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O Poder Decisório das Ruas

Atualizado: Set 14

Por Evandro Pontes


Garry Kasparov. Viktor Korotayev/Reuters

QUANDO nas praças s'eleva
Do povo a sublime voz...
Um raio ilumina a treva
O Cristo assombra o algoz...
Que o gigante da calçada
Com pé sobre a barricada
Desgrenhado, enorme, e nu,
Em Roma é Catão ou Mário,
É Jesus sobre o Calvário,
É Garibaldi ou Kossuth.

A praça! A praça é do povo
Como o céu é do condor
É o antro onde a liberdade
Cria águias em seu calor.
Senhor!... pois quereis a praça?
Desgraçada a populaça
Só tem a rua de seu...
Ninguém vos rouba os castelos
Tendes palácios tão belos...
Deixai a terra ao Anteu.

CASTRO ALVES, “O Povo ao Poder”


Quando lembramos de um dos mais belos poemas do cancioneiro lírico brasileiro, vem a nossa mente o verso “a praça é do povo // como o céu é do condor”.


Sim!


A praça é do povo e em dois dias o povo mostrou ao lado de quem ele está.


Não se brigam com números.


Poucos, entretanto, dão atenção à verdadeira mensagem de Castro Alves sobre o povo nas praças: “deixai a terra ao Anteu”.


Quem foi Anteu?


Já lhe adianto, leitor – foi aquele que te fodeu.


E eu explico porque.


Anteu é uma personagem da mitologia grega que representava a força absoluta.


Era um “gigante” e que no combate “corpo a corpo” era considerado imbatível.


Foi derrotado por Hércules em um de seus doze trabalhos. Hércules descobriu que a invencibilidade de Anteu dependia sempre de seu contato com a terra: Anteu precisava manter sempre os pés no chão para manter suas chances de êxito. Se fosse retirado do chão e seus pés perdessem o contato com a terra, Anteu poderia ser derrotado. E foi assim que Hércules matou Anteu: manteve-o suspenso sem contato com o chão por certo tempo até que, sem perceber, Anteu morreu (desculpe o trocadilho).


Voltemos então a Castro Alves: deixai a terra ao Anteu; logo, se Anteu perder os pés do chão, nem a praça devolve o poder ao povo.


Bolsonaro pôs 5 milhões nas ruas no dia 7 de setembro, o MBL não botou 1000.


Números contam – Bolsonaro venceu o concurso de popularidade, mas, com um detalhe: Anteu não estava com os pés no chão. Anteu subiu num caminhão no dia 7 de setembro, flutuou e riu... E na do 12 de setembro ele estava lá, com os pés no chão, perigosamente rondando aquela meia dúzia de tolos.


Anteu é, não concidentemente, o cicerone de Dante a partir do 9º Círculo do Inferno, onde nem Virgílio tem coragem de descer.



* * * * * * *



O day after do 12 de setembro vis-à-vis o 7, repete a já velha fórmula do otimismo boomer: todos rindo, fazendo piada, memes – e em questão de semanas ou dias, prisões, desmonetização, perseguições. Tem sido assim desde a primeira manifestação de rua: milhões de um lado, centenas de outro e nada muda, o STF segue mandando.


O que está acontecendo?


Por que, apesar dos milhões nas ruas e do gesto de trégua de Bolsonaro, que novamente cedeu mais um pouco de nossa liberdade em troca de uma “governabilidade” inexistente, as prisões e perseguições voltarão e nada vai ser feito?


Se isso voltar a ocorrer, certamente Bolsonaro lamentará dizendo que as arbitrariedades são um fruto de um sistema de décadas e isso não se desfaz assim, de um dia para o outro, blá, blá, blá...


Quando Bolsonaro foi eleito, todos sabíamos disso, ele inclusive – se faltou estratégia ou coragem para colhermos um resultado de 3 anos de inação, temos ai assunto para outro texto, não este.


