espionagem e uma acusação de uso indevido de computador quando, em 2010, seu site Wikileaks publicou milhares de documentos militares e diplomáticos confidenciais de Washington.


O vazamento revelou atos de tortura e outros abusos cometido pelos militares americanos no Iraque e no Afeganistão. Dentre o material estava um vídeo que mostrava helicópteros de combate americanas atirando contra civis no Iraque em 2007. O ataque matou várias pessoas em Bagdá, incluindo dois jornalistas da Reuters.


Segundo argumentação da defesa, Assange estava agindo como jornalista e tem direito às proteções da Primeira Emenda da Constituição americana que fala sobre liberdade de expressão.


Os advogados do ativista também afirmam que os EUA querem transformá-lo em exemplo de punição para jornalistas investigativos.


Assange ficou alisado sete anos na embaixada do Equador em Londres até ser preso em 2019 no local.


Em setembro, quando o julgamento começou, apoiadores de Assange protestaram na porta do tribunal. Neste mesmo mês, o gabinete do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, recebeu uma petição com 800 mil assinaturas contra a extradição.