• Tuka

“O mundo necessita do testemunho da vossa fé” (Papa Emérito Bento XVI)



Na tarde desta quinta-feira (08), ao decidirem com 9 votos a 2 pelo fechamento das igrejas e proibição dos cultos, missas e reuniões religiosas, mais uma vez assistimos ao Estado se sobrepor à essência daquilo que está no coração do homem: a fé.


Vale ressaltar que em tempos de perseguição, a Igreja sempre se manteve alicerçada e voltada com seu olhar para o Eterno, sendo um refrigério para a alma de fiéis de todo o mundo.


Um padre, grande amigo e um verdadeiro pai para mim, em uma de suas redes sociais, cumpriu seu papel enquanto persona Christi e relatou com muita seriedade tudo o que está ocorrendo.


Seguem as palavras do padre:


“A Igreja faz o caminho de Cristo, senta-se no banco dos réus, é crucificada como não essencial. Mas no fim das contas, é ela o sacramento da salvação para a vida eterna! Neste tempo de pandemia, muitos abandonarão, julgarão favoravelmente ao seu fechamento, mas com isso, ela mesma se tornará um sinal visível de esperança para o mundo”.

Assim como Cristo sofrera a sua Paixão, hoje a Igreja também sofre e não apenas pelo julgamento de quem deveria cumprir com a Constituição. Mas também pela omissão de muitos fiéis e clérigos que se posicionam favoravelmente ao silenciamento da fé.


O povo já perdeu totalmente a noção daquilo que está acontecendo na realidade, e sequer tem a capacidade de refletir sobre ela, pois o medo e o pavor tomaram conta de suas mentes e coração.


Hoje, você querer comungar ou viver os sacramentos é um pecado mortal para o Estado. Afinal, onde já se viu você querer viver a sua fé, não é mesmo?


Voltando a frase que dá título a esse artigo, te convido por alguns instantes a refletir sobre o seu testemunho de fé.


O que se vê são sacerdotes acovardados, bispos que não honram o chamado que Deus os fez, leigos que brigam para que as igrejas se mantenham de portas fechadas com medo de um vírus,


Dessa forma, tornam-se coniventes com tudo o que está acontecendo e em muitos casos até apoiando decisões como a citada no começo deste artigo.


É nosso papel, enquanto leigos, nos manter em oração por todo clero, não murmurar, nem se lamentar, mas agir.


Conversar com os padres que você conhece para entender a visão deles sobre o assunto e tentar abrir os olhos deles são um dever nosso enquanto rebanho destes eleitos do Senhor para conduzir o povo de Deus para o céu.


Em tempos de perseguição, Deus sempre levantou mártires, santos e santas que se deram em sacrifício para que hoje você pudesse manifestar a sua fé.


Eis que um novo tempo de perseguição velada se aproxima. E Ele espera de mim e de você que estejamos dispostos a doar a nossa vida para que Ele seja exaltado e que novos cristãos possam nascer.


Pense nisso.


Deus abençoe você.