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O Poder do Orgulho.

Rurouni Kenshin, ou Samurai X pelas bandas brasileiras da Terra, um anime que foi popular pelos anos 2000, primeiro exibido na globo com vários cortes depois pelo cartoon network em uma versão melhor adaptada. No inicio da era Meiji Kenshin Himura, um samurai que ajudou na revolução Meiji atuando como um assassino retalhando várias pessoas, decide em remissão aos seus erros, não matar mais e viver como um andarilho, empunhando uma espada com a lamina invertida chamada de sakabatou e abandonando a alcunha de “Battousai o Retalhador”. Em suas caminhadas se depara com vários inimigos e situações que são em parte causas pelos seus próprios feitos como assassino de aluguel, pessoas fingindo ser o battousai, políticos interessados nas suas habilidades, antigos rivais, além de enfrentar seu próprio espirito assassino e a tentação de quebrar seu juramento. No meio disso tudo quero analisar um pouco, o caso de Yahiko Myojin, seu pai era um samurai de baixa patente que morreu durante da revolução lutando pelo xogunato e a mãe pereceu doente.


Yahiko acaba vivendo como um batedor de carteira para pagar uma divida com a Yakuza(cobrada falsamente pelo tratamento da mãe), após o encontro com Kenshin que solve a situação na base da sakabatou, o andarilho ensina que Yahiko deve fortalecer seu orgulho, que de imediato parece o caminho para arrogância ou egoísmo, mas nesse contexto se refere ao orgulho de um samurai. Sobre o qual farei alguns paralelos com a nossa civilização ocidental.


O Venerável Servo de Deus Fulton Sheen em seu livro Três Para Casar apresenta o conceito de Vita, que seria a união de alma e corpo, o homem não é só corpo, nem só alma, mas a união dos dois, essa união forma a nossa Energia Original de onde emanam todas as nossas paixões.


Vitaita se apresenta de três formas, acompanhando as relações do homem. Primeiro a relação do homem com os cosmos que se apresenta na forma de posse, em que o homem compensa a pobreza pessoal com os bens materiais, a perversão dessa energia original, pode ser, o comunismo ou capitalismo monopolista; A segunda relação, a do homem com a sociedade é geração da espécie humana na formação de uma família, o legado que homem deixa na terra, a perversão desta energia pode ser a depravação, perversão, pederastia et caterva. A terceira manifestação dessa energia é do homem consigo mesmo, nossa autopreservação, consciência de nossa dignidade e de ser tudo o que se poder ser, a perversão dessa energia é justamente o egoísmo.


Ser o que podemos ser é buscar nosso eu ideal. Primorosamente apresentando pelo professor Olavo no inicio do COF, uma forma de entrarmos em contato com o “Eu ideal”, é o ato católico da confissão, ao fazer o exame de consciência, percebemos nossas falhas, não somente à luz dos 10 mandamentos, mas à luz do melhor que podemos ser, do melhor direcionamento de nossa Vita em relação a nós mesmos, a sociedade e ao cosmo. Durante a confissão o âmago do nosso ser se manifesta em nossa consciência e entra em contato com Deus, daí vem o sentimento de vergonha, porque podemos ver como nos degradamos.


A consciência da própria dignidade impede que o homem anestesie suas virtudes e esconda-as no subsolo do seu ser, fortalecer o orgulho impede que o ser se resuma a impulsos momentâneos e passageiros, superando o que Joseph Campbell chama de paixões tenebrosas. Também de acordo com o mitologista o herói simboliza nossa capacidade de controlar o selvagem irracional dentro de nós e que a jornada do herói não é um ato de coragem mas de autodescoberta.

Fortalecer o orgulho, não deixar se levar pela voz das tentações como os gregos e os troianos, mas buscar direcionar a Energia Original ao eterno.


Por Matheus Galletti Instagram: @mgallett23

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