• Evandro Pontes

O Brasil NÃO precisa de Damares



Artigo recente de Braulia Gomes para o Jornal Brasil Sem Medo (BSM) faz cruzamento em linhas lógicas no afã de dizer e justificar porque “o Brasil precisa de Damares”.


Após uma série de excelentes peças de opinião (com destaque para o ótimo artigo sobre a SCOTUS), Braulia “comete” esse artigo de defesa ao indefensável. Como redação do ENEM, até que passa; mas como texto sério de debate político, deixa a desejar.


Não precisamos de mais um parágrafo sequer para identificar que este artigo é uma resposta a esse que ousou, na defesa do indefensável, elogiar o ridículo.


Sim, o trabalho do Ministério dos Direitos Humanos é ridículo; um dos piores, em termos de resultado, de todo o governo Bolsonaro, senão o pior.


Eu poderia ir na linha de desenterrar os argumentos do candidato Bolsonaro entre 2016 e 2018 para refutar cada palavra do artigo de Braulia; poderia também usar uns 60 artigos de Olavo de Carvalho para mostrar como as políticas do Ministério são absolutamente danosas não apenas para o conservadorismo, mas para o Brasil como um todo (principalmente os textos sobre gayzismo e sobre as estratégias comunistas); poderia também listar aqui os resultados do MDH em reforço de pautas que tornam a esquerda, no Brasil, praticamente imbatível (incluindo destinação de recursos que ela diz ser “impositivo”). Mas não: vou usar da velha e civilizada técnica de refutar o artigo pelo que dele se extrai.


Braulia argumenta que “o Brasil precisa de Damares” por basicamente 7 razões:


1. Damares é uma perseguida política;


2. Damares é genial por se “apropriar” das pautas da esquerda e “humanizá-las” e, “ao abraçar a complexidade das agendas identitárias com o toque da fé” ela “as transformou em questões humanas”;


3. Bolsonaro é “conservador pé no chão, prático” e por isso foi um gênio ao “ampliar a pasta para que contivesse toda a pauta identitária do PT” e “transformar toda a discussão social, até então vista como exclusividade da esquerda”;


4. Uma mudança profunda demora muito, então é importante ir devagar, negociar com os “centros”, respeitar os inseguros e isentos para que a mudança venha daqui algumas décadas, justamente como ocorreu com as mudanças que a esquerda vem fazendo no Estado e só ai sim, venceremos;


5. O “amor” é o que conta na hora de fazer política, principalmente esse tipo de “política identitária de inclusão”;


6. Damares “não está usando os LGBT como um instrumento político”; e


7. “Ainda vamos precisar do governo por algum tempo”, logo o assistencialismo e o coitadismo governamental são peças políticas importantes para os “conservadores”.


Desse périplo de argumentos, podemos ver conexões entre 1, 2 e 6 em um Bloco que chamaremos de “Damares, a contrarrevolucionária”, ao lado de 3, 4 e 7 no Bloco que chamaremos “Combatendo com o uniforme do inimigo”. Esses dois blocos estão unidos, em forma e conteúdo.


O argumento de número 5 é a cereja do bolo ao qual eu darei o nome de “Lula Paz & Amor”.


Assim, o texto não é apenas errado sob o ponto de vista de cada argumento encampado para defender a ideia de que “o Brasil precisa de Damares”, mas é também (muito) piegas sob o ponto de vista da oratória e completamente equivocado sob o ângulo da retórica mais básica.


No aspecto retórico, o texto é dividido em duas partes que não se conectam (e, pasmem, se contradizem): uma primeira, onde se faz uma defesa prática do mandato da Ministra; e uma segunda, onde se faz uma lecture sobre o papel histórico do liberalismo mostrando como o “engano liberal está bem vivo ainda em muitos políticos de nossa era”.


