• Davi Eler

O Que Raios É Fraternidade? (2/3)


Antes de qualquer coisa preciso dizer que este artigo é a sequencia desse. Essa é uma serie feita para falar sobre as palavras chave da Revolução Francesa e a Revolução Iluminista, sendo assim, é imprescindível que você leia o anterior.


Escutamos em vários lugares essa palavra mágica, “Fraternidade”, porém 90% das pessoas que professam este substantivo não tem mínima noção do que estão falando. Existem duas diferenças básicas dessa palavra que precisamos esclarecer.


Temos o conceito que será mais achado em dicionários, que fala sobre o grau de parentesco entre irmãos, sendo usado para indicar uma conexão familiar, objetiva ou subjetiva, entre duas pessoas.


Contudo temos o significado filosófico/político que foi inserido por dois movimentos, em primeiro lugar pelo movimento revolucionário francês, e também alguns séculos à frente pelos fascistas. Neste contexto, a palavra Fraternidade era usada para dizer que todos os Homens são iguais, esse pensamento esta intimamente ligado com a ideia de igualdade desses sujeitos, por essa razão eu reforço a importância de ler o artigo anterior.


A princípio este conceito iluminista parece lindo, mas que tal vermos seus frutos? Jesus nos ensinou que para sabermos se uma árvore é boa ou má temos que olhar seus frutos. Bom, essa história vai ser concluída no século passado com o movimento fascista, que adotou para si a bandeira da Fraternidade.


Mas antes de contar a ligação entre esses dois objetos, eu gostaria de contar o trajeto desde movimento do século XX. Tudo começou com uma dissidência dentro do movimento comunista, sim, os fascistas vieram do movimento marxista, ao contrário do que te ensinam na escola, este movimento é de extrema esquerda. A divergência se deu por conta de uma diferença estratégica e de interpretação da tese de Marx. Os fascistas acreditavam que a luta não era entre proletários e burgueses, mas sim entre países proletários e países burgueses, já que se um proletário brasileiro se mudasse para um país europeu, ele adentraria ao grupo do lumpemproletariado (que só foi ser abraçado pela esquerda décadas depois). Por causa disso o movimento nazi-fascista no século passado tinha algumas características nacionalistas, mas ao mesmo tempo imperialistas. As contradições são comuns em todos os movimentos de esquerda, e inclusive, utilizam isto como sua principal arma.


Corrigido então alguns erros históricos que nos são ensinados na escola e com a introdução das origens desse movimento, podemos agora ver qual a conexão deles com a Fraternidade, lembrem-se do ensinamento de Jesus, e no final me digam se ainda acham esta ideia uma coisa boa.


Para começar, gostaria de falar da origem do nome fascista, ele vem da própria ideia fraternal do movimento, vem da palavra feixes, um sozinho é fraco, mas todos juntos são fortes. Uma boa ilustração vem do filme “Planeta Dos Macacos”, o César, o primeiro primata inteligente, convence os outros de sua espécie a se juntarem em sua luta, com a imagem de conseguir quebrar um graveto com facilidade, mas não conseguir quebrar vários gravetos juntos.


Esse este o princípio fraternal do grupo, mas este ideal não parou por aí, ele se alastrou para o Estado. E neste momento, eu vou lhes apresentar uma frase de uma das figuras mais importantes deste movimento.


“O fascista, por outro lado, concebe a filosofia como uma filosofia da prática (” práxis ”). Esse conceito foi o produto de certas inspirações marxistas e Sorellianas (muitos fascistas e o próprio Duce receberam sua primeira educação intelectual na escola de Marx e Sorel) - bem como da influência de doutrinas idealistas italianas contemporâneas das quais a mentalidade fascista extraiu substância e atingiu a maturidade.” “The Philosophy of Fascism,” first published in English in the Spectator, November 1928, pp. 36-37. Reprinted in Origins and Doctrine of Fascism, A. James Gregor, translator and editor, Transaction Publishers (2003) p. 33



Giovanni Gentile foi junto com Benedetto Croce o grande idealista do movimento fascista, ele sempre deixou claro suas influências marxistas, assim como seu parceiro intelectual. Quis colocar esta frase de alguém tão importante para este grupo para que vocês entendam que, a ligação deles com os comunistas é maior do que nos mostram. E uma das principais ideias comunistas é a fraternidade, a fraternidade estatal, se todos somos irmãos quem é o pai? A resposta foi dada por Mussolini em sua frase tão famosa: “Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”.


Esse é o principal problema deste ideal, ele coloca o Estado como pai de todos, e isso não surgiu do nada, apareceu para ser um contraponto a ideia cristã de Fraternidade. Na igreja todos somos irmãos também, porém nosso Pai é Deus, e nós nos tornamos família em Cristo, os iluministas e revolucionários quiseram exatamente colocar um novo pai, uma nova família e uma nova linhagem, uma nova humanidade. Assim como Cristo criou uma nova raça, a ideia deles era fazer isto de forma filosófica e terrena, usando o Estado como o precursor deste novo povo. E lá na frente este princípio foi usado por Mussolini, mas principalmente por Hitler, ele utilizou as forças do Estado para criar uma nova raça, ou pelo menos tentou. A influência filosófica vem de Marx e da Revolução Francesa e Iluminista.

A ideia da fraternidade Iluminista vem para, substituir e destruir a ideia fraternal cristã. Tudo que eles queriam era que as pessoas esquecessem a ideia de Deus como Pai, e começasse à ver o Estado como pai. Essa mentalidade já está impregnada na cultura brasileira, nós estamos sempre esperando ajuda do Estado, sempre pedindo para políticos e para Brasília fazerem algo por nós. Temos que parar de ter esperança no Estado, parar de enxergar nele uma figura paterna. Política, Estado, governos e políticos, devem ser tratados com EXTREMO ceticismo e suspeita. Não podemos deixar o conceito cristão da fraternidade, ser substituído por este conceito revolucionário.


Percebem agora o problema de todo esse ideal de Fraternidade? Eles colocam como algo lindo, mas as implicações filosóficas presentes dentro deste pensamento são tenebrosas. As raízes e pressupostos dos idealizadores desta teoria mataram muito mais de 100.000.000 desde que surgiram. Temos sempre que voltar nas origens das ideias, o professor Olavo nos ensinou isso várias vezes, eles não chegarão com armas nas mãos nos mandando para a parede afim de nos fuzilar, antes colocarão pressupostos e ideias que parecem lindas, contudo que serão nossa ruína e a desculpa deles para nos matar, não podemos aceitar as raízes destes pensamentos, senão já estamos mortos. Então pessoal, vamos estudar as origens dos movimentos inimigos do cristianismo, para que possamos combate-los com maior eficácia, e para não sermos enganados por eles.


Fiquem com Deus e até a próxima.