• Donald Duck

O artigo que a OMS não quer que você leia

Atualizado: Abr 15


Com o iminente retorno dos lockdowns e ainda falando sobre a histeria criada em torno da propagação do Vírus Chinês, trazemos à baila um assunto polêmico, apesar de não existirem motivos concretos para tal. Muito tem sido veiculado sobre o uso de máscaras como método preventivo ao contágio pelo vírus, mas, ao contrário da Hidroxicloroquina, o rigor científico exigido para o seu uso é nulo, na melhor das hipóteses.


Apesar de não haver qualquer embasamento científico da efetividade de seu uso, as autoridades mundo afora não hesitaram obrigar, por meio de leis, decretos, portarias, entre outros, seu uso indiscriminado por todo e qualquer cidadão, sintomático ou não, grupo de risco ou não, em locais abertos ou não, acompanhados ou não.


A fim de que não pareça mais uma “teoria da conspiração nazi-fascista”, apresento-lhes o documento proibido que, nem a OMS - apesar de ser, ela mesma, sua autor – nem os governantes das mais variadas esferas de poder, querem que você leia. Isto ocorre por um único e imperioso motivo: a inexistência de motivos para usá-la.


Trata-se de uma orientação provisória pela OMS em 05 de junho de 2020, portanto, após vários meses de uso generalizado das máscaras, que apresenta os possíveis benefícios obtidos por quem, estando saudável, as utiliza:


1) Redução do risco potencial de exposição a pessoas infectadas antes de elas apresentarem sintomas; ¹


2) Redução da possível estigmatização de pessoas que usam máscaras para evitar infectar os outros (controle da fonte) ou de pessoas que prestam cuidados a pacientes de COVID-19 em ambientes não clínicos (70); ²


3) Fazer com que as pessoas sintam que podem contribuir para interromper a propagação do vírus;


4) Lembrar as pessoas de aderirem a outras medidas (por ex., higienização das mãos, não tocar o nariz e a boca). No entanto, isso também pode ter o efeito inverso (ver abaixo);


5) Possíveis benefícios sociais e econômicos. Diante da escassez global de máscaras cirúrgicas e EPIs, incentivar o público a criar suas próprias máscaras de tecido pode promover o empreendedorismo individual e a integração com a comunidade. Além disso, a produção de máscaras não-cirúrgicas pode criar uma fonte de renda para os que passam a produzir máscaras dentro de suas comunidades. As máscaras de tecido podem ser também uma forma de expressão cultural, incentivando a aceitação pública das medias de proteção em geral. A reutilização segura de máscaras de tecido também reduz custos e desperdício, contribuindo para a sustentabilidade.


É isso mesmo. Todas as medidas draconianas tomadas, as prisões de cidadãos sem máscaras, as multas a eles aplicadas, tiveram como justificativa “científica” meros efeitos psicológicos na população, a fim de conscientizá-la potencialmente da existência do vírus e dos seus devastadores efeitos a quem não as utilize. Veja que não há, sequer, um argumento realmente científico apresentado pela OMS que justifique a ditadura – fiscalizada pelas polícias municipais e estaduais, além da patrulha do politicamente correto – instaurada no Brasil ao longo do último semestre. Como se já não fosse terrível, vejamos os possíveis malefícios/desvantagens:


1) Possibilidade de aumento do risco de autocontaminação ao manipular a máscara e depois tocar os olhos com mãos contaminadas (48, 49); ³


2) Possibilidade de autocontaminação caso as máscaras não-cirúrgicas não sejam trocadas quando úmidas ou sujas. Isso pode criar condições favoráveis para a multiplicação de microrganismos;


3) Possibilidade de dores de cabeça e/ou dificuldade para respirar, dependendo do tipo de máscara usado (Nota 4);


4) Possibilidade de lesões na pele do rosto, dermatite irritativa ou piora da acne, mediante uso frequente e prolongado (50);


5) Dificuldade de se comunicar claramente;


6) Possível desconforto (41, 51) [Nota 5];


7) Falsa sensação de segurança, podendo levar a uma menor adesão a outras medidas de prevenção importantes, como distanciamento físico e higienização das mãos;


8) Baixa adesão ao uso da máscara, principalmente por crianças pequenas;


9) Questões relativas ao gerenciamento de resíduos; descarte inadequado das máscaras, levando a acúmulo de lixo em locais públicos, risco de contaminação dos profissionais de limpeza urbana, e risco ambiental;


10) Dificuldades de comunicação de deficientes auditivos que dependem da leitura labial;


11) Desvantagens ou dificuldade de uso, principalmente por crianças, pessoas com deficiências de desenvolvimento, doença mental, idosos com deficiência cognitiva, pessoas com asma ou doenças respiratórias crônicas ou problemas respiratórios, pessoas com trauma facial prévio ou cirurgia maxilofacial recente, e aquelas que vivem em ambientes quentes e úmidos. (grifo nosso)


Impende destacar, ainda, o seguinte trecho do documento, que evidencia que seu uso deve ser utilizado apenas para controle da fonte:


Os requisitos padronizados de filtração e respirabilidade e o desempenho global esperado são mais baixos, o que indica que o uso das máscaras não-cirúrgicas, feitas de tecidos, como os de pano, e/ou tecidos não tecidos, deve ser considerado apenas para controle da fonte (usadas pelas pessoas infectadas) em ambientes comunitários, e não para prevenção. (2020, Organização Pan-Americana da Saúde)


Logo, mais uma vez, vendeu-se um comportamento praticamente irrelevante ao combate ao vírus, comportamento este que foi tornado obrigatório por praticamente todas as autoridades competentes do planeta, sem, sequer, um argumento substancial. Pior, viu-se que, comparativamente, os possíveis malefícios do uso de máscaras superam, em número e gravidade, todos os seus potenciais benefícios. Foi, de longe, o mais bem sucedido teste de controle social da história da humanidade.


Notas:


1. Note que, além de o risco ser potencial, sua redução poderá ser verificada quando antes de apresentados os sintomas, fase na qual ficou comprovado pela mesma OMS que a transmissão não acontece. No caso de assintomáticos, da mesma forma, ficou comprovado que praticamente não existem indícios de sua transmissibilidade.

2. Redução do preconceito de pessoas que usam máscaras para evitar infectar as demais pessoas; além disso, usa-se a expressão controle da fonte, que dá a entender que seria mais fácil identificar quem transmitiu a doença a outrem, sendo que é cediço que em casos de transmissão comunitária tal identificação beira o impossível.

3. Vimos, durante os últimos meses, vários episódios demonstrando a completa inépcia do brasileiro na utilização das máscaras, haja vista ser um costume não propagado no país – o maior exemplo disso foi a patota criada pela Mídia com as dificuldades do Presidente da República em sua utilização.

4. Desconsiderados os vários artigos científicos publicados neste ínterim, chamando atenção para os inúmeros riscos que os praticantes de atividade física correm quando de sua utilização concomitante a exercícios, mormente aeróbicos.

5. Quem quer que tenha tido de utilizar máscaras por mais de cinco minutos pode facilmente afirmar que não se trata de possível desconforto, mas comprovado.

uso de máscaras oms - orientação
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