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  • Edson Weslenn

Pela obrigação do ativismo cristão

No ano passado o Centro Dom Bosco, um dos mais combativos e sérios grupos católicos do país, se colocou em desagravo contra uma profanação não só de uma igreja quanto da Sagrada Liturgia no Rio de Janeiro ao protestar de modo pacífico, através de orações públicas, contra a chamada "missa afro" que acontecia na Igreja do Sagrado Coração de Jesus. Este ano a missa foi cancelada pela Arquidiocese (que está de parabéns pela atitude!), mas a polícia indiciou 5 pessoas do Centro Dom Bosco por "intolerância religiosa e racismo" ao impedir esta palhaçada no ano passado.


Em seu evangelho, São Lucas nos conta uma parábola que Nosso Senhor Jesus Cristo passou a eles: um mordomo foi acusado de estar roubando os bens de seu Senhor. Ele, sabendo que iria ficar pobre ao ser desapossado de tudo, correu e negociou as dividas de seu mestre por menos do que elas valiam antes de ser demitido, fazendo assim amigos para que, após ser demitido, não ficasse sem ajuda.


"E louvou aquele senhor ao injusto mordomo por haver procedido com sagacidade; porque os filhos deste mundo são mais sagazes para com a sua geração do que os filhos da luz.

Eu vos digo ainda: Granjeai amigos por meio das riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos." - Lucas 16:8,9


Há muito claramente uma discrepância entre os "filhos do mundo" e os "filhos da luz" no que diz respeito à "esperteza", a "sagacidade", especialmente nos meios sociais. No primeiro episódio da série Brasileirinhos - apresentada por Gatão e Palhaço - eles colocam essa distância em termos muito mais atuais: "A esquerda te oferece festa e você oferece o quê, direita? Gravata borboleta? Roger Scruton? (...) o grande trunfo da esquerda nos anos 60 foi a esquerda festiva" (citações feitas apenas de cabeça, confiram lá para ver as palavras exatas deles)


O meu ponto com isso é mostrar que o mundo sempre foi o que é, mas não por isso devemos deixá-lo ser. Como o mordomo usou as riquezas da injustiça para fazer amigos, nós também devemos usar dos meios do mundo para agradar o Reino dos Céus. E esse meio tem um nome: ativismo católico.


O Centro Dom Bosco é a grande referência nacional nesse quesito. São deles as ações contra a blasfêmia do "Porta dos Fundos" ao Nosso Senhor, contra o grupo abortista "Pelo Direito de Decidir", que já não podem mais se chamar "Católicas" entre tantos outros que não ganham a publicidade necessária.


O bom combate é sim, antes de tudo, espiritual ("Portanto, de que adianta uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" Marcos 8:36) mas o homem não é só espírito - é um ser social, e a sociedade deve lutar para ser santificada para que não sejamos acusados de prevaricar, por falta de amor, em ajudar o nosso irmão a se salvar. Não sejamos aqueles que coloca a luz do candieiro debaixo do alqueire, apenas para nos iluminar, mas sim como os que colocam na varanda para que ilumine tudo a sua volta. Viva ao Centro Dom Bosco pela sua luta, e viva a todos aqueles que fazem com seu ativismo uma maneira de colocar o mundo em alerta sobre a realidade das coisas de Deus.