• Zero à Direita

Parlamentares pedem saída de Eduardo Bolsonaro da Comissão de Relações Exteriores


Pedido foi enviado ao Presidente da Câmara, Rodrigo Maia após Eduardo fazer postagem sobre os riscos de usar a rede 5G chinesa.


Um grupo de deputados federais pediu, nesta quarta(25), que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, coloque em pauta a "imediata retirada" de Eduardo Bolsonaro da Comissão de Relações Exteriores.


O pedido foi feito pelos deputados Perpetua Almeida (PCdoB), Presidente Frente Parlamentar da Cooperação entre os Países do Brics, Fausto Pinato (PP e Frente Parlamentar Brasil-China) e Daniel Almeida (PCdoB), Presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil/China.


Na última segunda-feira(23), Eduardo Bolsonaro fez uma postagem no Twitter onde alega - com razão - que o uso de equipamentos da chinesa Huawei, na infraestrutura da rede 5G brasileira, traria risco de espionagem por parte do gigante asiático. Portanto, o governo brasileiro faria parte de uma “aliança global para um 5G seguro, sem espionagem da China”.


A declaração não foi bem recebida pelo agente do PCCh, o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, que chegou a ameaçar o país em notas oficiais publicadas nas redes sociais.


A mensagem de Eduardo Bolsonaro foi apagada pouco tempo após a sua postagem.


Os parlamentares que pedem o afastamento de Eduardo alegam que as declarações “uma afronta às boas relações diplomáticas que construímos há mais de 45 anos e que beneficiam os dois países”.

“Portanto, a atitude do deputado, que ainda ocupa interinamente e administrativamente a presidência da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, cria um constrangimento a todos nós, porque não tem correspondência com o pensamento da maioria dos membros desta Instituição e agride a soberania nacional brasileira, causando abalos nas relações diplomáticas entre a China e o Brasil”.

Para a deputada Perpetua Almeida, Eduardo Bolsonaro “foi ficando” na presidência da comissão e ameaça a relação com a China.


“Se o pai do deputado, presidente da República, se cala diante dessas agressões, o parlamento não pode se calar e precisa deliberar sobre o nosso pedido”.

Na cabeça dos deputados da esquerda, o Brasil pode pertencer à China e seus planos de dominar a socialista América do Sul. O verdadeiro progresso e independência nacional não interessam para gente desta estirpe.