Ora cazzo, o que Braulia faz na primeira parte é justamente fazer concessões liberais para justificar uma porcaria de condução política no MDH. A segunda parte do texto que começa no parágrafo iniciado por “é bom lembrar que os conservadores também concordam, com poucas exceções, que moral é um sentimento imperiosamente religioso” (no que concordo, a exceção das “poucas exceções” que ela abre e que ao meu ver são a prova de que quem não concorda, ergo, conservador não é), simplesmente rebate a si mesma em tudo que foi dito nos parágrafos anteriores.


A própria argumentação de Braulia na primeira parte é uma prova de que “o engano liberal está bem vivo” pois ela o comete sem um pingo de pudor.


E ainda por cima arremata: “Não existe lógica, nem terreno moral sólido no pensamento da esquerda. Existe apenas uma areia movediça, sujeita aos humores políticos dos burocratas do poder”. Sim, Braulia, é isso mesmo. Mas como você ajusta essa frase com uma anterior neste sentido: “Damares não só se apropriou das pautas mais caras à esquerda, os temas que davam a eles o monopólio do ‘bem social’, mas conseguiu redefini-los, humanizando-os”?


Braulia, Braulia – se a porra do pensamento esquerdista não oferece terreno moral sólido, como você afirma que ação da Damares é moralizante, se ela, como você mesma afirmou, se apropriou de algo que você mesma diz não oferecer "terreno moral sólido"? Como alguém age honestamente em campo onde predomina a imoralidade? Há condições (ainda que relativas) de moralidade no campo da absoluta imoralidade? Como jogar limpo no chiqueiro, Braulia?


Entende o tamanho da cagada nessa defesa, doutora?


Mas, enfim, isso é um defeito de estrutura e coesão textual aliado a um sério problema de lógica que, apesar de saltar aos olhos, não é o principal problema do texto.


O problema central do texto é de definição política. Qual Estado querem esses “conservadores” que não passam de neocons?


A pieguice é apenas uma ponte para o desapreço e não afeta, de todo, o problema principal que, repito, está nesses três blocos de argumentos que, antes de espancá-los, um a um, deixo aqui os exemplos de cafonice textual para que não digam que sou misógino ou que estou “pegando no pé” da articulista, que, como afirmei acima, é capaz de ótimos artigos e que, por isso, dela se esperava mais do que este tipo de pérola:


· “Ela, uma mulher simples, honesta e genuinamente ‘povão’”.

Nota: isso não é verdade. Damares é filha de um dos mais poderosos e ricos pastores evangélicos da Igreja do Evangelho Quadrangular, que fundou mais de 100 igrejas dessa religião neopentecostal; é também política de carreira e funcionária pública integrante do establishment brasiliense, sendo filiada ao Progressistas desde 1995 – ela até pode ser uma pessoa honesta em sua vida privada, a quem franqueio o benefício da dúvida por desconhecer pessoalmente o seu manejo de contas, mas “simples” e “do povão” eu te dou certeza absoluta que ela não é.


· “Damares não se preocupa com abstrações ideológicas, mas com gente de carne e osso”. Nota: vou perguntar ao Pavesi e ao Eustáquio o que eles acham desse para-choque de caminhão.


· “Transformou símbolos metonímicos em realidade humana”


· “Fé assim se afirma no amor ao próximo e não através [sic] da aquiescência a proposições teológicas”


· “esse amor não se demonstra publicando-se [sic... ouch!] um artigo sobre os viciados da Cracolândia em um periódico de teologia. O amor vai até lá [sic] e distribui sopão aos viciados”. Nota: sim, é isso mesmo que você leu – “o amor vai até lá distribuir sopa pra viciado”, em uma cutucada em quem se empenha em publicar artigos, como ela...


· “o amor só se torna verdade quando ato”


· “o amor se faz presente na dor e na casa do amigo”


· “As comunidades pentecostais são assim: uma sopa social que desestratifica as gentes, tornando-as irmãos”. Nota: “sopa social foi de “cagar pelado”...


