• Bruna Lima

Mourão minimiza posicionamento de Bolsonaro a favor de Trump: "bobagem"

Não é a primeira vez que o vice-presidente opina sobre as afirmações de seu superior


Imagem: Antônio Cruz / Agência Brasil

Nesta terça (03), o vice-presidente Hamilton Mourão concedeu entrevista no Palácio do Planalto na qual minimizou os posicionamentos favoráveis do presidente Bolsonaro ao candidato republicano Donald Trump, alegando serem de natureza pessoal. "Isso é bobagem, é a opinião pessoal dele. Se bem que, quando o presidente fala, ele fala por todos, pelo governo", disse o general.


Mourão acredita que Brasil e Estados Unidos continuarão a manter as mesmas relações, mesmo que o candidato democrata Joe Biden vença o pleito, pois "o relacionamento do Brasil com os Estados Unidos é um relacionamento de Estado para Estado, independente do governo que estiver lá".


Ainda sobre as eleições presidenciais norteamericanas, Mourão disse que, caso o processo eleitoral termine em judicialização, o governo brasileiro deve adotar uma posição neutra de não se intrometer em questões internas de outros países.


Morde e assopra


Não é a primeira vez que o vice-presidente contraria os posicionamentos de seu superior e, em seguida, faz ponderações. Na semana passada, Bolsonaro e Mourão discordaram sobre a questão das vacinas chinesas contra o Covid-19, das quais o governador de São Paulo, João Doria, é o garoto-propaganda.


O vice declarou que, apesar da "briga política" entre Doria e Jair Bolsonaro, o governo federal não só contribuirá com a compra dos imunizantes, como já enviou recursos ao Instituto Butantã, responsável pela produção das vacinas junto a empresa chinesa Sinovac. Em resposta, o presidente afirmou que não fecharia o contrato para pronta aquisição da CoronaVac sem mais testes de comprovação de sua eficácia e possíveis efeitos colaterais e finalizou com sua famosa frase: "a caneta Bic é minha".


Hoje mais cedo, Mourão disse que não vive em atritos com o presidente Bolsonaro e é responsabilidade dele decidir o que será melhor para a população. "Aqui não há briga. Existem opiniões que ora coincidem e ora não, mas quem decide é o presidente e ele foi eleito para isso".


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