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O sinal sem efeito

Por The Mentalist



Créditos: Crítica Nacional


No último feriado de 1º de Maio, Dia do Trabalho, ocorreram manifestações pelo Brasil em apoio ao presidente Bolsonaro, que havia pedido “um sinal” do povo.


Nas redes sociais, a hashtag “#EuAutorizoPresidente” tomou conta das publicações dos apoiadores do presidente junto de fotos e vídeos das pessoas nas ruas ou em seus carros. Entretanto, esse ato apenas provou a tese de que o bolsonarismo acabou com o significado e o impacto político das manifestações.


Primeiramente, porque não havia um objetivo específico. Algumas das publicações que divulgavam o evento possuíam até lista de pautas. Isso sem contar a piada do pedido por “distanciamento social”, — tendo como real ponto de convergência o bolsonarismo.


Isso, por si só, elimina qualquer efeito político que o movimento possivelmente teria em favor do que era pedido, pois deixa bem claro que a união daquelas pessoas se devia apenas para fornecer o tal “sinal” de apoio e não para reivindicar alguma pauta realmente.


Além disso, não houve qualquer indicação do presidente Jair Bolsonaro sobre o que faria caso recebesse esse “sinal” — e ao que tudo indica é devido ao fato de que não fará nada mesmo para resolver a situação, — mostrando para todos que as mobilizações foram em vão no que diz respeito aos pedidos dos manifestantes.


O que restou foi somente exibir na internet o suposto apoio para as eleições de 2022, que já não tem a mesma expressividade de 2018, ao contrário do que divulgaram, porque muitos eleitores já perceberam que esse governo é conservador somente do sistema.


Outro ponto a se destacar é o dos participantes das manifestações, principalmente os que tiveram participação nos carros de som. Em sua maioria, os indivíduos que falaram para o público eram políticos, youtubers ou influenciadores de redes sociais que planejam participar dos próximos pleitos e foram para ganhar algum prestígio. Dessa forma, já visam os possíveis votos que ganharão com os eleitores bolsonaristas.


Eles ignoram totalmente o que o professor Olavo de Carvalho diz sobre o real combate acontecer no campo cultural, deixando de produzir conteúdo intelectual para entrar na política, na qual não alcançarão os objetivos desejados pela população.


Portanto, tem-se como “resumo da ópera” que essas manifestações não geraram qualquer reação esperada, seja de ação do presidente para defender seus apoiadores, seja fazendo com que os opositores recuassem nas ações contra a população.


Enquanto isso, pretendentes a candidatos para as próximas eleições usaram do movimento para se promoverem. Já os influenciadores aproveitaram para continuar a enganar o público bolsonarista, com a narrativa do “Confia no Plano”, — semelhante ao que ocorreu nos Estados Unidos — que ilude os seguidores para que não cobrem os erros do presidente e resulta na vitória do sistema.