· “assim pobre vira gente, deixa de ser um coletivo, uma ideia, um problema abstrato”


· “vista de perto assim a fome sentida pelo irmão hoje não pode ser ignorada”


· “pensamos no amanhã sim, mas sem ignorar as dores, as mortes, as misérias do hoje [sic]”


· “a compaixão de hoje nos ajuda a construir a sustentabilidade de amanhã”


· “Damares levou essa fé ao ministério”


· “Ao abraçar a complexidade das agendas identitárias com o toque da fé, ela as transformou em questões humanas”. Nota: já falei sobre a sacralização de gente que, de santo, não tem nada, incluindo a "Santa Damares" (btw, evangélico falando de santo só pode ser piada...)


· “ela conseguiu ler as dores das pessoas de carne e osso que o ministério tem a função de atender”


· “os travestis então deixam de ser metáforas da culpa social dos ‘hetenormativos’ e se tornam pessoas que precisam de um empurrão para mudar a sua realidade”


· “quando Damares fala dos travestis, não está falando das implicações ideológicas da classe de ‘humanos não-binários’, mas de gente que ajudou e alimentou nas ruas de São Paulo”


· “as políticas de reparação social da ministra são atos de compaixão”. Nota: vou perguntar isso a Deputada Flordelis, neopenteca e amigona da sua protégé, Braulia.


· “O Estado tem que prover a infraestrutura básica e manter a lei e a ordem”. Nota: eu já acho que o estado tem mais é que se foder, Braulia...


· “A saída do pântano vai ser lenta”


· “Só quem vive numa bolha consegue conceber um governo capaz de ignorar completamente as tragédias sociais que grassam o nosso país”. Nota: conta pra nós, Braulia, de que livro do Cortella você tirou essa frase?


· “América conservadora pós-Covid


· “O extremo do problema pediu medidas extremas”


· “Seres humanos só passaram a ser considerados seres com direitos inalienáveis, até o mais básico como o direito à vida, quando a ideia do Criador amoroso e envolvido com a humanidade passou a ser um axioma”. Nota: passa pra nós o gerador de lero-lero que você usou aqui – gostei bastante do resultado, ficou garboso...


O texto não é apenas mais brega do que um terno do Falcão, mas, pior: as frases parecem ter sido tiradas de algum panfleto petista dos anos 2000, ou de alguma canção gospel ou mesmo até de algum rala-bucho de forró universitário, como é o caso da curiosa frase “o amor se faz presente na dor e na casa do amigo”, meme que já veio pronto para ostentar o princípio matriz do cuckismo cultural universal.


“Amor na casa de amigo”, Braulia, é papo de cuckhold, me desculpe.


A você, leitor atento, leitora dileta, volto agora a minha atenção depois de te mostrar o desfile de pérolas progressistas usadas em um texto para defender a mais progressista de todas as políticas associadas a esse governo, que agora se orgulha em fazer pose de governo de centro.


Como disse, o problema está na consistência dos argumentos, de conteúdo frágil e segundo três linhas de pensamento que, ao meu ver, são falsas.


Voi-là.


Damares, a contrarrevolucionária: combatendo com o uniforme do inimigo


É falsa a tese de que Damares se apropria de pautas da esquerda para modificá-las.


A própria articulista admite que não existe terreno moral sólido no pensamento de esquerda.


Se apropriar das pautas esquerdistas, ainda que seja no afã de “transformá-las” é atitude, ora ora, de esquerdista (oraporra!). O próprio ato de transformação da pauta progressista é uma forma de promoção do comunismo. Vá em Trotsky que tem bastante coisa sobre isso; e na Escola de Frankfurt também.


Nota-se que a articulista tem pouca ou talvez nenhuma experiência com escritos marxistas – uma das palavras de ordem no marxismo é justamente “transformação”.


O pensamento progressista pré-marxista, incluindo até o de Epicuro (objeto do Jardim das Aflições, das teses estapafúrdias do Doutor Pessanha e, pasme, objeto da tese de doutorado do Doutor Marx) está com os dois pés fincados no conceito de transformação.