Mas a questão que quero chamar atenção é que há um detalhe nas passeatas que passou desapercebido: aproximadamente 5% do PIB brasileiro esteve presente na passeata do dia 12 de setembro. Logo, se não podemos brigar com os números sob um aspecto, não podemos também brigar sob outro – esse número do PIB pesa, e muito, tanto quanto o de passeantes no 7. E é nesse número que o Centrão está de olho e não no da quantidade de passeantes.


Portanto, antes de começar a rir, é necessário analisar e entender a tensão entre essas duas forças: a força numérica de Bolsonaro versus a outra força numérica anti-Bolsonaro.


É disso que se trata o Brasil de 2021 e é nessa tensão de forças que o conflito social brasileiro vai se agravar.


Rir do pequeno número e não perceber o outro número grande, é levar Anteu carregado no colo em sua passeata sem atentar para o alerta de Castro Alves de mantê-lo com os pés no chão.



* * * * * * *



Estou quebrando o texto em partes para facilitar o raciocínio.


Aqui é necessário ser didático para que o leitor entenda o tamanho do problema que está lhe batendo a porta.


Vamos falar dessa elite, desses 5 dos 5%. Para facilitar, vou chamar essa turma de 5-dos-5. Na verdade, são mais que 5 e talvez não cheguem, precisamente, a 5% do PIB. Hoje o PIB brasileiro está próximo de 2 trilhões de dólares, portanto, estamos falando de um grupo que contribui com algo em torno de 100 bilhões de dólares para a economia como um todo.


Logo, estamos falando de um grupo de umas 5 a 20 pessoas que controlam fortunas próximas de ao menos uns 500 bilhões de reais. Eles, inclusive, são incrivelmente favoráveis a tal “taxação das grandes fortunas” assim como as big tech são favoráveis a criação de um imposto global.


A vertente local desse grupo esteve dia 12 e não dia 7.


Repito: se não podemos brigar com os números, não podemos desprezar esse também.


Contudo, quem são essas pessoas? Onde vivem? Como se alimentam? E, sobretudo, o que pensam?


Ok, then, vamos lá.


Um autor que tentou fazer um histórico desse grupo foi Raymundo Faoro em seu clássico Os Donos do Poder. É Faoro que cria o termo “estamento burocrático”, extensamente usado por Olavo de Carvalho. Não quero aqui destrinchar as mais de 800 páginas de Faoro, mas saiba que se trata de um núcleo quase invisível e que comanda o país, a política e controla com muita eficiência essa “vontade do povo”. Faoro interrompe a sua obra com Vargas e ai está o problema de seu estudo. Falo dele (do problema) logo abaixo.


Falemos en passant da versão norte-americana-europeia desse “estamento burocrático”.


Essa versão já foi explorada no livro de Daniel Estulín e conta com integrantes do nosso “estamento burocrático”. É um grupo coeso e opera praticamente sob um mesmo guarda-chuva filosófico, o liberalismo.


Em conversa com um intelectual do alto escalão do governo Bolsonaro (há poucos – fica fácil descobrir, mas vou preservar-lhe o nome), quando de uma franca troca de ideias a respeito das impressões dele sobre o meu livro Os Pilares da Independência, de forma mui elegante e persuasiva, ele tendeu a concordar com as críticas que fiz a Bonifácio, mas alertou que deixei de lado um mérito do santista: sim, ele foi o tetravô do “Centrão” na política, mas no campo social, ele foi o responsável pela criação de uma elite, de uma aristocracia brasileira ilustrada. Ouvi a mesma tese de meu amigo José Carlos Sepúlveda, carinhosamente o Senhor Sepúlveda.


Logo, se atualizamos o estudo de Faoro à luz de um livro recente de Jorge Caldeira, um dos maiores experts na história dessa elite econômica, notaremos que nem sempre as funções desse “estamento burocrático” estiveram nas mesmas mãos. É por essa razão que Caldeira, em seu História da Riqueza do Brasil, consolida o momento atual a partir de 1930, ponto em que Faoro interrompe sua análise.


O Golpe do Estado Novo de Vargas não representa apenas uma mudança no campo político, nem tão só no campo jurídico – Vargas muda a economia brasileira de forma definitiva e a partir do Estado Novo, uma nova elite econômica, uma nova aristocracia, mais de caráter industrial e financeiro e menos agrária, surge no país.


