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O aborto chegou à Argentina

Por Isabel Conceição


Nós mulheres conquistamos mais um direito, somos donas de nossos corpos e de nossas vontades, é um dia muito feliz porque não seremos mais obrigadas a dar continuidade a uma gravidez indesejada. Sabemos que muitas mulheres não têm condições de ter filhos e blá blá blá...


Esse é o pequeno e já conhecido repertório das mulheres que dizem ser feministas, paradoxo de uma de suas condições naturais e que dizem representar. Mas elas não são só isso, são as justiceiras, retroagem, ilusoriamente, falar por outras mulheres; seu imaginário já vem embotado de uma capa e uma varinha mágica, onde basta um pedido para que o mundo, imediatamente, se torne aquilo que seu egocentrismo e narcisismo acabaram de criar. Só que não. Não são fadas. São bruxas. A sua maior alegria está na cumplicidade, ela é que valoriza seus sentimentos e pensamentos.


A festa em comemoração à legalização do aborto fez lembrar uma torcida organizada e sua cega paixão. Em que se esquece que no outro lado, também têm uma torcida que chora no momento que outra ri. Lembrou o livro de Charles Norris Cochane: Cristianismo e cultura Clássica, escrito em 1949 e traduzido para a língua portuguesa em 2012,p74,75,76 e77 em que ele descreve o mundo no Coliseu dos tempos da Pax Romana, em que os tigres se tornaram loucos por sangues. Onde, segundo Catão” a nação tornou-se Tagarela”. Ele rejeitando a sabedoria das descobertas da cultura helênica para se dedicar aos estudos dos camponeses. Catão acreditava que a verdade é filha do tempo. Denunciava a degradação moral ao que ele atribuía as guerras de conquistas ultramarinas, que haviam exposto o Estado a influência dos costumes estrangeiros. Compartilhando do mesmo pensamento, Cícero, também conseguia distinguir superstição de religião e sua fé era limitada em relação aos epicuristas ou sábios: Ele dava-se o direito do benefício da dúvida (COCHARANE,2012). Como as loucas levadas pela irracionalidade coletiva suas e de seus pares e ignorando o pouco que lhes poderia restar de virtude se deixaram levar por suas faltas de consciência sobrepondo seus desejos e suas vontades a tudo que poderia ser considerado digno e civilizado.


O ser humano que se deixa levar por suas vontades, torna-se um permissivo, não é algo repentino, é um caminho que será percorrido e que para ser justificado, precisa também ser compartilhado. É necessária uma estrutura de ações, como eles mesmo falam: “ações afirmativas” que afirmem que estão certos em seus quereres. Então, o compartilhamento do erro é distribuído para que se crie uma situação ilusória entre os pares. A seguir, mais e mais adeptos a uma causa; causa essa que continua sendo errada, mesmo que compartilhada por muitas pessoas. As palavras e frases são repetidas numa exaustão que não se entende como esses mesmos seres podem teimar em pronunciá-las sem se enjoarem de si mesmos! Ou como podem não caírem na gargalhada quando se olham no espelho? Mas isso pode até ficar gravado na mente dos mais desatentos. Quando aquele espaço está vazio é fácil preenchê-lo com qualquer bobagem, não são necessários muitos argumentos. É como uma música ruim que você fica com ela gravada não conseguindo tirar da cabeça mesmo sabendo que é de muito mal gosto. A falta de referência harmônica e sólida torna os seres bestiais. A sua pretensa bondade está em lágrimas que foram compartilhadas no momento do ok, vocês podem assassinar seus bebês. São lágrimas de perversidade coletiva. São lágrimas de criança mimada que acaba de cometer uma arte e a mamãe disse, tudo bem você é só uma criança pode continuar brincando; ao invés de corrigi-las. Como essas pequenas gotículas que saem dos seus olhos se esforçam para tornar um ambiente mais humano diante de tanta falta de humanidade. As lágrimas dessas abortistas soam como alguém que quer que alguém lhe diga: Você está certa, você não é má. Mas no fundo sabe que não é; e busca alguém para que juntas possam se auto enganar.


O aborto e sua causa é só uma, a perversidade humana. Não há outra explicação que convença qualquer ser humano que isso não passa de um genocídio. Uma mulher poderá dar-se ao disparate de deitar-se com um homem, não se cuidar, em pleno século XXI, NÃO há nenhum contraceptivo que se adeque à madame, não usa preservativo, um potencial para adquirir doenças sexualmente transmissíveis, cujo tratamento será também custeado pelo Estado e, depois; quando engravida, simplesmente, com o dinheiro público, inclusive de quem é contra o aborto, resolve se livrar daquilo que ela mesma criou. É uma irresponsável ou não? Essa dicotomia é reservada as mentes brilhantes da qual a maioria dos páreas como nós não consegue alcançar.




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