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Justiça de São Paulo determina prisão preventiva de apoiadores de Bolsonaro.

A Justiça Federal de São Paulo determinou a prisão preventiva de Jurandir Alencar, 58 anos, e Antônio Carlos Bronzeri, 64 anos, pelos crimes de ameaça, difamação, injúria e perturbação do sossego por protesto realizado no dia 2 de maio em frente ao prédio do ministro Alexandre de Moraes. Os mandados de prisão só podem ser cumpridos 48 horas após o 2° turno das eleições municipais, no domingo(29), porque a legislação proíbe prisões, com exceções de flagrante, em período eleitoral. Jurandir e Bronzeri já estavam cumprindo prisão domiciliar pelos protestos contra Alexandre de Moraes mas, segundo a juíza federal Barbara de Lima Seppi, auxiliar da 4ª Vara Federal criminal, os dois descumpriram as regras impostas pela Justiça. A juíza agora determinou que eles sejam levados para um presídio. Em entrevista ao G1, Bronzeri disse que esteve o tempo todo em sua residência e que houve um conflito de informações entre a Justiça Estadual - onde o processo começou - e a Justiça Federal, onde está agora. "Eu sempre estive em casa, mas a Justiça Estadual me mandou ficar em casa e a Justiça Federal tentou me citar no acampamento e não me encontrou. Eu não sei ordem de quem cumprir. Tem dois processos correndo ao mesmo tempo e quem é competente para me julgar?" Segundo o G1, o engenheiro disse que tentou se entregar à Polícia Federal mas que devido ao cumprimento do período eleitoral, não ficou preso. Em decisão divulgada nesta quinta-feira (26), a juíza disse que os próprios réus é que causaram "confusão" e que "não há contrariedade na decisão proferida, tampouco influência ou motivação política por parte de qualquer órgão". Os dois acusados estão em prisão domiciliar desde junho, depois de 49 dias presos no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em São Paulo, quando foram soltos no dia 3 daquele mês (3/06). Segundo a juíza, eles deveriam ficar em casa o dia todo mas, durante 4 meses, não foram encontrados por policiais e oficiais de Justiça que tentaram encontrá-los para entregar intimações já que, desde de que foram soltos em junho, o processo passou da Justiça Estadual para a Federal. "Após decorridos mais de quatro meses e inúmeras diligências para se efetivar a mera citação dos acusados, isso NÃO ocorreu até o presente momento em relação a ANTÔNIO CARLOS, razão pela qual conferiu-se vista dos autos ao Ministério Público Federal para se manifestar a respeito", disse a magistrada. Segundo a juíza, foi conferido aos dois "como alternativa à privação de liberdade em presídios comuns", a possibilidade de ficarem em prisão domiciliar, "onde deveriam se encontrar EM TODO O TEMPO", o que não ocorreu, disse ela. A juíza Barbara Seppi cita na decisão pelo menos 4 ocasiões em que ambos foram procurados em suas casas, em Osasco, na Grande São Paulo, e no Mandaqui, na Zona Norte da capital, e que não foram localizados. "Verifica-se o descumprimento das decisões judiciais por parte dos acusados, os quais inviabilizaram o andamento do processo por quase quatro meses exatamente em razão do fato de não se encontrarem em suas casas- QUANDO CUMPRINDO PRISÕES DOMICILIARES", escreveu a juíza ao determinar as prisões. No processo, ambos os réus já estão proibidos de manterem qualquer contato com o ministro, pessoal ou indireto, por qualquer meio de comunicação, devendo manter distância mínima de 200 metros de Alexandre de Moraes.



Este é apenas mais um dia comum na República das Bananas.