Caldeira lembra que ninguém, nem mesmo Dom Pedro I, acumulou tantos poderes.


Mas Vargas não conseguiu isso sozinho: apoiou-se em uma elite emergente de viés revolucionário, autoritário e anti-tradicionalista. Aquela elite Andradina, dos tempos do Império e que sobreviveu nas primeiras décadas da República, estava sendo definitivamente posta pra fora do cenário político brasileiro.


Pela primeira vez o “estamento burocrático” estava mudando de mãos e o aspecto filosófico dos donos daquele “Centrão moderado” migrava do binômio luzias vs. saquaremas para um eixo liberal / socialdemocrata.


O representante dessa nova elite tinha nome: Oswaldo Aranha, o advogado que tomou o assento no Ministério da Fazenda varguista e criou um keynesianismo de boteco. Isso pôs no poder, de forma invisível, esse grupo paulista de “democratas” com viés revolucionário, autoritário e anti-tradicionalista, forrado de discursinho econômico liberal e práticas fascistas, bem ao modelo de Corradini. O Brasil como “país da putaria” começava ali.


Funcionou – e essa aliança “capital-Estado” fundou o que Sérgio Lazzarinni consagrou como “capitalismo de laços”.


Sua vertente política se chama “presidencialismo de coalizão” e sua versão criminal, “toma-lá-dá-cá”.


Ao fim e ao cabo, estamos falando da mesma coisa, leitor.


Esse grupo começou a tomar corpo no Estado Novo financiando o toma-lá-dá-cá para manter as forças locais sob controle do governante central no nível Federal. Morria ali o liberalismo clássico brasileiro com cara de luzia e surgia uma espécie de “liberalismo Geni”. Sua segunda geração veio com JK; a terceira, com os militares e as últimas, com FHC e Lula.


Portanto, esse 5-dos-5 que esteve no dia 12 é fiel representante desse povo que cabe uma Kombi, já em sua terceira geração, mas cujos recursos enchem mais de 100 milhões de Kombis só em notas de 1 real.


Não se engane, leitor – são eles que mandam no Brasil e não o povo do 7 de setembro.


Eles mandaram Bolsonaro passar a ordem para os caminhoneiros pararem a palhaçada e a ordem foi cumprida em menos de 6 horas.


Você ainda acha que quem manda são os 5 milhões do 7 de setembro e não os 5-dos-5 do 12?


Então preste bem atenção nesta próxima parte do texto.




* * * * * * *



Nenhuma aparência de mudança no Brasil ocorreu sem o consentimento do 5-dos-5.


Filosoficamente falando, esse grupo não é socialista nem esquerdista.


Eles não são necessariamente estatistas (embora uns sejam estadistas) – eles são iluministas e sob o ponto de vista econômico, rezam a cartilha liberal-utilitária, bem a la Bentham, Mill e outros.


O pragmatismo que puxa o liberal brasileiro para o papo furado da “governabilidade” vem do utilitarismo. Ele pode não saber e eu estou pouco me lixando para o que ele não sabe e eu sei – mesmo sem ler Bentham, essa busca incessante “da prosperidade econômica” como sinal de “felicidade geral da nação” não vem do Fico, vem de Bentham.


Chamar Soros de esquerdista é simplesmente uma paspalhice.


Soros é um liberal. Assim como seus companheiros de 5-dos-5.


A briga aberta de Soros com a China mostra que Soros usa o socialismo como Bentham, se fosse vivo, o usaria para atingir seus fins.


A base filosófica da atuação de Soros na política está completamente assentada em Karl Popper.


Popper é um antissocialista, ex-aluno de Hayek e o criador do conceito de Open Society.


O 5-dos-5 brasileiro reza essa cartilha.


Eles não leem Lênin, não curtem Fidel Castro, acham Kim Jong-un ridículo e aceitam dialogar com a China não por “ideologia”, mas por “utilitarismo”.


