• Tuanni Ramos

O verdadeiro Herói



Quando você pensa em “herói”, quem te vem à mente? Algum herói dos desenhos animados, quadrinhos, filmes, séries, mangás? E se eu te contar que todos esses que você pensou não chegam nem perto de um herói que realmente existiu?


Sim, é d’Ele mesmo que eu estou falando. Hoje em dia, é fácil ver pessoas que incentivam crianças desde cedo a terem seu herói favorito, o que é muito frutuoso, caso as referências sejam boas.


Mas já parou para pensar como as coisas seriam melhores se, desde muito cedo, as crianças ouvissem que existiu um Herói, que morreu inocente, mas que ressuscitou e venceu a morte e tudo o que nos condenava?


Pois é, sempre que penso a respeito, dá um calor no coração que só me vem à mente uma coisa: não há, nunca houve e nunca haverá herói mais poderoso, mais forte, e com mais virtudes quanto Nosso Senhor.


Ao fazermos o exercício de olharmos para a nossa sociedade, deparamo-nos com pessoas a todo tempo, a todo instante, buscando um referencial de virtudes. Estes referenciais vão desde celebridades, “artistas”, músicos, ou até mesmo, pasmem, políticos.


Contudo, cabe ressaltar que essa ausência de referência de virtudes se dá graças à forma com a qual fomos metralhados de influências vindas da imprensa e em outros órgãos de informações. Sua função, ao longo dos anos, foi a de incutir na mente de toda uma geração de que era careta você ser uma pessoa religiosa e que crê em Deus.


Com o tempo, menos pessoas foram repassando para seus filhos e netos a figura de Nosso Senhor como o verdadeiro modelo de Homem a ser seguido, a ponto de ter crescido de forma exponencial o sincretismo religioso na sociedade brasileira como um todo.


Hoje, na visão dessa gente, não tem problema você ir a uma mesquita num dia, no outro num culto e no outro se confessar com o padre. Então, dali algum tempo, vai bater cartão num terreiro para “receber santo” ou passar por uma “cirurgia espiritual” num centro kardecista.


Ou seja, não importa o caminho que você siga desde que você seja feliz.


Com o tempo, as pessoas se sentem vazias, sem sentido nenhum para a sua vida. E quando você fala com elas para buscarem as coisas Eternas, estas mesmas pessoas debocham de você.


Faz-se cada dia mais necessário que hoje voltemos nosso olhar para o que verdadeiramente importa.


Ter como referência para as nossas ações o próprio Cristo, viver de maneira a contagiar as pessoas. Formar crianças que tem em seu imaginário o conceito de herói bem constituído, para assim não se perder nas referências desse mundo.


Ter a Cristo como herói e imitar as Suas virtudes é nada mais, nada menos, que voltar à nossa essência, uma vez que a nossa alma só é preenchida plenamente por Ele.


Esse tempo pascal é o ápice da fé cristã, pois recordamos a vitória de Cristo, nosso Herói, sobre a morte, fazendo com que hoje pudéssemos ter como objetivo de vida poder, um dia, contemplá-lo face a face.


Imitar a Cristo é buscar se assemelhar a Ele em tudo, a ponto de cairmos cada vez menos nos nossos pecados de estimação e vivermos uma vida santa.


Ser herói é mais do que ter grandes posses ou ser “importante” e conhecido por muitos. Ser herói é viver escondido em seu cotidiano, amando as pessoas, cuidando e se doando por elas.


Devemos fazer do nosso dia a dia algo sagrado, trazer Jesus para o nosso lado como um verdadeiro amigo, a tal ponto de podermos dizer como o apóstolo São Paulo:


“Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. (Gálatas 2:20)

Em resumo, ser herói é ser Santo.


Deus te abençoe e Feliz Páscoa!


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