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Orgulho Gay, fuja do Eu e abrace a Cristo


Por Anônimo


“Vaidade, definitivamente, meu pecado favorito. ”

A frase que fecha o último ato de "O Advogado do Diabo", tantas vezes referenciada em produções cinematográficas, parece ter sido esquecida tanto pelos fãs fervorosos de cultura pop quanto pelos cristãos, sendo que os mesmos cristãos deveriam tê-la guardado em suas mentes.


Nesse dia 28, gostaria de dar uma cutucada em uma certa comunidade de cabelos e bandeiras coloridas, além de alertar os irmãos cristãos e simpatizantes sobre os perigos da permissividade de pensamento.


Antes de avançarmos para questão de fato, devemos, para os efeitos desse texto, diferenciar orgulho e vaidade para evitar interpretações incorretas e discussões desnecessárias.


O orgulho é o pai de todos os vícios e dele derivam todos os outros pecados. Ele é a vontade de estar acima de todos, ter mais do que todos, ser mais do que todos, apenas pela sensação de estar no topo, pela vontade de ser visto, ouvido e adorado.


Foi a vontade de ser maior do que Deus que fez Lúcifer cair da Morada Celestial.


Sobre a vaidade, podemos dizer que ela é a materialização do orgulho, a busca do elogio pelo elogio, do aplauso pelo aplauso.


A pessoa vaidosa não é plenamente satisfeita nela mesma, ela busca a aceitação dos que estão ao seu redor, ficando profundamente chateada quando não obtém a cota diária de tapinhas nas costas.


Posto isso, podemos adentrar na questão principal.


Esse tal ‘Dia do Orgulho’ me provocou incômodo desde quando ouvi falar dele pela primeira vez.


Todas as postagens, bandeirinhas e produtos hiperfaturados me traziam a mente duas questões que nenhum moderno que usa filtro de arco-íris teria coragem de responder.


A primeira questão diz respeito ao motivo de ter orgulho.


Um pai sente orgulho de um filho que foi aprovado no vestibular, um professor de piano sente orgulho de um aluno que acabou de tocar uma peça de Chopin em frente a um grande público.


Poderíamos citar milhões de exemplos reais e anedóticos do que seriam as facetas positivas do orgulho, mas todos eles teriam algo em comum: a exaltação de um feito executado com muito suor, muita dedicação e talvez muito sangue.


Ora, a narrativa moderna nos diz que nós somos o que somos, não foi nossa escolha ser assim, foi assim que nós nascemos.


Mas por que sentir orgulho de algo natural?


Seria o mesmo que ter orgulho dos 5 dedos da mão. Que tal fazer o Dia do Orgulho de ter Nariz com Furos Virados para Baixo?!

Expor suas peculiaridades sexuais e se achar especial por isso não passa de um delírio vaidoso. É a necessidade de ser aplaudido pela comunidade, necessidade de ser o centro das atenções mesmo que para isso seja necessário agir de forma completamente despudorada e hostil.


A segunda questão está relacionada ao orgulho em si.


Anos de tradição, uma infinidade de obras de arte, literatura, música e cinema nos advertindo sobre os perigos de uma vida baseada no orgulho. Porém, quem tem razão é o jovem moderno que se acha o máximo porque faz troca troca com os amigos no banheiro da faculdade.


O discurso é envolvente, as palavras são bonitas, elas tocam exatamente onde o ser humano é mais frágil, no ego.


É bonito ouvir que você é especial, que nosso corpo é perfeito, que Deus e o mundo nos devem alguma coisa.

Junte as palavras bonitas com uma mente fragilizada por uma criação completamente desprovida de figuras de autoridade e você tem um indivíduo totalmente entregue aos vícios e paixões, sem nenhum apreço pelas virtudes ou pela sabedoria.


Sem perceber, essas pessoas estão caindo no golpe mais antigo da humanidade.


Assim como a serpente massageou o ego de Eva no éden, o diabo vai passar a mão nas cabeças de muitos, dizendo que eles podem se tornar especiais, que durante muito tempo Deus esteve escondendo deles o seu verdadeiro destino e que agora podem tomar o que é deles por direito.


A Escritura já mostrou o que aconteceu quando Adão e Eva abraçaram suas próprias vontades e desejos em detrimento dos conselhos de Deus, alguém minimamente inteligente é capaz de ligar os pontos e perceber onde os ‘Dias do Orgulho’ vão levar seus adeptos.


Ainda existe um outro problema.


Esse, por sua vez, ameaça não os filhos desse mundo, mas os filhos do alto: a igreja, os cristãos.


O ditado antigo já dizia: uma mentira contada mil vezes torna-se verdade.


A mentira, no nosso caso, são gerações de adestramento em massa, anos de filmes, livros e programas de TV nos dizendo o que pensar disso ou daquilo.


Mesmo que nós procuremos blindar nossas mentes e nossos corações com a sabedoria que vem do alto, muitas vezes nós nos deixamos enganar por palavras doces que evocam as virtudes cristãs e acabamos, sem perceber, cedendo ao maligno.


Sacerdotes tolos ou mal intencionados, pregam que devemos amar indistintamente, que Deus recebe todas as formas de amor, que o ‘ódio’ não e coisa de cristão.


Alguns mais conscientes percebem o engodo que existe nessas palavras, mas acabam caindo em outra cilada: a isenção.


Crêem que não é da conta da igreja o que duas pessoas fazem na sua intimidade, que duas pessoas do mesmo sexo queiram se casar ou que uma empresa de influência mundial faça propaganda tendenciosa usando crianças.


De fato existe alguma verdade nisso. Mas a partir do momento em que uma caraterística individual de qualquer natureza evolui para uma política pública e passa a invadir as câmaras, as escolas e os bancos das igrejas, é dever de todo cristão reagir e ser verdadeira resistência em meio as investidas do maligno.


Independe de ser cristão, simpatizante ou um moderno com madeixas rosas, temos nas escrituras o exemplo supremo de uma vida livre de orgulho, baseada na humildade e na servidão.


Os evangelhos nos dão pouquíssimas informações sobre a infância e juventude de Jesus. Só sabemos que ele nasceu, fugiu para o Egito, voltou e, no evangelho de Lucas, debateu com os doutores do templo.


Até o momento de seu batismo, aproximadamente aos 30 anos, Jesus viveu uma vida silenciosa, realizando suas obrigações domésticas, cuidando de sua família e lixando tábuas. 30 anos de silêncio e resignação.


Agora pensemos: Jesus Cristo, o homem Deus, criador dos céus, da terra e de tudo que neles habita, o Senhor supremo do mundo, o grande Eu Sou, esvaziou-se de si mesmo, tornou-se homem e viveu como um desconhecido entre os homens de seu tempo.


Cristo, o único que de fato É, o único que possuí o direito de afirmar que fez alguma coisa, se rebaixou ao nível de criatura, habitou entre pecadores e silenciou por 30 anos.


Quem somos nós para acharmos que durante nossa breve estadia nesse mundo temos o direito de nos sentir orgulhosos por qualquer coisa que seja?


Nossas peculiaridades sexuais, virtudes cultivadas ou nossas ações diante dos homens, nada disso vale uma molécula de ar perto do que Deus é e do que ele abriu mão para se fazer semelhante a nós e por nós se entregar de corpo e espírito.


Tudo que somos devemos a Ele e por causa disso devemos mortificar nosso ego, o nosso eu, e, dia após dia, nos aproximar do ideal que é Cristo.