Sem entender a cabeça dessa gente e como eles pensam, 2022, 2023, 2050, 2100 e qualquer ano futuro estará perdido.


Isso porque, como destaquei no início desta seção, toda e qualquer modificação ocorreu no Brasil porque esse grupo deu sua última palavra e franqueou o seu “ok”.


Você pode até ganhar as eleições, como ocorreu com Bolsonaro em 2018, mas daí a tomar esse poder, são outros 500. Zé Dirceu já deu a dica e você, até agora, não entendeu, neocon.


2018 foi uma vitória nas urnas, mas esse poder não mudou de mãos.


E a vitória só ocorreu porque, convenhamos, eles deixaram acontecer.


Acoplaram seu plenipotenciário no projeto bolsonarista e arrancaram do candidato o tal “compromisso do Posto Ipiranga”.


Foi a presença de Paulo Guedes que elegeu Bolsonaro e não o #OlavoTemRazao .


E assim tem sido desde Vargas.


JK assumiu porque essa elite decidiu que ele deveria assumir.


Castello Branco tomou o poder porque essa elite o apoiou. A Junta Militar engrossou, pois houve consenso nessa elite.


O regime militar acabou porque eles deram a ordem para acabar.


Sarney foi empossado ao alvedrio da necessidade de um novo pleito pois eles decidiram que assim seria.


Collor só caiu porque eles concordaram em derrubá-lo, depois das trapalhadas de Dona Zélia afetando o bolso deles.


O Plano Real só saiu daquele jeito porque eles colaboraram.


FHC só pode privatizar e reformar o Estado porque eles assentiram.


Lula só subiu ao poder porque eles apoiaram Lula e não Serra.


Lula não foi “pego” no Mensalão porque eles se contentaram com a prisão de Dirceu.


Lula fez a sua esdrúxula sucessão porque eles apoiaram Dilma e não Alckmin.


Dilma caiu porque eles decidiram politizar o “tchau querida” para colocar Temer no lugar dela.


A Lavajato começou e igualmente acabou porque eles assim decidiram.


Bolsonaro só seguiu sua campanha porque eles impuseram Guedes, o único (percebam) ministro “incaível” de Bolsonaro.


Ao fim e ao cabo, eles impuseram a carta de rendição a Bolsonaro, da qual Temer foi só mero escrivão e tabelião, junto de Alexandre de Moraes.


Eles estavam dia 12 junto com mais outra dúzia de aproveitadores.


Eles vão definir o que vai acontecer em 2022 e são eles que oferecerão candidatos para esses 5 milhões escolherem.


Bolsonaro só passará pelo crivo deles se o acordo assinado por Bolsonaro e redigido por Alexandre de Moraes e Temer se mantiver de pé, prevalecendo assim o fim do “politicamente incorreto” e a vitória do estilo e das pautas “politicamente corretas”. Qual seja, com censura Bolsonaro será candidato, sem ela, esqueçam.


Esse grupo, como bem desenhou Caldeira, é autoritário, revolucionário (só fala em “reformas”) e altamente anti-tradicionalista. Esse é o grupo que apoiava a pessoa de Jair Bolsonaro hoje e não os seus projetos de 2018. Fica a pessoa, mas saem seus projetos. Pior, fica a pessoa desde que ela aceite a censura e se coloque no cercadinho do “Politicamente Correto”.


A alegria pela atual situação denota ou má-fé, ou uma burrice abissal.


As esquerdas e os socialistas são meros marionetes dessa gente – assim como foi Lula e assim como há de ser Boulos. A concessão liberal (no vocabulário deles, na esquerda, “concessão burguesa”) mostra o quanto a esquerda é dependente dos liberais (admitido por Boulos em entrevista para o Pondé) – e não por questão numérica de gente. Dia 12 deixou claro: a esquerda tem “gente”, que ficou em casa para atender ordens de Lula. Os liberais não têm gente, mas tem poder (não só econômico).


Só que, ao contrário dos socialistas, os liberais não dependem dos socialistas – eles podem, como já mostraram em outros tempos, apoiar um “direitista controlável”, desde esse pseudo-direitista ande na estrada do “neoconservadorismo do bem”: fale lá suas tolices de modo “politicamente correto” e aceite as pautas deles.


