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"MUIÉ" avalia sobre violência política contra a "MUIÉ"

E lá vamos nós...



Em seminário, parlamentares defendem políticas afirmativas e condenam ataques on-line. É isso mesmo que você leu: Ataques ON-LINE.


Deputadas, antes de mais nada, segue uma dica:

Agora sim, podemos seguir com a matéria.


Deputadas defenderam punição para a violência política de gênero e pediram mais ações afirmativas, a fim de se aumentar a participação feminina na política brasileira. O tema foi abordado em seminário promovido nesta quinta-feira (3) pela Secretaria de Relações Internacionais da Câmara dos Deputados – o evento contou com a participação de parlamentares nacionais e representantes de governos de outros países.


A 1ª secretária da Câmara, deputada Soraya Santos (PL-RJ), destacou que, nas eleições municipais deste ano, as mulheres representaram 16% do total de vereadores eleitos, apesar de serem mais de 51% da população. Em 2016, as vereadoras foram 13,5% do total de eleitos.


Soraya Santos (PL-RJ) (esquerda) e cara-de-cu (direita)





Segundo a parlamentar, já houve avanços com a reserva, definida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de pelo menos 30% dos fundos eleitoral e partidário para financiar candidaturas femininas e a aplicação do mesmo percentual ao tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV.

Isso, disse ela, possibilitou que, em 2018, o número de deputadas federais eleitas saltasse de 49 para 77, além de ter havido uma redução no número de municípios sem representantes femininas nas eleições deste ano.


Em 2018, havia mais de 1.200 cidades sem uma única nenhuma voz feminina na política local, conseguimos reduzir em mais de 400 municípios, mas temos ainda 948 municípios sem uma voz feminina”, ressaltou.


Soraya sustentou que o Estado brasileiro precisa de ações afirmativas – a exemplo de reserva de vagas – para possibilitar a inclusão de mais mulheres e afirmou que a violência contra elas na política também prejudica o desempenho eleitoral.


Para a 1ª secretária, nunca foi visto tanta agressividade em relação às candidatas como no último pleito municipal, e os ataques aumentaram com a real possibilidade de eleição delas, com a reserva de recursos e de tempo de televisão. “Enquanto éramos apenas um número, sem a possibilidade real de ocupar espaço, isso não acontecia”, observou.


Mais uma para a conta


Por sua vez, a deputada Margarete Coelho (PP-PI) disse que a cota de 30% de candidaturas femininas e a reserva de recursos e de tempo de propaganda eleitoral para as mulheres não se transformam em votos, porque “no Brasil, as cotas foram feitas para não dar certo”. Ela acrescentou que a legislação não prevê punição para os partidos que não cumprem a medida.


Zé Bonitinho (esq.) Margarete Coelho(PP-PI) (dir.)


Foi uma longa batalha judicial para provar que os partidos fraudavam as cotas lançando candidaturas fictícias, as 'candidaturas laranjas', ou seja, mulher que não tem nenhum voto, sequer o próprio dela”, salientou. “E nós não conseguimos fazer com que o Parlamento vote leis claras nesse sentido.”


A parlamentar defendeu o projeto de seu autoria (PL 4963/20) que prevê pena de reclusão de um a três anos mais multa para a prática de violência política contra mulheres ou em razão de gênero, com o propósito de restringir, impedir ou dificultar o exercício de direitos políticos. “A violência política é a mãe de todas as outras. Se nós não temos poder, também não temos direitos”, avaliou.


Ataques on-line (close your eyes)

A deputada canadense Julie Dzerowicz, por sua vez, salientou que o gabinete do primeiro ministro Justin Trudeau é o primeiro do mundo com paridade de gênero, a partir da visão de que “a presença da mulher na política transforma tudo”. De acordo com ela, desde 2015, quando Trudeau assumiu, o país tem agenda feminista. Ela comentou, porém, que os ataques nas mídias sociais também atingem integrantes do gabinete ministerial do Canadá.


A deputada israelense Michal Wunsh também chamou atenção para os ataques contra mulheres on-line, diante das sociedades polarizadas politicamente. Na opinião dela, a discussão necessária sobre abuso sexual, por exemplo, só vai acontecer quando os espaços políticos forem repletos de mulheres.


Bancada feminina não aceita apelidos ou o famoso "boo-hoo"

A 1ª secretária da Câmara dos Deputados, Soraya Santos (PL-RJ), reclamou ao saber do apelido dado às parlamentares de “deputéricas” pelo deputado Bibo Nunes (PSL-RS) durante a discussão da MP da Casa Verde e Amarela. Ela afirmou que fala em nome da bancada feminina ao repudiar a atitude do deputado.


Quero demonstrar o repúdio total a essa palavra vexatória. Repreendemos com veemência a atitude de um parlamentar que chamou uma mulher de histérica”, afirmou. "Não aceitamos apelidos pejorativos que nos envergonham enquanto representantes da sociedade”, disse.


Espero que os homens e as mulheres presentes a qualquer sessão, qualquer discussão desta Casa, possam sempre se levantar e repreender qualquer palavra que possa desqualificar uma mulher”, disse.


Referindo-se às deputadas de partidos de esquerda, Bibo Nunes afirmou: “Quando eu falar ‘deputérica’, estarei me dirigindo a uma deputada histérica."


Bibo Nunes foi contido em apelidar as deputadas. O povo brasileiro tem sugestões muito superiores e mais engraçadas. Vale ressaltar que a campanha de combate a violência política contra as mulheres foi um dos objetivos do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Como mostrado em matéria da Shock Wave News anteriormente.


Com as últimas medidas e pedidos de cotas e medidas para "fortalecer" e "garantir" a presença de mulheres na política nos elucida aos fato que: MUIÉ não serve para estes cargos. A grande maioria não tem equilíbrio emocional e decoro suficiente para exercer uma atividade que exige raciocinar de forma impessoal e objetiva. Em 2022 a campanha continua: "Não vote em MUIÉ". E se as candidatas e parlamentares chorarem iremos dobrar a aposta. Afinal, não aguenta MEME vai aguentar uma carreira política. Não é violência política é histeria dos fracos e incapazes.