O que foi a apropriação, pela esquerda, da Nova Ordem Mundial pós-queda do Muro de Berlim senão um ato de transformação do curso revolucionário?


Vale aqui a leitura d'O Novo Oriente Médio de Shimon Peres, já que a articulista gosta tanto de misturar teologia com política, achando que a direita vai transformar a esquerda em um exército conservador de travestis, pederastas e quotistas, por meio de “atos de amor”.


A direita não quer transformar porra alguma, Braulia – a direita quer conservar o que lhe é caro, proteger suas famílias contra investidas como essa que você está defendendo assim, sem qualquer pudor.


E essa defesa pela conservação e manutenção do bom, do belo, e do moralmente reto se faz por políticas de combate e de destruição do impuro, do errado, do ímpio, do horroroso e do corrupto.


A direita não pode “brincar em serviço” e sair por ai querendo bancar a revolucionária às avessas. Não é esse nosso papel.


E se um político vier com esse papinho de “transformação”, o seu dever, como conservadora, é no mínimo desconfiar.


Um conservador que não usa seu ceticismo diante de um político profissional que lança mão de mecanismos da esquerda para dizer que está promovendo políticas de seu interesse (e ao final de 2 anos não entrega um resultado sequer), não pode deixar passar incólume esse mesmo charlatão da política a um questionamento, a uma desconfiança e ao ceticismo sadio de quem não está contente com a lista de erros cometidos até então.


Abrir mão desse ceticismo é prestar um ótimo serviço de colaboração com inimigo.


Nesse sentido, leia lá minha coluna de abertura no mesmo jornal em que você publicou a sua, em especial a frase que fecha a coluna.


Mas querem a pá de cal no argumento de Braulia?


Uma de suas premissas é dizer que “Damares não está usando os LGBT como um instrumento político” ao passo que ela mesma admite “Damares não só se apropriou das pautas mais caras à esquerda, os temas que davam a eles o monopólio do ‘bem social’, mas conseguiu redefini-los, humanizando-os”.


Braulia, como você já deve ter lido a meu respeito, não há coisa mais importante pra mim e para a massa conservadora como um todo, do que a coerência (também já escrevi sobre isso). Logo, Braulia, você precisa se definir: Damares usa ou não os LGBT como um instrumento político?


Vai Braulia, corrije ai e me ajuda a te ajudar.


Lula Paz & Amor


Last but not least, cheguei onde eu acho ser o ponto mais grave do artigo de Braulia, para defender a estapafúrdia ideia de que “o Brasil precisa de Damares”, contrariando até mesmo o bordão de campanha “Deus acima de tudo, Brasil acima de todos”.


Braulia vê Damares acima do Brasil, logo, comete o grave erro de contradizer o mote de campanha no maior suicídio retórico de 2020.


O mais grave, entretanto, é a assunção morna de que devemos contar com o assistencialismo e com o coitadismo estatal, porque “demora muito pra se livrar dessas pragas”. Logo, vamos com esse Estado mesmo, do jeito que está, e vamos mudando bem devagarzinho e torcendo pra oposição não perceber essas tentativas de mudanças homeopáticas no Estado brasileiro.


Braulia fala tanto de “transformação” e onde ela deveria se atentar de maneira essencial, que é no conceito de Estado, Braulia abandona a “transformação” para entrar em estágio argumentativo de “conformação”.


Não há uma linha de coerência que consegui extrair dessa defesa de Damares, nem mesmo na concepção de Estado que ele oferece – “conformar-se com que ai está”. E veja, eu nem sequer prego “transformação”, eu prego mesmo destruição de tudo o que não presta, no melhor estilo Scruton de ser.


Mas o mais grave, repito, está na defesa não de Damares, mas de um Estado nos moldes deste que ai temos, esse Estado Novo varguista reformado por FHC-mensalista e por Lula e suas agendas associadas ao Foro de SP. Você, Braulia, não apenas prega conformação ao vir com o papinho de que “a saída do pântano é lenta”, mas prega coordenação com elementos que pertencem ao inimigo e ao Foro de SP.