É importante que o conservador perceba isso: gente na rua não é poder se Anteu não estiver com os pés no chão. No caso brasileiro, não está.


É como olhar para a balança e ver marcado 120 quilos achando que esse número é símbolo de força. Ser gordo não é ser forte.


Isso também me lembra a imagem de Kasparov jogando xadrez com 1.000 pessoas ao mesmo tempo e vencendo todas as partidas. Colocar 1.000 estúpidos para jogar xadrez com um sujeito como Kasparov não significa qualquer demonstração de força, muito pelo contrário. Serão 1.000 derrotas e não uma vitória de 1.000 contra um. E é exatamente isso que está acontecendo diariamente no Brasil.



* * * * * * *



Pois bem, a rendição de Bolsonaro é uma exigência antiga deles.


Porque na cabeça deles o politicamente incorreto de Bolsonaro atrapalha os negócios deles.


Eles entendem que investir em ideologia de gênero, em meio-ambiente, na destruição da família, é lucrativo para eles. É o papo furado do liberalismo popperiano transformado em ESG.


Tenho tentado mostrar a esse público que é justamente o inverso.


Não quero perder tempo com discursos filosóficos para mentes que não estão abertas para entender o problema para além da 4ª camada. Mas é plenamente possível demonstrar que as constantes violações que a política liberal e socialdemocrata representa para a família é que, sim, implicam em violenta perda financeira para eles.


A inexistência de uma escola econômica conservadora é um pouco culpa nossa; mas é também culpa desse interlocutor, hoje extremamente desqualificado se comparado aos dos tempos do Bonifácio.


O empresariado brasileiro precisa ouvir conservadores para entender o tamanho da encrenca em que eles estão metendo o Brasil ao apoiar essa aventura neoliberal energúmena.


Um ambiente de negócio em que famílias são respeitadas e a putaria é controlada, há maior espaço para crescimento econômico sem que esses empresários dependam tanto do Estado. Estão “deixando dinheiro na mesa” para dar a última palavra e manter um poder que hoje pode ser mantido sem que se necessite foder com a vida de tantas famílias brasileiras (direta ou indiretamente).


Financiar putaria leva a instabilidades crônicas e isso faz com que eles percam muito dinheiro – e ai não há investimento em troca de poder, pois o poder pode ser mantido sem precisar do “pedágio da putaria” (ideologia de gênero, ambientalismo, aborto, drogas e satanismo revestido de “liberdade religiosa”).


E hoje esse material se equilibra na equação política entre socialistas e liberais, com a volta do neoconservadorismo, uma das maiores pragas da política mundial deste último lustro. Antes encampada pelo malufismo e pelo carlismo, hoje já está completamente acomodada no bolsonarismo, onde paspalhices de esquerda são mescladas com outras paspalhices liberais, restando “arma” e “segurança pública” como meio de formulação de discursos pseudo-conservadores.


Não podemos ficar vivendo da produção desse esterco político a cada dez anos.


Se esse grupo do 5-dos-5 não acordar para isso e devolver para dentro das empresas uma cultura tradicionalista que respeite pai, mãe e filhos, todos heterossexuais e cristãos, representando a esmagadora maioria da sociedade brasileira (98% do Brasil se reconhece como heterossexual e perto de 90% são cristãos – os números sobre a demografia religiosa são do IBGE e os números da sexualidade são incertos, embora as contas dos grupos LGBT estimam, de maneira inflada, que essa população já teria atingido “10% da população”), um barril de pólvora pode estourar em breve.


Não são os neocons que devem mostrar a esse 5-dos-5 esses dados.


E sem esse trabalho, não adianta – até os novos ricos vão continuar investindo em “pretinho básico” e tomando porrada em IPO.


E o poder há de seguir sempre na mão dessa minoria, fazendo assim a maioria do 7 de setembro, o eterno grupo de trouxas desta nação, que insiste em manter, como o Anteu morto, os pés longe do chão.