• Davi Eler

Assistencialismo x Caridade




Na atual conjuntura brasileira, o Estado se tornou tão inchado, dominante e intrometido, que ocupa 100% da vida do cidadão. Não há NENHUMA esfera da sociedade que esteja livre da total subserviência estatal. Todas, sem exceção, dependem do aval governamental para suas atividades.


Das esferas mais periféricas até as mais centrais como: o casamento, a família e a igreja, estão debaixo da tutela e beneplácito da vontade do Estado. E toda essa dependência gera uma situação circular, aonde quantos mais dependemos, mais ele precisa nos dar, e mais dependentes ficamos.


No fim, chegamos em um momento aonde: a saúde é estatal, a educação, o transporte, o cuidado ao meio ambiente, a economia, a família, e etc. Mas não quero focar no problema da submissão ao deus Estado, mas sim na situação de dependência, e como as migalhas estatais minam a caridade cristã.


Digo isso pois, a medida que o Estado provê por exemplo: a saúde, as igrejas param de servir como hospitais em momentos de crise, como este. Cada esfera que ele domina, é uma a menos para o cristão exercer sua caridade. Enquanto existir bolsas famílias e auxílios emergenciais, nós nunca voltaremos a ser a mão de caridade e misericórdia de Deus na terra.


Por dois motivos simples, primeiro: os cristãos acham que não é necessário, pois já que o papai Estado ajuda, eu não preciso. E segundo: as próprias pessoas necessitadas, acham que o governo não está dando o suficiente, e pedem mais, e não entendem que com isso estão se tornando cada vez mais dependentes dele. E quando ele quiser que você faça algo, só haverá duas opções: morrer de fome, ou obedecer.


O fato é que; quanto mais migalhas pedimos e aceitamos do governo, mais nos tornamos escravos dele, mas também, mais a caridade cristão vai sendo posta de lado, para que a “benevolência” do Estado prevaleça. O problema é que, quem você acha que será mais piedoso, um cristão que lhe ajuda apenas por estar obedecendo em gratidão à Deus, ou o governo que te auxilia com o intuito de lhe aprisionar, e poder te controlar de todas as formas possíveis?


Pois é, a resposta causa calafrios em nossa alma. Saber que estamos totalmente dependentes de um ser maligno como esse, não é nem um pouco satisfatório. Quando enxergamos que TODAS as esferas da sociedade brasileira hoje, são dependentes do aval estatal para poderem operar suas atividades, passamos a compreender o tamanho da profundidade do buraco, em que nos encontramos.


E o mais triste de toda essa história, é que nós mesmo cavamos nossa cova. Nos deram uma pá, e nos disseram que se cavássemos com bastante afinco chegaríamos à um baú, cheio de ouro e pedras preciosas. Só que tudo isso não passava de uma mentira, o intuito era que nós mesmos nos aprisionássemos neste buraco inescapável. Abandonamos a mão segura e gentil que nos impedia de cair nesta vala, e abraçamos nossa pá e cavamos com a maior diligência.


Somente um ser divino e milagroso pode nos tirar dessa situação agora. Estamos totalmente dependentes das migalhas de pão, e gotas de água, que descem no balde por uma corda. Alguns acham que aquele que desce com o balde é nosso salvador, mas na verdade, é ele que nos mantém presos.


Precisamos proteger e defender nossa fé acima de tudo, necessitamos resgatar o entendimento do privilégio, que é morrer por Cristo. Não existe honra maior para um cristão do que o martírio, é a maior das condecorações.


Devemos resgatar o grande lema dos teutônicos: “Ajudar, Curar e Defender”. Neste momento ele me parece cirúrgico em cada palavra. Não podemos abrir mão da caridade cristã, do ministério da misericórdia e muito menos da obrigação de defendermos nossa fé. Parece irônico, afinal de contas, quem somos nós para defender o cristianismo? Mas essa sempre foi uma das principais missões dos cristãos, defender.


O período que enfrentamos é de uma cruzada moderna, precisamos reconquistar, mas dessa vez não é Jerusalém. Temos que tomar de volta nossa posição de direito. Deixamos que os falsos deuses da modernidade tomassem nosso lugar hereditário, na cruzada passada os cavaleiros mostraram que o deus islão era falso, e agora nós, precisamos mostrar que; a ciência, a razão, o Estado e até a própria liberdade, são falsos deuses. Não que sejam coisas ruins, mas não podem ser alocados em um altar.


Vivemos uma verdadeira queda de braço entre, a caridade cristã e o assistencialismo estatal, proveniente da fraternidade iluminista. Para quem quiser mais sobre o real significado deste lema da Revolução Francesa, fica aqui o link para o meu artigo aonde falo sobre isso.


Enquanto o cristão moderno não entender que estamos em situação de guerra, e em uma cruzada (que estamos perdendo de lavada) não conseguirá reagir, e terminará por sucumbir. Fique tranquilo, o cristianismo prevalecerá, pois que o sustenta é Deus, mas e você? No dia do julgamento final, poderá dizer como Paulo; que combateu o bom combate? Ou terá que mostrar suas obras de covardia, submissão e fraqueza? Não podemos mais ficarmos inertes perante os ataques evidentes à nossa fé. Levantemo-nos e lutemos para defender o cristianismo, e como em uma cruzada moderna, retomar nossa posição de direito, dada à nós pelo próprio Deus.


Fiquem com Deus e até a próxima.

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