Isso não soa apenas ingênuo ou errado; a mim soa desairoso.


E para isso, a arma que a articulista sugere é o tal do “amor pentecostal” (que não é de todo cristão, mas meramente um amor protestante bem ao gosto da Missão Integral na linha “Deus é Amor”).


Não é amor judaico e, ouso dizer, muito menos católico, embora seja, de fato, “em parte” cristão numa leitura, ao meu ver, completamente herética das Escrituras.


E essa é a arma política que Braulia sugere estar sendo usada por Damares.


Qual seja, uma arma de mesma cepa (termo que ela mesma emprega) usada pelos católicos da Teologia da Libertação durante os anos 1980, quando emprestaram essa inteligência aos fundadores do PT, como já nos ensinou várias vezes o amigo Bernardo P. Küster.


É justamente essa retórica pseudo-teológica baseada nessa ideia de que “o amor vai até lá e distribui sopão aos viciados”, que de forma essencial e não laica, vai embutir nas políticas públicas ações sociais como a da criação de privilégios prisionais para criminosos LGBT.


E aqui é necessário saber o que é estado laico para identificar quando a palavra Sagrada está sendo usada de forma duplamente proibida: tanto proibida pela Constituição, quanto palas próprias Escrituras. E isso, Braulia, não implica em termos que rejeitar que o estado brasileiro é cristão e repudia políticas ateias. O Estado de Israel é laico e judaico ao mesmo tempo: tem jurisdição secular e rabiníca. Nós, unicamente com a nossa jurisdição secular, somos também laicos sem que isso nos retire a característica de sermos um Estado Cristão "sob a proteção de Deus", como consta da Constituição.


Portanto, não é na política de “tirar travestis da rua”, política essa que não tem registro nos canais oficiais do governo e no site do MDH, que o Ministério (político e não teológico) de Damares se sustenta perante o público conservador, pois isso não é aqui, nem na China, algo que você consegue seja defender como pauta conservadora, seja como algo aceito pelo plano de governo de 2018. E me perdoe, mas isso, de cristão, não tem porra alguma.


Essa perigosa linha do “Deus é Amor” transformada em “Estado é Amor” foi justamente o que alçou o PT ao governo e abriu caminho para o Foro de SP destruir o Brasil que você diz precisar de gente como Damares, que repete a mesma estratégia de “Estado é Amor”. O neofascismo petista é ao menos 50% baseado no lero-lero do “Estado é Amor”.


Me perdoe o uso do termo, mas não há nada mais fascista do que admitir que o Estado tem que ser “inclusivo” (“tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”, lembrou, Braulia?). A diferença dessa frase de 100 atrás para esta é zero: “As comunidades pentecostais são assim: uma sopa social que desestratifica [sic] as gentes, tornando-as irmãos”. Eu não quero, não vou e não admito tomar sopa ao lado de quem eu não confio. Você entende esse direito de não querer me ajuntar àquilo que discordo?


Essa “evangelização universal” como parte de uma política de Estado não é apenas errada, mas nociva, ofensiva e inconstitucional.


O pior é que ela parte de dois pilares: que no âmbito da realpolitik ela seria a única saída (e por isso você chama Bolsonaro de “conservador pé no chão”...) e que pelo fato da saída estar distante, até lá teremos que pagar muitos pedágios, sem contar na sua estratégia com os riscos de transformar essas receitas de pedágio, em dividendos políticos que hoje já estão destruindo o país e corroendo o pouco que foi construído até agora na agenda conservadora.


Deu pra entender, Braulia, porque o Brasil não apenas não precisa de Damares e de seu papo furado, como é essencial que esse cancro de corrupção intelectual seja rapidamente destruído, sob pena de, em breve, nem você, nem eu, conseguirmos ter este debate em público?







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